Iniciada a seleção de empresas que querem se instalar no Parque Tecnológico da Bahia

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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SECTI lança chamada pública visando atrair empresas de base tecnológica

Foi lançada nesta sexta-feira (02/12/2011), nos jornais nacionais de grande circulação, chamada pública para empresas interessadas em se instalar no Parque Tecnológico da Bahia, previsto para ser inaugurado no início do próximo ano. A Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação (SECTI), responsável pelo empreendimento, já instituiu uma comissão julgadora visando receber, analisar, julgar e classificar as propostas apresentadas de acordo com os critérios da chamada pública.

O edital é voltado para empresas de base tecnológica, que podem apresentar propostas para se estabelecer no TecnoCentro, o prédio central do Parque Tecnológico da Bahia. As instituições que tenham interesse em desenvolver atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, poderão ficar no espaço por até quatro anos, pagando uma taxa e mais as despesas decorrentes das atividades.

O Parque Tecnológico da Bahia vai promover o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado, atraindo pesquisadores e abrigando incubadoras e empresas de base tecnológica. Como lembra o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, o Parque vai atuar com pesquisa aplicada, isto é, produtos e processos que possam ser absorvidos pelo mercado. Para tanto, a SECTI e a Fapesb (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia) vão conceder bolsas por meio do Programa de Desenvolvimento de Recursos Humanos em Apoio à Pesquisa e Inovação no Parque Tecnológico da Bahia – Bolsas ProPARQ.

Bolsas vão oferecer até R$ 14 mil para pesquisadores 

Através do ProPARQ, o governo estadual concederá bolsas a pesquisadores que atuam em áreas estratégicas do Parque, nos campos de Biotecnologia e Saúde, Energias e Engenharias, e Tecnologia da Informação e Comunicação. A iniciativa é um investimento do Governo do Estado para atrair os melhores pesquisadores do Brasil e do exterior para a Bahia. “O programa de bolsas ProPARQ é uma ferramenta para contribuir que as empresas e instituições consigam atrair e fixar profissionais qualificados no Estado. São eles que vão permitir que o Parque Tecnológico da Bahia desenvolva produtos e processos inovadores com alto valor agregado”, destaca o secretário.

Os valores da bolsa são variados, podendo chegar a R$ 14 mil mensais e a meta é financiar aproximadamente 100 bolsas. O secretário lembra ainda que este instrumento é um diferencial definitivo para a atração de empresas, já que elas têm a garantia de que poderão formar uma equipe qualificada, com os melhores talentos.

As bolsas estão divididas em três modalidades de forma a atender às diversas demandas das empresas e variam de acordo com o grau da experiência, qualificação acadêmica e capacidade demonstrada, além da carga horária que será dedicada aos projetos aos quais o bolsista está vinculado.

Para receber os incentivos do ProPARQ o projeto da instituição ou empresa deve preencher alguns requisitos:

• Ser de uma das áreas prioritárias do Parque Tecnológico da Bahia ;

• Ter uma clara vinculação com as estratégias competitivas da empresa instalada no Parque;

• Demonstrar ter condições materiais de ser executado, seja com recursos próprios ou já captados de fontes financiadoras;

• Poder demonstrar a efetiva utilização dos recursos humanos em atividades dos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no Parque;

O número de bolsas por projeto será definido com base em critérios como o investimento total e o tamanho da equipe envolvida, além do grau de novidade dos resultados previstos, a complexidade das atividades e impactos econômico, social e ambiental.

Os recursos para o programa são da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia e da Fundação de Amparo à Pesquisa, mas outras fontes poderão ser incluídas futuramente.

Sobre Carlos Augusto 9719 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).