IBGE lança publicação pioneira com dados sobre recursos marítimos

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou ontem (05/12/2011), em parceria com a Marinha, o Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil. A publicação, pioneira no país, é composta por mapas que compilam informações produzidas por instituições nacionais e internacionais sobre os recursos do mar, suas características geológicas, oceanográficas, biológicas e aspectos socioeconômicos do litoral brasileiro.

De acordo com o geógrafo do IBGE Marco Antônio de Carvalho Oliveira, embora não traga dados inéditos, o documento reúne, pela primeira vez, informações que vão ajudar a difundir entre a população a consciência marítima.

“O brasileiro, em geral, conhece muito pouco sobre a estrutura e riqueza do nosso litoral. Esse produto pode contribuir para uma mudança nessa área porque será muito útil a pesquisadores e principalmente estudantes. Eles poderão visualizar diversos aspectos dessa temática usando essa ferramenta”, explicou.

Segundo ele, com o atlas, um professor poderá, por exemplo, trabalhar “numa mesma prancha, processos diversos como questão socioeconômica de ocupação urbana, ocorrência de erosão e deposição em uma determinada área, além de visualizar regiões que estão sendo degradadas”.

Com os mapas, é possível perceber, por exemplo, como a região costeira é fundamental no processo de ocupação do território brasileiro. Atualmente, mais de um quarto (26,6%) da população vive nessa área, o que representa aproximadamente 50,7 milhões de pessoas.

“A valorização da zona costeira ocorre em todo o mundo e no Brasil não é diferente. Os mapas confirmam isso e mostram uma certa migração da população em direção ao oeste desde a década de 1970. Ou seja, o litoral continua altamente valorizado, mas a população se interiorizou um pouco ao longo desse período”, ressaltou.

A capitã de mar e guerra Marise Silva Carneiro ressaltou, ainda, que tornar a zona costeira conhecida entre a população é fundamental para ampliar a preservação ambiental da região. “É importante conhecer para conservar, pois nessas áreas há ocupação irregular, mau uso da praia por turistas e outras ações que geram uma série de problemas de poluição que prejudicam a própria população”, explicou.

Ela lembrou que o território marítimo brasileiro tem cerca de 3,6 milhões de quilômetros quadrados e que o país está pleiteando, na Organização das Nações Unidas (ONU), um acréscimo de 950 mil quilômetros a essa área, em regiões onde a plataforma continental vai além das 200 milhas náuticas (370 quilômetros).

De acordo com o IBGE, o Atlas Geográfico das Zonas Costeiras e Oceânicas do Brasil deve servir de molde para a produção de publicações semelhantes em outros países de língua portuguesa. Para isso, estão sendo firmados acordos no âmbito do comitê que reúne essas nações e a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, da Marinha.

Sobre Carlos Augusto 9652 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).