Empresário e pecuarista, Miguel Pinto fala sobre a edição 2011 do Leilão Axé Nelore; Evento ocorre em Salvador e é um dos 10 principais do calendário nacional

Miguel Pinto: O Axé Nelore veio resgatar os leilões daqui do estado da Bahia. Está instituído como um dos dez melhores leilões do Brasil.
Miguel Pinto: O Axé Nelore veio resgatar os leilões daqui do estado da Bahia. Está instituído como um dos dez melhores leilões do Brasil.

O empresário e pecuarista Miguel Pinto, diretor da Pedreira Rio Branco e reconhecido criador da raça zebuína Nelore, fala com exclusividade ao Jornal Grande Bahia sobre a edição 2011 do Axé Nelore. Evento que reúne, em Salvador, no hotel Stella Maris, hoje à noite (02/12/2011), importantes criadores da raça, vindos das diversas partes do Brasil, e criadores oriundos de outros países. O evento conta com a assessoria do médico veterinário Delsique Borges, diretor da Marca Rural, profissional reconhecido pelo elevado padrão de avaliação e julgamento da genética Nelore.

“Nós temos o objetivo de cada ano fazer melhor. Esse é o terceiro ano do Axé Nelore. Fizemos dois magníficos leilões, estamos entrando no terceiro e queremos suplantar tanto o primeiro, quanto o segundo. Estamos trabalhando com afinco, nesse momento junto com o Nova Deli, da família do saudoso Tarzan, um grande criador da Bahia, referência nacional; e o Valdir Figueiredo de São Paulo”, explica Miguel.

O leilão conta com convidados de fora da Bahia e criadores baianos, que irão ofertar matrizes de alto padrão genético e excelente ganho de peso. Miguel Pinto destaca, entre os criadores, o cantor e pecuarista Zezé de Camargo, que voltará a vender em nosso leilão. “No encontro que tive, ele me disse que só não viria por força de um show, mas se não houvesse show que ele estaria novamente na Bahia, porque é uma cidade que um estado onde se sente bem e aprendeu a admirar. Então independente do Zezé de Camargo. Outros desatacados criadores do Nelore de elite, que disputam o ranking nacional, estarão presentes, a exemplo da EAO.”.

Miguel Pinto ressalta que o leilão objetiva a transferência de tecnologia de genética. Que tem por finalidade fortalecer o estado da Bahia no ranking nacional, e explica: “a Bahia se torna hoje, nacionalmente, um grande comprador nos leilões espalhados pelo Brasil. Isso mostra que o criador baiano está investindo, está acreditando no Nelore.”.

Miguel comenta sobre a possibilidade de pessoas, que mesmo não possuindo propriedades rurais, possam atuar como investidor e cita o exemplo do cantor Roberto Carlos.

“Hoje nós temos vários investidores, que mesmo sem ter propriedades rurais estão investindo. Tivemos como grande exemplo o cantor Roberto Carlos, que em um leilão de um amigo nosso, fez investimentos altíssimos na raça Nelore, e diversos outros criadores e investidores, que através do Canal de Tv Rural, possam arrematar qualquer animal.”

Miguel continua explicado que sobre a importância do Axé Nelore. “O Axé Nelore veio resgatar os leilões daqui do estado da Bahia. Está instituído como um dos dez melhores leilões do Brasil. E isso não é de graça. Não é simplesmente chegando. É com muito trabalho de todos que o fazem, inclusive eu, e isso se torna uma vontade muito grande em cada dia mais crescer, prosperar, vender animais de qualidade. Eu, por exemplo, irei vender um animal que vi nascer e disputou o ranking no Brasil todo, e em todo lugar que foi, esteve bem classificada. Agora irei dividir esse trabalho meu, com outro comprador, o animal vai para o leilão com remate de 50%. Quer dizer, é isso que é o Nelore. A gente não quer o animal só para si, a gente quer transferir esse animal, passar esse animal para outras pessoas que consigam fazer esse trabalho igual ou melhor do que o nosso. Então esse é um trabalho que empolga qualquer Nelorista.”.

Outro aspecto externando por Miguel é a união dos criadores e a importância do Brasil no cenário mundial de criadores de gado, produtores de proteína animal.

“Você verá, estará presente, como é a harmonia dentro do Nelore, graças a Deus todos nós temos as nossas divergências porque somos os donos, mas no Nelore temos a harmonia muito grande. isso que é e representa ser Nelore hoje. Nós temos mais animais, bois no Brasil, do que humanos, ou seja, mais de 200 milhões de cabeças no Brasil. Para nós do Nelore é um orgulho muito grande ter uma participação nesse grupo, com mais de mais de 70% do animais sendo zebuínos Nelore. Então é um número bastante forte, e é por isso que o Nelore, quase todos os dias, conta com eventos espalhado pelo Brasil, e a cada uma melhor do que o outro.

Nós somos disparados o melhor criador do mundo. O gado Nelore é oriundo da Índia e a velocidade a disposição do Brasil, a disposição dos criadores brasileiros, fizeram com que o gado indiano, que é hoje o maior rebanho do mundo, mas comercialmente é o nosso, porque lá os animais não são abatidos, então tem uma criação fantástica, só que geneticamente nós ultrapassamos a índia e muito.

Com a tendência de crescimento do Brasil nós iremos ser o maior produtor de carne mundial. Ou seja, nós iremos ser o país que irá comandar a proteína mais barata que existe, produzida dos animais, que é a carne bovina, exportada para todo o mundo. Iremos ter orgulho que a carne consumida em qualquer país do mundo tem origem no Brasil. Acho que isso mostra àqueles grandes investidores que estão no ramo de criação de gado Nelore, que a raça tem um futuro brilhante.”

O pecuarista Miguel Pinto explica as modificações na composição dos promotores do evento, Nelore Jacuricy, Nelore Nova Delhi e Nelore Euro, do criador Valdir Figueiredo de São Paulo. “Éramos seis, mas como tinha muita gente no mesmo setor, nós deixamos três de fora, que hoje são convidados especiais, irão participar com dois lotes cada um, que é a Rima Agropecuária, de Minas Gerais; grupo Felipe e Jorge Picciani, do Rio de Janeiro; e a EAO que pertence ao grupo Odebrecht e instalada em Minas Gerais. Então eles são convidados especiais, estão nos apoiando.”

“Aproveitamos o momento para convidar a todos que queiram participar, queiram ver, assistir o que é um leilão, ou assistam via o Canal Rural ou estejam presentes no hotel Stella Maris, para presenciar ao vivo o que é um leilão de Nelore.”

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).