Edição 2011 do Carnaval de Maragojipe é atração em Salvador

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Convite para a premiação da edição 2011 dos 'Festejos Baianos'.
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Convite para a premiação da edição 2011 dos ‘Festejos Baianos’.
Baile de máscaras do carnaval de Maragogipe tem tradição histórica.
Baile de máscaras do carnaval de Maragogipe tem tradição histórica.

O requinte, a criatividade e a alegria singular, através das influências de matrizes ibéricas e afro-baianas, elaboradas máscaras e ricas fantasias, serão a principal atração da apresentação artístico-musical do Carnaval de Maragogipe que acontece próxima terça-feira, dia 27 (dezembro, 2011), a partir das 19h, no Palácio da Aclamação, em Salvador.

A apresentação do carnaval encerrará a premiação Festejos da Bahia que acontece no Aclamação. O projeto tem apoio do Governo da Bahia, via programa Fazcultura da Secretaria de Cultura (Secult) e patrocínio da Ambev. O prêmio dá reconhecimento público a empresas privadas, artistas, grupos e produtores culturais, prefeituras e órgãos – municipais, estaduais e federais – que trabalham e realizam festas populares no Estado da Bahia. Após a apresentação do carnaval os convidados participarão de um coquetel nos jardins do palácio.

Tutelado pelo Estado, desde 2009, quando o governador Jaques Wagner decretou a festa Patrimônio Imaterial da Bahia, via pesquisa do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), o Carnaval de Maragojipe se tornou um dos principais pontos de atração do turismo cultural baiano. A manifestação é considerada única por sociólogos e historiadores por salvaguardar, simultaneamente, tradições ibéricas, do carnaval europeu do século XIX e influências de diversas etnias de matriz africana e indígena.

Segundo a antropóloga Nívea Almeida que participa do livro ‘Carnaval de Maragojipe Cadernos do IPAC’ – disponível para downloadgratuito no site www.ipac.ba.gov.br – essa festa que acontece na cidade de mesmo nome localizada a 133 km da capital, no Recôncavo, conserva traços do período colonial português. “Esse carnaval tem a peculiaridades herdadas da cultura afro”, destaca Nívea. Como diferenciais, ela aponta ainda a mescla das religiosidades católica e africanas presentes na festa, a tradição de mascarados e a forma artesanal-familiar de produzir as fantasias. Além dos conhecidos pierrôs, colombinas e polichinelos, típicos da Commedia Dell’Arte – peças teatrais em prosa comuns na Itália do século XVI ao XVIII – o Carnaval de Maragojipe tem releituras dessas fantasias tradicionais e intervenções contemporâneas.

De acordo com o empresário e produtor cultural, André Reis, criador do Prêmio, parte dessa riqueza visual será apresentada na noite do dia 27. “É uma honra encerrar a premiação com uma das mais significativas manifestações culturais baianas, reconhecida oficialmente como bem intangível, ainda mais, em um prédio também é tombado como Patrimônio Cultural, que é o Palácio”, diz Reis.

Originário do século XIX, o palácio foi residência dos governadores baianos por 55 anos no século XX, é tombado desde 2010 e administrado pelo IPAC. O prédio tem elementos clássicos, frontões triangulares e dentículos em sincretismo estilístico. A decoração interna é estilo Luís XVI, com molduras, guirlandas, laços e medalhões pintados pelo renomado artista plástico baiano Presciliano Silva.

Qualquer pessoa pode votar nas 120 festas concorrentes no Prêmio Festejos da Bahia. A votação pode ser feita até domingo (25), pelo site www.construindonovasideias.com.br/festejosdabahia. Mais informações através do telefone (71) 9115-6080 ou no site do prêmio.

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Sobre Carlos Augusto 10031 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).