Rotativo News entrevista o deputado Zé Neto e o diretor do CIS, José Mercês, sobre a nova Lei que regulamenta a expansão das áreas industriais

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Joilton Freitas entrevista o deputado Zé Neto e o diretor do CIS, José Mercês, sobre a nova Lei que regulamenta a expansão das áreas industriais.
Joilton Freitas entrevista o deputado Zé Neto e o diretor do CIS, José Mercês, sobre a nova Lei que regulamenta a expansão das áreas industriais.
Joilton Freitas entrevista o deputado Zé Neto e o diretor do CIS, José Mercês, sobre a nova Lei que regulamenta a expansão das áreas industriais.
Joilton Freitas entrevista o deputado Zé Neto e o diretor do CIS, José Mercês, sobre a nova Lei que regulamenta a expansão das áreas industriais.

Na tarde de hoje (09/11/2011), o jornalista Joilton Freitas, âncora do Rotativo News, entrevistou o deputado estadual e líder do governo Zé Neto. Também foi entrevistado José Mercês Neto, diretor do CIS (Centro Industrial do Subaé), autarquia do governo do estado responsável pela política de implantação de indústrias na Região Metropolitana de Feira de Santana.

As entrevistas abordam a recente Lei Nº 19.489/2011, aprovada pela ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia), que atualiza as áreas passiveis de desapropriação pelo CIS, além de agregar os setores de comércio e serviço como passíveis de receber, do Governo do Estado, terrenos para implantação de empresas.

Entrevista com José Mercês Neto, Diretor Geral do CIS

Rotativo News – É verdade que o CIS agora será realmente ampliado, com tudo aquilo que nós queríamos?

José Mercês Neto – O CIS agora passa a atuar não apenas no setor industrial, mais no setor de comércio e serviço. Era um apelo antigo da população de Feira de Santana e dos empresários da região. Através de uma iniciativa nossa, colocamos o projeto na Casa Civil, foi enviado para Assembleia Legislativa, que aprovou a iniciativa. Favorecendo não apenas o setor industrial, mais também o setor de comercio e de serviço.

RN – Na prática, o que irá mudar? Porque o CIS com sua vocação industrial passa a ter uma vocação para abrigar empresas comerciais e de serviços?

Mercês Neto – Muda no seguinte sentido. Muitas indústrias antes de implantarem no município de Feira de Santana, elas iniciam as atividades com um centro de distribuição. As  grandes empresas primeiro começam  com o centro de distribuição, e depois elas começam com a atividade industrial, como foi o caso  por exemplo da Nestlé.

Essas indústriass não tinham condições de ter uma área sediada pelo governo. Feira de Santana, de alguma forma, perdia alguns investimentos para alguns municípios da Bahia, ou de outros estados. Com a nova Lei podemos trazer novos investimentos, gerar mais riqueza e empregos.

RN – É verdade que serão agregadas treze novas áreas ao CIS?

Mercês Neto – Não. No passado essas áreas eram alienadas para os particulares sem uma autorização legislativa e a Constituição do Estado da Bahia diz que pra você alienar qualquer área tem que ter autorização legal, autorização legislativa. Estamos ratificando todas as vendas pretéritas (passadas) e abrindo a possibilidade de novas vendas, de vendas futuras.O que também aconteceu foi a autorização legislativa para a alienação de novas áreas, mais ratificando, dando segurança jurídica a todos os empresários que contrataram com o CIS.

RN – O senhor acredita que com a implantação da região metropolitana de Feira de Santana, essa ampliação do CIS foi facilitada?

Mercês Neto – Com certeza. Nós estamos trabalhando com a criação da nova rede do CIS Metropolitano, ou seja, incluindo Amélia Rodrigues e Tanquinho, estamos debatendo com a Secretaria da Indústria e Comércio e trabalhando fortemente com essa nova vertente.

RN – Ocorrerá desapropriação de área, devido a essa nova vertente do CIS?

Mercês Neto – Teremos sim. Foi publicado ontem (08/11/2011) no Diário Oficial uma liberação de mais R$ 6 milhões para adquirirmos 600 mil metros quadrados de área às margens da BR 324. Pretendemos fazer uma nova quadra industrial. Uma nova rede de expansão de indústrias que trabalham com o segmento de energia eólica. Existem empresas interessadas nessa área que está sendo desapropriada.

RN – Com 600 mil metros quadrados, quantas indústrias podem ser implantadas?

Mercês Neto – Depende muito do porte, por exemplo, essas que te falei, que pretende vir para Feira de Santana, deve utilizar uma área de 200 mil metros quadrados, com a possibilidade de gerar cerca de mil empregos diretos. Vai depender muito do porte da empresa. Se começarmos com uma empresa de grande porte naquela localidade, com certeza nós teremos poucas indústrias. Mas, em geração de emprego e arrecadação tributária, os números serão elevados.

RN – Os municípios de Antônio Cardoso e Amélia Rodrigues, no futuro serão beneficiados com indústrias também?

Mercês Neto – Discutimos isso na Secretaria de Indústria e Comércio. Estamos tentando viabilizar da melhor forma possível, dentro da legalidade, o CIS Metropolitano. Inicialmente as cidades de Amélia Rodrigues e Tanquinho poderiam ser incluídos, na proporção em que as outras cidades forem cumprindo o objetivo dos requisitos técnicos tratados na Lei.

RN – Qual a participação da Prefeitura de Feira de Santana nesse processo todo?

Mercês Neto – A prefeitura, assim como a indústria e comércio, têm um papel muito importante, é a porta de entrada de muitos investimentos. Hoje temos um dialogo muito aberto com a prefeitura. Tivemos uma conversa franca com o Secretário de Desenvolvimento Econômico e é preciso que exista essa parceria. As empresas, do setor industrial, que procuram a prefeitura, devem ser encaminhadas para o CIS. A na forma técnica e não politica, que nós devemos caminhar de mãos dadas.

Mercês Neto – Eu quero fazer uma observação. Tanto você, Joilton Freitas do Rotativo News. Como Carlos Augusto do Jornal Grande Bahia. Vocês dois juntos, conseguiram uma coisa muito importante para Feira de Santana. Que foi colocar na pauta da discussão do Governo do Estado, o debate sobre a política de desenvolvimento industrial de Feira de Santana. Com a parceria do deputado estadual Zé Neto, vocês contribuíram para mudar a política industrial da cidade. Então parabenizo os dois veículos pelas matérias, entrevistas e debates produzidos.

Quero parabenizar e agradecer aos deputados estaduais Zé Neto e Carlos Geilson, além do deputado federal Sérgio Carneiro. Também quero agradecer à população de Feira de Santana por acreditar no projeto do Governo do Estado em parceria com o Governo Federal que têm trabalhado pelo desenvolvimento Feira Santana.

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RN – Deputado Zé Neto, está feliz com a ampliação do CIS?

Zé Neto – Estou feliz com a ampliação e quero parabenizar o deputado Carlos Geilson. Ele também colaborou conosco. Inclusive, foi o relator do acordo, e eu fui um dos que achei que ele deveria participar desse momento de construção da cidade.

Ele é um deputado que vem acrescentando a nossa cidade. Parabéns Geilson pela relatoria . Na condição de líder, trabalhei com objetivo de fechar um acordo decisivo na vida econômica da cidade, porque nós estamos falando da geração de emprego e renda.

RN – Deputado, o senhor está falando de Geilson. Mas esquece que o Jornal Grande Bahia levantou essa bandeira e o programa Rotativo News fez aqui um debate de três horas falando sobre o tema?

Zé Neto – Nós temos que comemorar outras conquistas. Não podemos esquecer o passado. Passamos apenas seis meses sem que o CIS recebesse investimento do Estado em função do contingenciamento do começo do ano.

Agora, em agosto, retomamos os investimentos no CIS. Liberamos ontem (08/11), R$ 6 milhões, e temos agora, outros R$ 5 milhões licitados para pavimentar vias com asfalto de alto impacto.

Algumas pessoas pensam que o povo não tem memória. Mas o povo tem memória. Aqueles que queriam acabar com o CIS no passado recente, são os mesmos que nos critiam atualmente.

Estou trazendo para vocês uma ótima notícia. A prefeitura de Feira liberou o alvará para construção do Polo de Logística. Ouvi o radialista Dilton Coutinho fazer uma crítica com relação ao Polo de Logística, talvez por ele não ter a dimensão do quanto é difícil executar um projeto em uma área de 1.2 milhão de metros quadrados.

São dois anos de muito trabalho. Diversas empresas adquiriram áreas no entorno do futuro Polo de Logística, que tem por função de fazer a ligação entre produção e distribuição.

Quero agradecer a você, Joilton Freitas, por realizar importantes debates sobre temas da sociedade.

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Sobre Carlos Augusto 9655 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).