Vereador Marialvo Barreto manda protocolar cópia do Jornal Grande Bahia e diz que sucessão para Procurador Geral do Município de Feira de Santana é um jogo de cartas marcadas

Marialvo Barreto comenta com relação a sucessão para Procurador Geral do Município e fala em jogo de cartas marcadas.
Marialvo Barreto comenta com relação a sucessão para Procurador Geral do Município e fala em jogo de cartas marcadas.

O combativo vereador do Partido dos Trabalhadores de Feira de Santana, Marialvo Barreto, solicitou através de requerimento, o arquivamento da matéria publicada pelo Jornal Grande Bahia com título ‘Carlos Lucena é indicado para o cargo de Procurador Geral do Município de Feira de Santana. Mas até que ponto isto é bom para o governo e o povo’.

O que motivou o edil, foi à abordagem da matéria que trata da falta de transparência da Procuradoria do Município. Que não apresenta a sociedade feirense um balanço conciso das ações e, principalmente, dos débitos que deveria cobrar de membros da sociedade. Além do fato do atual procurador, Carlos Lucena, configurar na lista triple encaminhada a Câmara de Vereadores de Feira de Santana (CMFS). Lucena ocupa o cargo há 16 anos e a sua permanência na direção, demonstra claramente como o próprio Lucena se apoderou de uma estrutura republicana que deveria ser pautada pela continua renovação. Como ocorre com o cargo de Procurador Geral da República.

 Cartas marcadas e laranjal

O vereador Marialvo Barreto, oposicionista do Governo, abriu a discussão criticando o fato de que o atual procurador geral, Carlos Lucena, faça parte da relação. No entendimento de Marialvo, há “cartas marcadas com resultado definido” na escolha do futuro procurador geral. Ele acredita que os outros dois advogados apenas ilustram a relação. “Muitos advogados se recusaram a participar dessa laranjada”.

Marialvo não pretende votar na escolha do futuro procurador. “Nenhum deles terá o meu voto. Nada contra as pessoas, mas ao formato escolhido pelo Governo, que é ruim. Ao consultar possíveis candidatos, não se revelava quem seria o terceiro nome”. Em sua opinião, o funcionário público, sob uma nova gestão de Lucena, “vai penar, esperando um ano, um ano e meio para receber parecer de processos”.

 Alcione, Justiniano e Carneiro saem em defesa

O edil Alcione Cedraz disse que todos os três indicados são capacitados. O vereador Justiniano França reforçou: “Os advogados Geraldo Guerra e a doutora Rita de Cássia Gonçalves são tão competentes quanto o doutor Carlos Lucena e contribuem para a área jurídica do município”.

O vereador José Carneiro disse que a legislação municipal que determina a lista tríplice é clara: “Exige-se que sejam advogados capacitados para exercer a função. O prefeito cumpre à risca o que está previsto nas suas indicações. Não vejo porque chamar de laranjada esse processo pelo fato de o atual procurador estar incluso na lista. Cada vereador tem sua escolha e pode defender qualquer dos candidatos”.

 Debate necessário

Vereadores fazem defase do nome de Carlos Lucena e esquecem que questionamento é com relação à falta de transparência e a necessidade de sabatinar os indicados. É natural que em um processo de escolha de um nome, que ocupe determinado cargo no poder executivo, os membros do poder legislativo façam questionamentos durante audiência publica sobre: princípios jurídicos, compromisso com a transparência e afinidade com ideias republicanas, além dos candidatos terem de demonstrar conhecimento sobre o que pretendem desenvolver na Procuradoria do Município. Está ideia de debate permeia o processo democrático. Mas, lamentavelmente, alguns vereadores desconhecem que é no debate que surge o processo de construção permanente da democracia.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9002 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).