Edição desta semana da revista Veja traz Feira de Santana como destaque entre as principais cidades do país

A revista de maior circulação do país, Veja, destaca na edição número 2241, desta semana, o município de Feira de Santana.
A revista de maior circulação do país, Veja, destaca na edição número 2241, desta semana, o município de Feira de Santana.
A revista de maior circulação do país, Veja, destaca na edição número 2241, desta semana, o município de Feira de Santana.
A revista de maior circulação do país, Veja, destaca na edição número 2241, desta semana, o município de Feira de Santana.

A revista de maior circulação do país, Veja, destaca na edição número 2241, desta semana, o município de Feira de Santana. A reportagem especial aborda as Cidades Campeãs de Riqueza e Bem Estar. No ranking elaborado pela revista, Feira de Santana destaca-se pela pujança no setor comercial. Outra cidade da Bahia a receber avaliação positivava foi Camaçari.

O município de Itabuna pontua negativamente devido aos elevados níveis de mortalidade infanil. Enquanto Vitória da Conquista apresenta um trágico quadro na educação. No caso de Feira de Santana, município administrado por opositores ao Partido dos Trabalhadores. Observar-se que o desenvolvimento socioeconômico tem pouco ou nenhuma ligação com governos petistas, responsáveis por muitas promessas e poucos investimentos federais e estaduais.

Confira a reportagem

A economia que pulsa no interior do país

Além das 31 cidades radiografadas pelas reportagens das páginas anteriores, o Brasil tem outros 75 municípios com mais de 200 000 habitantes (excetuadas as capitais), que respondem por 22% do produto interno bruto. VEJA relata o que acontece em cada um deles

Feira de Santana tem população flutuante de 1 milhão de pessoas

O comércio é o motor do segundo maior município baiano. As lojas abastecem uma população flutuante de 1 milhão de pessoas, que acorrem à cidade para fazer compras.

Camaçari é destacada pela geração de emprego

Município mais industrializado da Bahia, sedia um polo petroquímico que produz 20% da riqueza do estado. Emprega 35 000 pessoas e abriga petroleiras, as químicas Braskem e Basf, e a única montadora de veículos do Nordeste, a Ford, instalada em 2001. O polo ganhará outros 5 milhões de metros quadrados para novas empresas.

Vitória da Conquista tem cenário de guerra na educação

Outro município a ser avaliado negativamente por Veja foi Vitória da Conquista. No quesito educação a reportagem classifica como cenário é de guerra. Algumas crianças ingressam no 1º ano do ensino fundamental da rede pública sem reconhecer letras, números ou mesmo o nome das cores. Em 2009, a prefeitura fez um levantamento aterrador: no 3° ano, metade dos alunos ainda não estava alfabetizada. É o caso de G.S., de 12 anos.

“Queria saber ler e escrever como meus amigos, mas não sei se vou dar conta”, desabafa. O menino estuda na Escola Municipal Dom Climério de Almeida Andrade, que obteve a nota mais baixa da cidade no Ideb: 0,7. Tão precária quanto a qualidade da educação é a estrutura física do lugar. Em dias de sol intenso – que no sertão da Bahia não são poucos –, as telhas de zinco transformam as salas de aula em fornos.

Na estação chuvosa, o barulho da água no telhado impede que os alunos ouçam o professor. É um pecado: crianças com deficiência de formação nos primeiros anos de ensino dificilmente recuperam o tempo perdido. E a situação regride: a nota média da cidade no Ideb, que em 2007 já era inadmissível – 3,8 –, caiu para 2,9 em 2009.”

Itabuna apresenta elevados índices de mortalidade infantil

Não há sequer um leito de UTI para recém-nascidos no hospital público da cidade. Apenas a rede particular oferece o serviço – e, ainda assim, há apenas sete vagas. Os retratos dos partos realizados na Maternidade Ester Gomes parecem ter saído das obscuras xilogravuras do artista suíço Jost Amman, da Idade Média.

Tais condições podem ter causado a morte de Maria Lohane, ocorrida algumas horas depois de ter nascido, por asfixia. Sua mãe, Maria Regina Oliveira, de 18 anos, não se conforma em não contar com um hospital devidamente equipado para emergências. Itabuna tem a maior taxa de mortalidade infantil entre as 106 cidades pesquisadas.

Em 2009, foram 29,4 mortes em cada 1 000 nascidos vivos. Apesar da infraestrutura precária, a maternidade municipal recebe pacientes de 121 cidades próximas. “A falta de exames de pré-natal e a realização de partos sem a presença de um pediatra são as principais causas da mortalidade dos recém-nascidos no interior”, diz o médico Renato Procianoy, presidente de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Em nota, Prefeitura de Feira de Santana diz que dados do Ideb divulgado por Veja não condiz com realidade

Os números do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) apresentados na edição semanal da revista Veja não condizem com a atual realidade de Feira de Santana. O índice apresentado na edição “Especial Cidades” diz respeito ao período compreendido entre os anos de 2007 a 2009.

A avaliação é feita a cada dois anos e leva em consideração o rendimento escolar dos estudantes (taxa de aprovação, reprovação e o abandono) e as médias de desempenho na Prova Brasil. A projeção para o ano de 2009 foi de 3.2, mas o conjunto das escolas atingiu o índice 3.5 – avaliação superior à meta projetada pelo Ministério da Educação (Mec). A projeção do Mec para 2011 é de 3.6.

A revista Veja apontou como uma das principais causas para o baixo índice do IDEB na rede pública de ensino a precariedade da estrutura física das escolas em várias partes do país.

Mas esta realidade deve mudar. Entre os anos de 2009 e 2011, o atual Governo Municipal já conseguiu recuperar/ampliar cerca de 170 escolas, além de inserir no cotidiano dos alunos informática, com a implantação de centros digitais e a instalação de lousas eletrônicas em várias unidades de ensino. Os alunos também passaram a receber fardamento completo e material escolar.

O Governo Municipal implantou, ainda, programas de incentivo à leitura a exemplo de “Planeta Leitura – Ziraldo e Seus Amigos”, com a distribuição de livros aos estudantes de 1º, 3º e 5º anos de todas as escolas municipais.

Cerca de 4 mil crianças que cursam a educação infantil também estão sendo beneficiados com o programa Paralapracá. Os kits com livros de literatura infantil, CDs e material didático foram distribuídos através de parceria firmada com o Instituto C&A. A Prefeitura também implantou nas escolas da rede municipal de ensino, desde setembro de 2009, o programa A Tarde Educação, onde os jornais são utilizados pelos professores como fonte de conhecimento nas mais diversas áreas e complemento ao conteúdo pedagógico.

Sobre Carlos Augusto 9459 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).