Deputada Graça Pimenta diz que vários e graves problemas foram identificados durante inspeção na BR-324 e que acompanha ações da Via Bahia

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Há poucos dias a BR-324 foi inspecionada por técnicos que buscaram identificar os problemas existentes na rodovia. A vistoria é fruto de ação civil pública que o Ministério Público Federal (MPF) está movendo contra a Via Bahia devido ao não cumprimento do contrato de concessão firmado entre a empresa e a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Atenta as questões que envolvem os serviços prestados pela concessionária, a deputada estadual Graça Pimenta (PR) se pronunciou sobre o assunto na Assembleia Legislativa (AL) nesta quarta-feira (16/11/2011) e demonstrou estar confiante que a decisão do processo vai favorecer os usuários da via.

“O governo é quem deveria oferecer rodovias de qualidade para os cidadãos, mas já que isso não foi possível, acredito que o pedágio só deveria ser cobrado quando a BR-324 tivesse condições adequadas de trafegabilidade. Acredito que a decisão do MPF vai beneficiar aqueles que utilizam a BR-324 e pagam para ter um serviço de qualidade a seu dispor”, afirma a parlamentar.

A vistoria, feita nos dois sentidos da BR-324, teve início nas proximidades do Parque de Exposições de Feira de Santana e foi até o viaduto que dá acesso ao município de Santo Amaro. Em 12 horas de inspeção os técnicos encontraram muito do que Graça Pimenta vem denunciando da tribuna da AL.

“Buracos nas pistas de rolamento e nos acostamentos; remendos asfálticos; além do desnível em vários trechos, foram alguns dos problemas encontrados durante a vistoria. Estou falando dos problemas detectados na estrutura da pista, porém existem outras questões pendentes. A falta de cabines telefônicas para que o usuário da rodovia chame um guincho em caso de necessidade, por exemplo, é outro problema” pontua a parlamentar.

Os prejuízos aos usuários da BR-324 são constantes. Segundo notícias veiculadas na imprensa baiana, a Via Bahia, com o objetivo de reduzir custos, vai dispensar os médicos intervencionistas que deveriam atuar com procedimentos mais complexos em caso de acidentes. Ainda de acordo com as informações, apenas os paramédicos, que realizam procedimentos básicos de primeiros socorros, estarão disponíveis.

Graça Pimenta considera que “milhares de vidas passam todos os dias na BR-324, pagam para ter uma rodovia bem estruturada e terminam correndo riscos por conta da má qualidade da estrada e dos serviços prestados pela Via Bahia.”.

Durante a inspeção, as más condições da rodovia foram fotografadas pelos técnicos. O auto de inspeção vai ser somado ao processo. O resultado deve sair em 10 dias. Caso o juiz considere o pedido do MPF pertinente, a Via Bahia terá 30 dias para cumprir com rigor o que está determinado no contrato de concessão. Se a concessionária continuar descumprindo o acordado, terá que pagar multa diária de cinquenta mil reais ou então suspender o pedágio na BR-324.

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