Caem as vendas de veículos novos no país e pedidos de falência crescem 21,3% em outubro 2011

Caem as vendas de veículos novos no país.
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Caem as vendas de veículos novos no país.
Caem as vendas de veículos novos no país.

As vendas de veículos novos no mercado interno brasileiro recuaram 10% no período de setembro a outubro deste ano. Foram licenciadas 280.567 unidades, enquanto no mês anterior houve 311.648 licenciamentos. Na comparação com outubro de 2010, houve queda de 7,5% e no acumulado do ano, o desempenho das vendas permaneceu em alta de 5,6%.

As exportações em unidades cresceram 17%, com volume financeiro de US$ 1,4 bilhão – quantia 2,6% superior à registrada em setembro deste ano. A produção da indústria automobilística, que registrou queda entre agosto e setembro de 2011, teve leve recuperação, com 265.600 unidades, 1,7% maior do que em setembro.

No entanto, em setembro do ano passado, foram produzidos 9,5% menos veículos. De janeiro a outubro, o resultado é uma alta de 1,9%. Os dados são divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A interpretação dos dados será feita pelos dirigentes da Anfavea ainda hoje (07/11/2011).

Pedidos de falência crescem 21,3% em outubro

Os pedidos de falência cresceram 21,3% em outubro na comparação com setembro, de acordo com o levantamento divulgado hoje (7) pela empresa de consultoria Serasa Experian. No período foram registradas 131 falências ante as 108 registradas no mês anterior. Na comparação o mesmo mês do ano passado houve recuo de 24,3%, já que, em outubro de 2010, foram feitos 173 pedidos de falência.

Dos 131 pedidos de falência registrados em outubro de 2011, 86 referem-se a micro e pequenas empresas, 28 a médias e 17 a grandes empresas. Já em relação aos pedidos de recuperações judiciais, ocorreram 27 solicitações em outubro deste ano, enquanto no mês anterior foram 34.

Para os economistas da Serasa, a alta mensal dos pedidos de falência pode ser reflexo do atual cenário de maior desaquecimento da economia. Entretanto, como já se iniciou um novo ciclo de redução dos juros, é pouco provável que presenciemos continuidade de crescimento dos indicadores de insolvência ao longo dos próximos meses.

“O recuo nos pedidos de recuperações judiciais em outubro é um sinal de que, apesar das dificuldades financeiras, não se vislumbra um quadro de expansão da insolvência das empresas brasileiras no médio prazo”, dizem os economistas da entidade.

Analistas reduzem projeção de crescimento da economia este ano para 3,20%

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a reduzir a projeção para o crescimento da economia este ano. A quinta queda consecutiva levou a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de bens e serviços produzidos no país, de 3,29% para 3,20%. Para 2012, a projeção de crescimento foi mantida em 3,5%.

A expectativa para o crescimento da produção industrial este ano caiu de 2% para 1,83%, este ano, e permanece em 4,08%, em 2012.

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) segue em US$ 27 bilhões, este ano, e passou de US$ 18,80 bilhões para US$ 18,90 bilhões, em 2012.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) a estimativa passou de US$ 55,10 bilhões para US$ 55 bilhões, em 2011, e permanece em US$ 68,86 bilhões, no próximo ano.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) segue em US$ 60 bilhões, este ano, e passou de US$ 52 bilhões para US$ 53 bilhões, em 2012.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB caiu de 38,85% para 38,70%, este ano, e segue em 38%, em 2012.

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