Articulista da revista Veja, Reinaldo Azevedo tece duras criticas ao governador da Bahia Jaques Wagner e chega a classifica-lo como cínico

Reinaldo Azevedo sobre o governador da Bahia ao abordar corrupção: Wagner não está sendo nem realista nem sincero. Está apenas sendo cínico.
Reinaldo Azevedo sobre o governador da Bahia ao abordar corrupção: Wagner não está sendo nem realista nem sincero. Está apenas sendo cínico.
Reinaldo Azevedo sobre o governador da Bahia ao abordar corrupção: Wagner não está sendo nem realista nem sincero. Está apenas sendo cínico.
Reinaldo Azevedo sobre o governador da Bahia ao abordar corrupção: Wagner não está sendo nem realista nem sincero. Está apenas sendo cínico.

O principal articulista da Revista Veja, Reinaldo Azevedo, no dia 7 de novembro (2011), publicou artigo com o título ‘Sugestão a Jaques Wagner: renuncie! Ou: Alô, baianos! Seu governador diz que não controla o próprio governo!’.

Reinaldo tem sido um crítico ferrenho das mazelas de gestores públicos pouco comprometidos com valores éticos. Ele não poupa os poderosos com textos claros e profundos que versam a respeito, principalmente, dos valores democráticos que devem nortear a sociedade e os que a representa.

No artigo a seguir, Reinaldo Azevedo aponta para a falha de caráter de Jaques Wagner, demonstrado como valores e discursos tortos contribuem para uma péssima noção de sociedade. “Wagner não está sendo nem realista nem sincero. Está apenas sendo cínico. Os baianos agora já sabem: seu governador está dizendo que não controla o próprio governo. Pior: trata convênios de R$ 500 mil, R$ 1 milhão, como se fosse o troquinho do acarajé!.”.

Confira a íntegra do artigo

Sugestão a Jaques Wagner: renuncie! Ou: Alô, baianos! Seu governador diz que não controla o próprio governo!

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), deveria renunciar e aposentar-se da política. Não estranho que alguns índices sociais da Bahia, como a violência, por exemplo, tenham piorado tanto. Referindo-se às evidências de corrupção no Ministério do Trabalho, fez declarações realmente estupefacientes. Leiam o que informa Tiago Décimo, no Estadão Online. Volto depois.
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Ex-ministro do Trabalho do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), admitiu nesta segunda-feira, (07/11/2011), em Salvador, que o Poder Executivo não tem capacidade para controlar possíveis atos de corrupção em governos. “A gente vive em um momento no qual as pessoas acham que tudo é patrimônio, então, toda vez que tem dinheiro há a possibilidade de ter corrupção”, afirma. “O Brasil, assim como a Bahia, é muito grande. É difícil para que um gestor consiga saber se cada convênio de R$ 500 mil, de R$ 1 milhão, se cada estrada, se cada hospital vai ser bem feito ou não. É difícil para um secretário ou um ministro saber se, lá na ponta, uma quadra de esportes está sendo feita correta ou incorretamente”, acrescentou.

De acordo com Wagner, a melhor saída para se evitar o desvio de recursos públicos é a população e a imprensa controlarem o destino das verbas. “O que os governos precisam garantir é transparência dos dados dos convênios e incentivar o controle social, para que a sociedade possa conhecer tudo que está acontecendo e a própria sociedade fazer o controle e reclamar”, afirma. “Por exemplo, se, localmente, alguém sabe que tem um convênio de R$ 1 milhão para construir uma escola, se isso é tornado público, e a construção não acontece ou se a construção não justifica o preço vinculado, não tem ninguém melhor para reclamar do que o próprio interessado”.

Ao falar sobre as frequentes denúncias envolvendo ministros do governo federal, porém, o governador criticou o que chama de “linchamento público” dos gestores. “As investigações da imprensa ajudam a desvendar problemas de corrupção, mas a gente vive num sistema democrático, então a todos é dado o direito à defesa”, avalia. “Se há uma denúncia, ela tem de ser investigada. Se a investigação ocorre e comprova, acho que tem de haver o afastamento, a prisão. O que sou contra é promover o linchamento sem a investigação”, falou o governador baiano.

Voltei

Entendi. Na era do chamado “Terceiro Setor”, Wagner está propondo uma espécie de terceirização do governo. A coisa fica, então, assim: eles se elegem, nomeiam aquela penca de assessores, refestelam-se com os cargos comissionados, aparelham o estado, enchem-no de cupinchas e apaniguados, mas cabe a nós, à sociedade, verificar se o dinheiro está ou não está sendo bem empregado. É o fim da picada!

Uma coisa é defender uma sociedade vigilante, organizada, que zele pelo bem público; outra, distinta, é declarar a falência dos métodos de controle dos governos. Wagner não está sendo nem realista nem sincero. Está apenas sendo cínico. Os baianos agora já sabem: seu governador está dizendo que não controla o próprio governo. Pior: trata convênios de R$ 500 mil, R$ 1 milhão, como se fosse o troquinho do acarajé!

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Sobre Carlos Augusto 9607 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).