AJustiça bloqueia até R$1,2 milhão em bens do prefeito de Ibirataia, Jorge Abdon Fair, e de mais cinco pessoas

AJustiça bloqueia até R$1,2 milhão em bens do prefeito de Ibirataia, Jorge Abdon Fair.
AJustiça bloqueia até R$1,2 milhão em bens do prefeito de Ibirataia, Jorge Abdon Fair.
AJustiça bloqueia até R$1,2 milhão em bens do prefeito de Ibirataia, Jorge Abdon Fair.
AJustiça bloqueia até R$1,2 milhão em bens do prefeito de Ibirataia, Jorge Abdon Fair.

A Justiça Federal em Jequié decretou a indisponibilidade dos bens do atual prefeito do município de Ibirataia, Jorge Abdon Fair, e de mais cinco pessoas, até o limite de 1,2 milhão de reais. A decisão cautelar atende ao pedido da Procuradoria da República em Jequié, que ajuizou ação de improbidade administrativa por desvio e aplicação irregular de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) ocorridos nos anos de 2006 e 2007.

Além do ex-gestor, a decisão abrange Maria Emília Brito Costa Silva, que era secretária de Educação de Ibirataia/BA à época; Leila Rodrigues Fair, esposa do então prefeito; Joaquim Rodrigues Filho, ex-secretário de Finanças; Izac Brito Santos, ex-coordenador de Tesouraria, e Evaldo dos Reis Batista, ex-coordenador de Recursos Humanos.

As irregularidades no município, que fica a 339 km de Salvador, foram constatadas por meio de fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU). O órgão identificou que os acionados utilizaram-se de diversos mecanismos ilícitos a fim de possibilitar a saída irregular de recursos, tais como a simulação de pagamentos a professores e empresas, mediante a interposição de recibos e notas fiscais falsas, o que possibilitava o desvio dos recursos do Fundeb em benefício do prefeito e de terceiros.

Além disso, também verificou-se a realização de despesas sem qualquer comprovação do seu destino; movimentação de recursos do Fundeb para contas diferentes da conta vinculada ao fundo, bem como o descumprimento da norma que impõe a aplicação de pelo menos 60% dos recursos do Fundeb na remuneração de profissionais do magistério. Na ação, proposta em junho deste ano, o MPF pediu a indisponibilidade de bens dos acionados até o equivalente a 1,2 milhão de reais, que corresponde à soma dos valores do Fundeb desviados em favor de terceiros e gastos sem comprovação de despesas.

Número da ação para consulta processual: 576-12.2011.4.01.3308.

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Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9375 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).