SEAGRI trabalha para implantar complexo industrial em Olindina, com objetivo de atender às cadeias produtivas do leite, laranja e mandioca

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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A viabilidade da esmagadora de oleaginosas que está sendo construída no município de Olindina, no Território de Identidade do Litoral Norte, será reavaliada, e se o projeto não tiver sustentabilidade poderá ser modificado. “Mas o governo vai estudar o assunto cautelosamente e nenhuma decisão será tomada de forma arbitrária”, disse o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, informando que o assunto será discutido na próxima semana, em reunião com representantes da Casa Civil, Seagri/Suaf, Secti, Sudic, Fundação Banco do Brasil, MDA e Petrobras Biocombustível, entidades envolvidas no projeto inicial, há cerca de três anos.

A realização da reunião na próxima semana foi decidida na tarde desta sexta-feira, (14), durante encontro do secretário com o presidente da Sudic, Emerson Leal, e Fábio Freitas, da Casa Civil. “Se estivermos errados ainda há tempo para mudar o projeto. Não podemos persistir no erro para não colocar em risco os recursos públicos”, afirmou Salles, sugerindo que, se o aprofundamento das discussões levar à conclusão da inviabilidade da esmagadora, seja estudada a implantação no local de um complexo composto por uma ou até três cadeias produtivas.

Na visão do secretário Eduardo Salles, que é agrônomo e por vários anos trabalhou no setor de biocombustível, a cultura de girassol na região para produzir os 120 mil quilos/dia, capacidade instalada da indústria projetada, é praticamente impossível, volume que não seria conseguido mesmo se considerando a produção num raio de 300 quilômetros.

Ele citou ainda que a utilização do girassol e outras oleaginosas como matéria prima para a produção de biocombustível já foi tentado anteriormente na região e não deu certo. “Reconhecer um erro é nobre. Não podemos errar de novo. Ainda está em tempo de parar e corrigir o que está sendo feito”, disse ele.

O presidente da Sudic informou que as obras não serão paralisadas, uma vez que estão sendo realizados serviços de terraplenagem e de estruturas básicas que servirão para qualquer que seja a destinação do complexo. As discussões vão avançar, devendo contar inclusive com a consultoria do Instituto de Tecnologia de Alimentos, Ital, de Campinas, São Paulo.

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