República do Maranhão

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Na República do Maranhão tudo é orquestrado conforme a batuta sarneyniana. A Fundação Sarney, polêmica invenção para guardar a “memória” da trajetória política do “marimbondo de fogo”, teve o seu status mudado para o pomposo nome de Fundação da Memória Republicana Brasileira, atendendo ao projeto do Executivo (da filha Roseana), que foi açodadamente aprovado em tempo recorde pela Assembleia Legislativa local por 31 votos contra 8, certamente para deixar à reflexão de brasileiros a memória do trágico período de um governo paraquedista, que levou o país à estratosférica inflação de 2.751% ao ano.

Mas o projeto aprovado traz coisas do arco da velha: prevê José Sarney como patrono da entidade – personagem ainda vivo – como também traz o vício da hereditariedade provinciana ao dispor Sarney de poderes para indicar duas pessoas para a entidade, e que na sua ausência por morte a indicação caberá aos seus herdeiros. O projeto aprovado será bancado com dinheiro público e fere a igualdade dos direitos (Art. 5º CF), bem como os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade (Art. 37 CF).

O Brasil enquanto não sepultar a velha guarda de políticos oportunistas, que usam todos os meios ou subterfúgios para tirar vantagem e locupletar-se com o dinheiro público, continuará a trilhar os descaminhos de imoralidade pública em desrespeito ao contribuinte nacional, principalmente àquele que não tem condição de ter um atendimento médico, de dignidade humana, na rede do sistema (falido) público de saúde. Por quê? Porque políticos como José Sarney e filha, Lula, Fernando Collor, Jader Barbalho, Romero Jucá, Renan Calheiros, Paulo Maluf, Valdemar Costa Neto e outras pulhas, que denigrem a imagem política e o Parlamento brasileiro são sustentados pelo imoral voto obrigatório, responsável pela reeleição desses maus brasileiros por eleitores ingênuos, que votam em troca ilusória de falsas promessas.

O eleitor maranhense parece anestesiado com a oligarquia Sarney. Deveria, pelo menos, a corrente jovem, fazer comparações com outros estados brasileiros, principalmente da região Sul, para ver a diferença de desenvolvimento cultural e político.

Choca a todos ver, em pleno século 21, o Estado do Maranhão continuar a pontuar os últimos lugares das estatísticas de desenvolvimento das regiões brasileiras. Mas a família Sarney continua opulenta, dona do Maranhão, com nomes, placas e estátuas referendadas por todos os lugares, que parece até o país da época de Saddam Hussein, em que os monumentos em sua homenagem sujavam o antigo Iraque.

O Maranhão precisa ser passado a limpo, e o que foi subtraído do povo maranhense pelos Sarney deveria ser devolvido ao Estado. O Oriente Médio já deu a receita como se destrona um tirano ou corrupto: Saddam Hussein e Muammar Kadhafi. No Brasil há políticos que precisam ser excluídos.

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