PM de Itabuna atenta contra liberdade de imprensa e gera protestos na Assembleia Legislativa

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A agressão sofrida pelo jornalista Ederivaldo Benedito Santos, 52, por policiais militares em Itabuna suscitou protestos hoje, na Assembleia Legislativa. “Não podemos aceitar que, em pleno governo democrático e republicano, ocorram atentados contra a liberdade de imprensa e que atentem contra a democracia. O governador Jaques Wagner não deve apoiar atitudes como esta e deve exigir que o caso seja apurado para dar satisfação à sociedade”, protestou o deputado estadual Carlos Geilson (PTN).

Ederivaldo denunciou ter sido preso após se recusar a apagar fotografias que tirou de uma abordagem policial durante a Parada Gay de Itabuna realizada no último domingo. Ederivaldo, também conhecido como Bené, é dono de um blog com notícias da região sul da Bahia. Bené registrava o momento em que quatro policiais abordavam dois jovens que participavam da 8ª Parada Gay de Itabuna, perto do ponto de concentração da parada por volta das 17h45 de domingo, no centro da cidade. Ao perceberem que estavam sendo fotografados, os policiais pediram que ele apagasse as fotos. Com a recusa, os militares exigiram que entregasse a câmara, o que foi novamente negado, causando grande confusão no local.

Ederivaldo foi preso por desacato a autoridade, levado à delegacia e liberado após quatro horas de depoimento, quando afirmou que os militares agiram com “trulência”. Ao delegado, os policiais disseram que o jornalista estaria atrapalhando a abordagem, além de não portar documentos e reagir de forma agressiva às solicitações.

“Um dos policiais chegou a tirar o cassetete e depois o spray de pimenta para me ameaçar porque ele me mandou apagar as fotos e eu disse que não apagaria. Depois, me prendeu por desacato. Foi uma prisão arbitrária”, contou o jornalista. Santos afirmou que um dos policiais tomou-lhe a câmera e apagou as imagens. Algemado, o jornalista foi levado por volta das 18hs para o quartel da Polícia Militar e, em seguida, para a delegacia da Polícia Civil. O jornalista afirma que só foi liberado por volta das 22hs, após prestar depoimento, porque o delegado plantonista participava de uma operação no município.

A prisão e a suspeita de conduta arbitrária da Polícia Militar de Itabuna suscitaram protestos de entidades de classe. O Sindicato dos Jornalistas da Bahia emitiu uma nota repudiando o caso. A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Itabuna também cobrou esclarecimentos das autoridades baianas. Santos também é bacharel em Direito e exerce a profissão desde a década de 70, tendo iniciado sua jornada como correspondente do jornal Tribuna da Bahia em Itabuna, realizando eventuais free-lancer para as sucursais em Salvador dos jornais do Sul do país.

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