ONU: homicídios caem em São Paulo, mas permanecem altos no Rio

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Nos últimos 10 anos, São Paulo passou de 120 a 40 assassinatos em cada 100 mil habitantes; Rio, que tinha 105 no mesmo período, chegou a 2009 com cerca de 100 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Um relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, Unodc, sugere que o número de homicídios no Rio de Janeiro permaneceu alto entre 2001 e 2009.

No documento “Estudo Global sobre Homicídios 2011”, a cidade aparecia com 105 assassinatos para cada 100 mil habitantes em 2001; e em 2009, o número baixou em apenas cinco assassinatos por ano, passando a 100 homicídios por 100 mil pessoas.

Políticas de Prevenção

O estudo, divulgado nesta quinta-feira pela ONU, também analisou as taxas de homicídio de São Paulo, que registraram uma queda de 120 para 40 assassinatos.

A média nacional se manteve estável. Na América Latina, o Brasil é o terceiro país com o maior número de homicídios, atrás da Colômbia e da Venezuela.

De acordo com o Unodc, a disparidade nas taxas de homicídios entre São Paulo e Rio tem a ver com as políticas aplicadas pelos dois estados. No caso paulista, ações de prevenção e repressão ao crime conseguiram frear a onda de criminalidade.

Armas de Fogo

Uma outra medida de sucesso de campanhas de desarmamento é a apreensão de armas de fogo, que são usadas em 74% dos homicídios na América Latina.

Os dados do Brasil foram analisados com base em informações da justiça. Em 2009, o país registrou 43.909 homicídios.

O resultado das medidas de repressão ao tráfico de drogas e de pacificação de favelas cariocas não foi refletido na pesquisa, cujos dados foram somente até 2009.

*Com informações: Rádio Onu

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