Salvador: Pneumologista Guilhardo Ribeiro Fontes palestra na Associação Bahiana de Medicina

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Tosse com expectoração, falta de ar, dificuldade para caminhar, subir uma escada e, às vezes, até para movimentos mais simples são alguns dos sintomas dessa doença ainda desconhecida e subestimada pela população. A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), antigamente chamada de Bronquite Crônica e Enfisema Pulmonar, representa um sério problema de saúde pública com grave impacto econômico e social. A DPOC atinge 210 milhões de pessoas no mundo, sete milhões só no Brasil. Anualmente, morrem 40 mil brasileiros, o que corresponde a quatro pessoas por hora. “A DPOC acomete indivíduos de todas as classes sociais, mas as populações carentes são as maiores vítimas, pela falta de informação, dificuldade do acesso aos serviços médicos e ao tratamento”, explica o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, professor adjunto da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e Coordenador do Ambulatório de DPOC do Hospital Santa Isabel.

Para comemorar o Dia Mundial da DPOC, haverá uma palestra com o tema “O que pacientes e familiares precisam saber sobre DPOC”, no próximo dia 11 de novembro, às 8h30, na sede da Associação Bahiana de Medicina (ABM), em Ondina. A palestra, ministrada pelo pneumologista Guilhardo Ribeiro Fontes, será aberta ao público e dirigida a pacientes, seus familiares e cuidadores. Quem vai abrir o encontro é o presidente da ABM, Antonio Carlos Vieira Lopes. Na ocasião também será criada a Associação dos Portadores de DPOC da Bahia (APDB). “A criação da Associação é mais uma forma de lutar para garantir que os avanços para o tratamento multidisciplinar e integral da DPOC estejam acessíveis para a população”, conta o médico Guilhardo Fontes.

A DPOC é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade respiratória. A maioria das pessoas acometidas pela doença apresenta tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. A exposição à fumaça e resíduos durante muitos anos e, principalmente, o tabagismo, estão entre os principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento da doença, que causa danos que podem ser permanentes nas vias respiratórias. O fumo contém substâncias irritantes que inflamam as vias respiratórias e causam alterações que podem levar à doença obstrutiva crônica. Evitar o cigarro é a melhor forma de prevenção da DPOC.

Muitas vezes, os sintomas são pouco valorizados pelos próprios pacientes. “Como as manifestações pulmonares nos portadores da doença se instalam de forma lenta e silenciosa, muitas vezes os pacientes só se dão conta num estágio mais avançado”, explica o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro. “O paciente acometido pela DPOC tende a atribuir sua falta de ar nas atividades que exigem algum esforço à idade ou a falta de condicionamento físico. A tosse seca e o pigarro também não são levados a sério, muitas vezes são encarados como uma conseqüência natural do cigarro e não um aviso de instalação de uma grave doença,” acrescenta.

“A DPOC não acomete exclusivamente o pulmão, pois a inflamação que se inicia no pulmão, principalmente em resposta a fumaça do cigarro, envolve vários outros órgãos. Tanto que as principais causas de morte em DPOC são as doenças cárdio e cerebrovasculares, a embolia pulmonar e pneumonias”, explica o pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro.

A realidade é que a maioria destes pacientes são avaliados e medicados nos centros de emergência ou tratados durante os internamentos e não dão continuidade ao tratamento ambulatorial, pois os poucos ambulatórios disponíveis especializados em DPOC não dispõem das opções terapêuticas necessárias para tratar os pacientes do modo integral, que a complexidade da doença exige. “É necessário aumentar a quantidade de profissionais (médicos, enfermeiras fisioterapeutas, nutricionistas) na rede pública, além do que, o número de espirômetros (aparelho que avalia a função pulmonar) disponíveis na rede SUS, são insuficientes, o que inviabiliza o diagnóstico precoce e avaliação do nível de gravidade da enfermidade,” comenta o especialista.

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