Orlando Silva confirma saída do Ministério do Esporte; Caso envolve corrupção no governo federal

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Ministro Orlando Silva anuncia sua saída do Governo Rousseff, neste 26 de outubro de 2011.
Ministro Orlando Silva anuncia sua saída do Governo Rousseff.
Ministro Orlando Silva anuncia sua saída do Governo Rousseff, neste 26 de outubro de 2011.
Ministro Orlando Silva anuncia sua saída do Governo Rousseff.

Depois de reunião que durou cerca de uma hora, com a presidenta Dilma Rousseff, o ministro do Esporte, Orlando Silva, comunicou que está se afastando do governo devido à crise que se instalou após a publicação de denúncias de que há um esquema de desvio de recursos públicos em sua pasta.

Ele disse que sai do cargo para poder defender-se das denúncias e também para evitar que seu partido, o PCdoB, seja usado como instrumento de ataque contra o próprio governo já que a legenda compõe a base aliada no Parlamento. “Há 12 dias, estou sendo vítima de ataques baixos. Nesses 12 dias, nenhuma prova foi apresentada contra mim. Mas isso gerou uma crise política e eu tenho compromisso com esse governo.”

Orlando Silva disse que, na conversa, a presidenta exaltou seu trabalho e os cinco anos em que ele esteve à frente da pasta. “Não é possível jogar cinco anos de trabalho na lata de lixo”, disse.

O ex-ministro do Esporte preferiu não comentar quem seria seu substituto na pasta, mas tudo indica que será um nome do próprio PCdoB. Hoje à tarde, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto carvalho, disse que, em um primeiro momento, Dilma deve optar por nomear o secretário executivo do ministério, Waldemar Manoel Silva de Souza, como interino, até que ela possa decidir, junto com o PCdoB, o nome do novo ministro.

Orlando Silva desafiou os jornalistas a quem concedeu a entrevista depois de sua demissão a publicar as notícias referentes à sua inocência, da mesma forma como vêm fazendo a respeito das denúncias envolvendo seu nome. Ele disse que provará sua inocência e repetiu que “não houve, não há e não haverá” nenhuma prova contra ele. “Quero defender minha honra e espero que os senhores jornalistas dediquem as mesmas páginas para publicar as provas da minha inocência.”

“A injustiça está em calúnias ganharem ares de verdade”, finalizou.

Há duas semanas, a revista Veja publicou denúncia do policial militar João Dias, que é dirigente de uma organização não governamental que recebeu dinheiro do ministério, sobre os desvios de recursos públicos do Programa Segundo Tempo. Depois da reportagem, Orlando Silva foi mais de uma vez ao Congresso Nacional para prestar esclarecimentos. O policial também foi ao Congresso e prestou depoimento à Polícia Federal, mas não chegou a apresentar provas, conforme havia prometido, de que o ministro recebeu dinheiro do esquema.

Governo confirma que interino assume Ministério do Esporte

O Palácio do Planalto confirmou a saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte e informou que o nome do substituto ainda não foi definido. De acordo com o Palácio, a exoneração foi a pedido de Orlando Silva e será publicada no Diário Oficial da União de amanhã e, automaticamente, o secretário executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza, assumirá a função de forma interina.

Segundo a assessoria do Palácio, o ministro informou seu pedido de demissão hoje (26) após reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Ele justificou seu afastamento dizendo que quer se defender das acusações sem gerar problemas para o governo.

Após o pedido de demissão do ministro do Esporte, Orlando Silva, o PCdoB divulgou uma nota se dizendo “de cabeça erguida” e participante do governo de Dilma.

Dilma Rousseff deve nomear interino para lugar de Orlando Silva, diz Gilberto Carvalho

O secretário-geral da Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho, informou que a presidenta Dilma Rousseff deverá nomear o secretário executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza, para o Ministério do Esporte, no lugar do ministro Orlando Silva, que pedirá demissão do cargo hoje (26/10/2011).

De acordo com Gilberto Carvalho, nas reuniões que o governo teve com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, ontem à noite, e com o próprio ministro Orlando Silva, hoje, pela manhã, não se chegou a um acordo sobre o nome do substituto. Como não houve uma definição sobre o nome, a presidenta poderá nomear o secretário executivo como interino para poder decidir com calma. “ Pode haver situação de interinidade. É o mais provável”, disse o ministro.

A reunião de Dilma Rousseff com o ministro Orlando Silva e com representantes do PCdoB está marcada para ocorrer às 17h30 no Palácio do Planalto. Nessa reunião, Orlando deverá entregar a Dilma sua carta de demissão.

Orlando Silva enfrenta diversas denúncias de irregularidades no Ministério. Ontem (25), a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou o pedido de abertura de inquérito, feito na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na avaliação do Planalto, a decisão do STF agravou a situação do ministro. “ O PCdoB disse que respeita a decisão da presidenta. Sabe que a decisão é da presidenta, e o ministro Orlando Silva foi de uma maturidade política muito grande”.

Há duas semanas, o policial militar João Dias Ferreira acusou o ministro de participar de um esquema de desvio de recursos públicos do Programa Segundo Tempo. A denúncia foi publicada pela revista Veja. Desde então, Orlando Silva vem negando participação no esquema, tendo prestado informações ao Congresso Nacional. Ele também pediu ao Ministério Público que o investigasse para garantir sua inocência.

Vaccarezza diz que não se pode confundir demissão de ministro com crise de governo

Diante da iminente saída do ministro do Esporte, Orlando Silva, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que o governo da presidenta Dilma Rousseff não vive uma crise por causa de mais uma baixa no ministério. O líder petista saiu também em defesa do PCdoB, partido de Orlando Silva, dizendo que a legenda não deve ser “demonizada” devido às denúncias de irregularidades na pasta.

“Não vamos confundir demissão de ministro com uma crise no governo. O governo está bem. Estamos votando as questões [de governo] no Parlamento”, disse Vacarrezza, após acompanhar a posse da nova ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, ex-deputada federal e mãe do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Em defesa do PCdoB, o líder do governo disse que o partido participou das principais “lutas democráticas” no país e é um “aliado de primeira hora” do governo. “Não podemos demonizar o PcdoB.”

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, confirmou, mais cedo, a saída de Orlando Silva do comando do Ministério do Esporte. Segundo Carvalho, a presidenta Dilma Rousseff vai nomear como interino o secretário executivo da pasta, Waldemar Manoel Silva de Souza, para o lugar de Orlando, que pedirá demissão do cargo ainda hoje (26).

A situação de Orlando no governo agravou-se depois que a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou ontem (25) pedido de abertura de inquérito contra o ministro, apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em denúncia publicada pela revista Veja, o policial militar João Dias Ferreira acusou o ministro de participar de esquema de desvio de verbas do Programa Segundo Tempo. Orlando Silva nega envolvimento nas fraudes.

Inquérito sobre Orlando Silva terá continuidade mesmo ele saindo do Ministério do Esporte, diz Gurgel

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje (26) que as investigações sobre a denúncia de desvio de recursos públicos no Ministério do Esporte continuarão mesmo que o ministro Orlando Silva deixe o cargo. Segundo Gurgel, a única diferença, caso ele saia, é que o caso será analisado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e não mais no Supremo Tribunal Federal (STF).

“A saída eventual dele do ministério não altera a necessidade de investigação, porque a primeira aparência é a de que todo esse programa Segundo Tempo tem sérios problemas de irregularidades em todo o país”, explicou Gurgel ao chegar ao STF.

De acordo com o procurador-geral, com a saída de Orlando Silva do cargo de ministro o caso vai para o STJ porque um dos investigados no processo, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, tem foro privilegiado. Agnelo está sob investigação em inquérito no STJ, que foi remetido ao STF para que se analise se os processos devem tramitar em conjunto.

Na última segunda-feira (24), a ministra Cármen Lúcia, do STF, abriu inquérito para apurar se houve desvio de dinheiro do programa Segundo Tempo. A decisão, divulgada ontem (25), veio a atender ao pedido de Gurgel feito na semana passada para que o ministro fosse investigado.

PCdoB se reúne com Dilma para tratar do Ministério do Esporte

Após se reunir, por mais de duas horas, com a bancada do partido na Câmara dos Deputados, o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, informou que irá ao Palácio do Planalto no fim da tarde de hoje (26) para conversar com a presidenta Dilma Rousseff sobre a situação de Orlando Silva e do próprio partido no Ministério do Esporte.

“Ainda não nos encontramos com a presidenta. Não posso adiantar [a posição do partido]. É uma questão de ética”, disse Rabelo.

A reunião está marcada para as 17h30. A saída do ministro Orlando Silva não foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Ao sair da reunião com os deputados, Rabelo colocou a decisão de se demitir como uma “questão pessoal” do ministro. “Ele foi acusado de forma injusta, numa tentativa de exposição”, disse.

Hoje de manhã, Orlando Silva foi ao Planalto conversar com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Logo após, seguiu para o Ministério do Esporte onde permaneceu até a hora do almoço.

O ministro Orlando Silva enfrenta diversas denúncias de irregularidades na pasta do Esporte. Ontem (25), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia aceitou o pedido de abertura de inquérito para investigar denúncias de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. O pedido foi feito na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Há duas semanas, o policial militar João Dias acusou o ministro de participar de um esquema de desvio de recursos públicos do programa. A denúncia foi publicada pela revista Veja. Desde então, Orlando Silva vem negando participação no esquema, tendo prestado informações ao Congresso Nacional. Ele também pediu para ser investigado pelo Ministério Público para que pudesse provar sua inocência.

*Com informações: Agência Brasil

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