Contrato entre rádio Povo e o deputado Carlos Geilson é desfeito, e radialista permanece na rádio Subaé

No sábado (22/10), ficou acertada a permanência na Subaé AM de Carlos Geilson, o que causou certa surpresa e a pergunta: O que motivou a mudança repentina de postura?
No sábado (22/10), ficou acertada a permanência na Subaé AM de Carlos Geilson, o que causou certa surpresa e a pergunta: O que motivou a mudança repentina de postura?
No sábado (22/10), ficou acertada a permanência na Subaé AM de Carlos Geilson, o que causou certa surpresa e a pergunta: O que motivou a mudança repentina de postura?
No sábado (22/10), ficou acertada a permanência na Subaé AM de Carlos Geilson, o que causou certa surpresa e a pergunta: O que motivou a mudança repentina de postura?

O deputado e radialista Carlos Geilson, permanece na rádio Subaé AM e ganha como companheiro na bancada do programa, o radialista e chefe de redação da Câmara de Vereadores de Feira de Santana, Elsimar Pondé.

Geilson estava de malas prontas para embarcar na Rádio Povo AM. Fato confirmado durante conversa telefônica, na terça-feira (18/10/2011), entre Geilson e o jornalista Carlos Augusto. Outro que confirmou mudanças na equipe de radialistas para o horário de 6 às 9 horas da manhã (Programa Subaé Notícias), foi o presidente da Rede Nordeste de Comunicação, Luiz Pedro Irújo.

No sábado (22/10), ficou acertada a permanência na Subaé AM de Carlos Geilson, o que causou certa surpresa e a pergunta: O que motivou a mudança repentina de postura?

Mantivemos contato com o deputado, que preferiu não comentar o assunto dizendo apenas que a saída da rádio em momento algum teve comunicado oficial. Mas, obviamente que Geilson esqueceu-se da conversa que tivera com o jornalista Carlos Augusto, inclusive autorizando a publicar o horário e data do primeiro programa na rádio Povo, que teria como título: Programa Carlos Geilson.

Bastidores

Nos bastidores comenta-se que o presidente do Sistema Pazzi de Comunicação, Roberto Pazzi, cancelou o contrato celebrado com Geilson e que no último momento, Geilson negociou a permanência com Irújo.

Também nos bastidores, comenta-se que Pazzi ficou apreensivo quando uma de suas empresas, ligadas ao segmento farmacêutico, foi objetivo de investigação de órgãos governamentais, e que este fato, aliado a outros, levaram ao cancelamento do contrato. A redação do JGB tentou entrar em contato com Pazzi, mas não conseguiu resposta.

Suspeitas

Suspeita-se que o governo do estado, através da Secretária de Comunicação, mas precisamente do secretário Robinson Almeida, está por trás dos movimentos que objetivam minimizar os tons de critica que o Governo Wagner recebe durante o programa Subaé Notícias (antigo Programa Carlos Geilson).

Pato Manco

Ferrenho crítico do governo, Geilson vê o principal instrumento de discurso sendo esvaziando. No jargão político estadunidense seria um ‘Pato Manco’, ou seja, permanece na rádio, mas sem o poder de opinar, com a veemência que fazia em passado recente.

Pedro Irújo deu a medida do que espera dos programas jornalísticos da Subaé AM e da Rede Nordeste, “isenção jornalística”, explicando melhor, informação com menos carga opinativa.

+ Suspeitas

O Governo Wagner pode estar caindo no perigoso caminho de interferir nas relações de trabalho privada, e no próprio conceito de Democracia, que é a plena Liberdade de Expressão. Neste processo, pode estar usando a poderosa maquina estatal, verbas, influência e fiscalização.  Como forma de suprimir qualquer oposição.

Em boa medida, Wagner, ao cooptar alguns dos poucos adversários eleitos em 2010, termina suprimindo outro dos pilares da Democracia, a Divergência Parlamentar de Opiniões. Mas desta vez, se quer tem a desculpa de dizer, como fez no primeiro mandato, que necessitava de uma maioria na Assembleia Estadual que garantisse a aprovação dos projetos de interesse do governo.

As forças que apoiaram Jaques Wagner na eleição de 2010 obtiveram ampla maioria. Mas, as ações do Governador demonstram que ele quer mais. Usando o instrumento da cooptação, tem sob o seu comando, a maior bancada governista da história da Assembleia Legislativa. Apenas um detalhe, nem todos foram eleitos para apoiar o Governo, mas para fazer oposição Democrática, que agora se torna situação silenciosa. A perdurar estas atitudes, o próprio conceito de Democracia, na Bahia, começa a entrar na perigosa seara da Democracia que interessa ao governante.

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Sobre Carlos Augusto 9605 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).