Crescimento econômico e problemas de infraestrutura são paradoxo do Brasil, diz Eike Batista

Banner do JGB: Campanha ‘Siga a página do Jornal Grande Bahia no Google Notícias’.
Eike Batista: Começamos a sofrer problemas de inflação por causa do crescimento excessivo e de gargalos do tipo logístico, chamados sweet problems: problemas doces de se resolver.
Eike Batista: Começamos a sofrer problemas de inflação por causa do crescimento excessivo e de gargalos do tipo logístico, chamados sweet problems: problemas doces de se resolver.
Eike Batista: Começamos a sofrer problemas de inflação por causa do crescimento excessivo e de gargalos do tipo logístico, chamados sweet problems: problemas doces de se resolver.
Eike Batista: Começamos a sofrer problemas de inflação por causa do crescimento excessivo e de gargalos do tipo logístico, chamados sweet problems: problemas doces de se resolver.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) diminuiu em quatro das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no levantamento de 15 de setembro de 2011. A redução mais intensa na taxa foi observada no Rio de Janeiro, que passou de 0,72%, na apuração de 7 de setembro, para 0,57%.

Na capital fluminense, subiram com menos intensidade os preços de alimentos (de 1,69% para 0,94%) e de despesas diversas (de 0,20% para 0,10%). As principais influências negativas partiram do alho (-21,67%); da batata-inglesa (-8,59%) e da laranja-pera (-11,31%).

As outras capitais que apresentaram decréscimo em suas taxas foram: Belo Horizonte (de 0,69% para 0,55%); Recife (de 0,64% para 0,59%); e São Paulo (de 0,85% para 0,82%).

Por outro lado, subiram com mais vigor os preços em Salvador (de 0,61% para 0,70%); Brasília (de 0,68% 0,72%); e Porto Alegre (de 0,52% para 0,58%).

Para o conjunto das capitais, o IPC-S de 15 de setembro ficou em 0,69%. O resultado foi 0,05 ponto percentual inferior à taxa divulgada na última apuração.

Programa de crédito para microempreendedor já está disponível

A Caixa Econômica Federal assina hoje (19/09/2011) os primeiros contratos do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado – Crescer, primeiro dia útil após a publicação da portaria que regulamenta o programa.

Segundo a Caixa, o programa atende a empreendedores com faturamento anual de, no máximo, R$ 120 mil. O financiamento, nas modalidades capital de giro e investimento, pode chegar a R$ 15 mil, com taxas de juros de 8% ao ano. A taxa de abertura de crédito (TAC) é 1%.

O prazo médio para capital de giro varia de quatro a seis meses. Já no microcrédito para investimento, o prazo médio fica entre 12 e 24 meses.

De acordo com a Caixa, o programa tem como metodologia o relacionamento direto com os empreendedores nas suas localidades. Para fechar o contrato, a Caixa faz avaliações da atividade e da capacidade de endividamento de cada cliente e os empreendedores são acompanhados e orientados por agentes de microcrédito.

A Caixa informou ainda que mulheres que trabalham por conta própria, por exemplo, podem formar grupos e receber a visita de um agente de microcrédito, que dará as orientações necessárias para viabilização de projetos.

A Caixa também estimulará a formalização dos trabalhadores autônomos, por meio do programa Empreendedor Individual. Com a formalização, o pequeno empreendedor tem acesso aos benefícios previdenciários, com contribuição de 5% do salário mínimo, o que equivale a R$ 27,25 por mês. Atualmente, a Caixa tem aproximadamente 500 mil empreendedores individuais como clientes. O banco também espera oferecer microcrédito para beneficiários do Programa Bolsa Família, “que conta com 1,2 milhão de famílias com perfil empreendedor”, segundo avaliação do banco estatal.

Crescimento econômico e problemas de infraestrutura são paradoxo do Brasil, diz Eike Batista a empresários alemães

Em um tom otimista, ao discursar para empresários alemães, o dono do grupo OGX, Eike Batista, disse hoje (19) que o Brasil vive um momento de crescimento econômico que deve se estender pelos próximos 20 anos, mas que esbarra em “doces” problemas. Segundo ele, a falta de infraestrutura logística limita a produção. Eike citou especialmente os portos, que, para ele, apresentam mais problemas que os aeroportos.

Para o empresário, mesmo assim, o Brasil está em uma situação de expansão, “absolutamente inversa à dos americanos e à dos europeus”, que “terão que apertar o cinto por, no mínimo, uma década” em decorrência da crise econômica que atinge os países.

Eike falou hoje durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha 2011, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil e a similar alemã, a Bundesverband der Deutchen Industries. O evento se estende até amanhã (20) e tem o objetivo de divulgar oportunidades de negócios e cooperação entre empresários dos dois países.

O empresário lembra que, para tentar frear o crescimento econômico no Brasil, insustentado por questões de falta de infraestrutura e gerador de um processo inflacionário acima da meta estabelecida, o governo brasileiro precisou subir a taxa de juro. “Começamos a sofrer problemas de inflação por causa do crescimento excessivo e de gargalos do tipo logístico, chamados sweet problems: problemas doces de se resolver” , disse Eike, que atua no setor.

O presidente da OGX também destacou o potencial do Brasil de alimentar negócios com a Europa por ser o “mais ocidental do Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]” e ter diversas semelhanças culturais em função da colonização. Ele desafiou empresários europeus a tomar decisões nos negócios de forma mais ágil que os asiáticos. “O mundo está de olho no Brasil”, avisou.

Ao comentar a legislação brasileira, sem fazer referência direta à burocracia, o empresário, falando em alemão, citou a emissão de licenças ambientais e explicou que a demora se justifica para análise de danos ambientais e sociais causados por grandes empreendimentos. “O processo é demorado, mas as empresas têm de gastar mais, têm de fazer as coisas direito, têm o social envolvido”, disse Eike. “As empresas só querem gastar quando começam a ganhar lucro. Aí, é muito tarde, você não vai conseguir as licenças sem o trabalho preparatório”, acrescentou.

O empresário também demonstrou interesse em participar, com uma empresa alemã, da gestão de aeroportos concedidos à administração da iniciativa privada no Brasil e declarou a intenção de participar da licitação de campos de petróleo do pré-sal.

Brasil pede à OMC criação de norma contra uso artificial do câmbio para ampliar exportações a emergentes

O Brasil pediu à Organização Mundial do Comércio (OMC) a criação de mecanismos para combater a desvalorização artificial do câmbio por países que querem compensar a retração nas economias avançadas para ampliar as vendas a mercados emergentes. Em comunicado conjunto, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informaram que os instrumentos atuais para prevenir práticas comerciais desleais são insuficientes.

“O sistema multilateral de comércio teve suas regras elaboradas numa época em que prevaleciam taxas de câmbio fixas. Por essa razão, as disciplinas que regem medidas contra práticas comerciais desleais, tais como salvaguardas, antidumping e direitos compensatórios, não se mostram adequadas para tratar devidamente pronunciadas flutuações das taxas de câmbio”, destaca o comunicado.

Esse é o segundo documento que o governo brasileiro envia à OMC relativo ao tema. Em abril, o Brasil enviou comunicado ressaltando a necessidade de a organização repensar a relação entre taxas de câmbio e comércio internacional. Na ocasião, o país destacou que a flutuação artificial das taxas de câmbio tem provocado distorções no comércio internacional desde a crise de 2008 e 2009.

De acordo com as autoridades brasileiras, enquanto os países que desvalorizam o câmbio exportam mais, países emergentes têm registrado impacto negativo na balança comercial (diferença entre exportações e importações) porque passam a receber essas mercadorias.

“Diferentes combinações de instrumentos de política fiscal e monetária têm causado frequente flutuação das taxas de câmbio relativas entre importantes parceiros comerciais, com efeitos de longo prazo potencialmente distintos em suas respectivas balanças comerciais”, ressaltou o comunicado.

Apesar de alegar que existem taxas de câmbio artificialmente desvalorizadas, o Brasil assinala que o diagnóstico sobre possíveis manipulações das moedas cabe a outros organismos internacionais. “A mensuração, por exemplo, do quanto cada moeda está valorizada ou desvalorizada teria de ser discutida em outro fórum de clara competência na matéria, como o Fundo Monetário Internacional”, diz a nota conjunta.

Concorrência deve inibir alta dos preços de veículos nacionais, prevê Anfavea

A forte concorrência no mercado nacional de veículos deve inibir aumentos de preços, segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. “As montadoras não pretendem aumentar os preços porque não há espaço nessa guerra de mercado”, disse hoje (19) ao comentar o aumento do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos importados.

A medida anunciada na semana passada eleva em 30 pontos percentuais a tributação para automóveis que têm menos de 65% de componentes nacionais ou sejam fabricados por empresas que não investem pelo menos 0,5% da receita em inovação. A mudança atinge principalmente os carros importados da China e Coreia do Sul, com crescente crescimento de vendas no país por serem mais baratos que os equivalentes nacionais.

Os preços baixos desses importados são, segundo Belini, fruto dos incentivos concedidos pelos governos dos países exportadores. Para Belini, a medida adotada pelo governo se justifica, diante desses incentivos. “A medida é dura, mas em nível de Brasil, é necessária do ponto de vista de manter a indústria sólida”, disse.

Ao defender a medida, ele citou dados que demonstram a importância do setor automobilístico no país, responsável por 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e 22,5% do PIB industrial. Setor que fortalecido, poderá, de acordo com ele, ampliar a oferta de empregos qualificados. “Estamos falando de um projeto que atrai investimentos para criar empregos no país”, destacou.

Apesar de ressaltar que as montadoras nacionais, que trazem peças e carros de fora, também serão afetadas, Belini não acredita que isso encareça o produto nacional. Segundo ele, adaptações para fabricar nacionalmente componentes importados não devem representar elevação de gastos. “A medida que vai ter maior produção local e escala de produção, não deve haver aumento de custos”.

*Com informações: Agência Brasil

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 113487 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]