Funcionários dos Correios entram em greve por tempo indeterminado

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entraram hoje (14) em greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica aumento salarial de R$ 400, reajuste do vale-refeição e do vale-alimentação, piso salarial de R$ 1.635 e reposição da inflação de 7,16%.

Segundo o representante do comando de greve e de negociações da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), José Gonçalves de Almeida, a empresa apresentou uma proposta segunda-feira (12) à noite, mas não teve sucesso. “Foi oferecido reajuste salarial de 6,87%, abono de R$ 800 e R$ 25 de vale-alimentação, que seriam pagos somente em janeiro. A categoria, porém, rejeitou, dando início à greve”, disse Almeida.

Para o carteiro Luiz Simão, que trabalha no Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) de Ceilândia – cidade satélite do Distrito Federal -, a greve é uma forma de o trabalhador se manifestar e lutar por seus direitos. “Com a greve, podemos reivindicar nossos direitos e, unidos, sairemos vitoriosos. Queremos melhorias no salário e, nessa época, a mudança de horário, já que a Defesa Civil proibe a exposição ao sol nesse período de seca”, explicou.

Em nota, a ECT informou que está trabalhando para normalizar a situação o mais rápido possível, por meio de uma série de medidas que garantam o atendimento à população. Agora à tarde, o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, concederá entrevista sobre a paralisação dos trabalhadores.

Lupi apresenta hoje a Dilma proposta de Simples das Domésticas

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que irá apresentar à presidenta Dilma Rousseff, na tarde de hoje (14), a proposta do Simples das Domésticas, que deverá seguir os mesmo moldes do Simples Nacional.

Segundo o ministro, a proposta é que a alíquota paga ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fique em 14%: 7% para o empregador e 7% para a trabalhadora. Hoje, essa alíquota é de 20%, sendo 12% para os patrões e 8% para o empregado.

A alíquota do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) seria mantida em 8%, porque, segundo o ministro, para que haja alguma mudança é preciso fazer uma alteração na Constituição Federal.

O ministro disse ainda que, pela proposta, os empregadores conseguiriam abatimentos no imposto de renda com base no salário real pago e não sobre um salário mínimo como ocorre hoje. Ele considera que isso é um limitador “para a elevação dos salários”. Contudo, isso depende de aprovação do Ministério da Fazenda.

A proposta foi motivada pela convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que recomenda a extensão dos direitos de todos os trabalhadores às domésticas.

Atualmente, essas trabalhadoras têm direito à carteira assinada e aos benefícios do INSS. Mas direitos como o FGTS e o seguro-desemprego não são obrigatórios. A medida também poderá aumentar a formalização dessas trabalhadoras. Hoje, o Brasil tem 2 milhões de trabalhadores domésticos com carteira assinada e 6 milhões que atuam informalmente.

*Com informações: Agência Brasil

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