EXPOFEIRA 2011 é sucesso de público e de negócios

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Secretário Salles e Ministro Florence visitaram estandes e participaram de leilões de animais neste final de semana em Feira de Santana.

Acompanhado pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, visitou sexta-feira (9) a 36ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana (Expofeira 2011). Salles percorreu os estandes, entre eles o da Seagri, onde no setor destinado à EBDA foi implantada uma casa de farinha, e pode conferir inúmeros produtos feitos por agricultores familiares – o segmento prioritário da Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Também presentes, o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado estadual Zé Neto, Eliana Boaventura, chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), e o secretário de Agricultura de Feira de Santana, Ozeny Moraes – representando o prefeito Tarcísio Pimenta.

A Expofeira 2011 começou dia 4 e se encerra neste domingo, dia 11, no Parque de Exposições de Feira de Santana. Nos 8 dias de festa, a Expofeira recebeu aproximadamente 250 mil visitantes, que puderam ver 2.500 animais de todas as raças, e teve uma movimentação financeira de R$ 10 milhões, nos 13 leilões físicos e 2 virtuais, e na venda direta dos animais expostos.

Sucesso da Expofeira

O secretário da Agricultura elogiou os pecuaristas da região de Feira de Santana pelo sucesso da Expoeira 2011. “Quero parabenizá-los por esta Expoeira pujante, fundamental para o desenvolvimento da agropecuária na Bahia”, afirmou Eduardo Salles.

O secretário municipal Ozeny Moraes destacou as principais conquistas da Expofeira. “A feira superou nossas expectativas. Todos os lotes de animais oferecidos nos leilões foram comercializados. Os criadores e demais envolvidos com o evento estão satisfeitos com os negócios gerados e pela promessa de futuros negócios. Aqui, também o pequeno agricultor familiar tem seu espaço para expor e vender o que produz”, afirmou Moraes.

Em todos os compromissos que a comitiva participou, os organizadores da Expofeira destacaram a importância da visita das autoridades, principalmente a presença pela primeira vez de um Ministro de Desenvolvimento Agrário. O ministro Afonso Florence destacou que a agricultura familiar está tendo de sua pasta cada vez mais crédito e também apoio em assistência técnica. “Cerca de 70% dos alimentos que vão às mesas dos brasileiros são originários da produção dos agricultores familiares”, afirmou Florence.

Segundo ele, o MDA destinou este ano R$ 16 bilhões à Bahia, com juros de 2% – mais baixos que os de 2010. Ele destacou a verba de R$ 2 milhões, via EBDA, destinada à assistência técnica, e outros recursos que beneficiarão 10 mil agricultores baianos.

Salles e Florence também participaram de diversos outros eventos, como o leilão de cavalo Mangalarga Marchador, no Parque de Exposições, o leilão Tinuí – gazrio – Tecen, de ovinos da raça Dorper e White Dorper, realizado no Colégio Asas. Eles também participaram da cerimônia de posse da nova diretoria da Associação dos Médicos Veterinários de Feira de Santana e Região, que teve a presença de aproximadamente 150 veterinários da região.

No evento, o secretário Eduardo Salles ressaltou a importância dos médicos veterinários. “O Brasil se destaca, atualmente, como o grande fornecedor de alimentos para o mundo e a questão das barreiras sanitárias mundiais são a única forma de alguns países barrarem este destino do Brasil. Para que isto não aconteça é fundamental o papel exercido pelos veterinários e agrônomos”, afirmou Salles.

Ele também destacou a homenagem prestada ao veterinário Luciano Figueiredo. “A ADAB não seria o que é hoje se não fosse pelo trabalho do Luciano. Em nome do diretor Rui Leal, quero cumprimentar todos os veterinários, que – ao lado dos agrônomos-, vão fazer a diferença no mundo atual. A Seagri está de portas abertas a todos vocês”, afirmou Eduardo Salles.

Criadores de ovinos

No leilão de ovinos da raça Dorper e White Dorper, o secretário destacou a excelência do trabalho desenvolvido pelos criadores, que conta com o apoio do Estado, com matrizes premiadas para o aprimoramento das raças. “O grande desafio é transferir esta genética baiana, que ganha tantos prêmios, para a base do nosso rebanho para que possamos ser grandes fornecedores – para o Brasil e para o mundo – de cortes especiais de ovinos e caprinos”, afirmou Salles.

O evento teve como destaques as presenças de Ricardo Falcão, criador de ovinos rebanho Tinuí, e coordenador da 2ª Exposição Nordestina da Raça, e Antonio Castilho, proprietário da Cabañas San Michelle, no Distrito Federal, e presidente da Associação Brasileira de Criadores da Raça Dorper (ABC Dorper). “Feira de Santana é o maior pólo comercial do Nordeste. Aqui estão expostos cerca de 1.000 animais de criadores de 6 Estados. O leilão de 40 animais deverá render aproximadamente R$ 500 mil. O leilão de 12 lotes de animais jovens rendeu R$ 80 mil”, informou Ricardo Falcão.

Segundo ele, a Bahia possui o maior rebanho de caprinos e o segundo maior de ovinos do Brasil, com mais de 50 criadores. “Somente a raça Dorper movimenta mais de R$ 10 milhões por ano na Bahia. Temos enorme fornecimento de reprodutores para grandes projetos produtores de carne. Em conjunto com a raça Santa Inês – a mais antiga no país -, temos no Brasil mais de 2 milhões de animais. A raça Dorper já constitui um rebanho de 5 mil exemplares”, destaca Falcão.

Já Antonio Castilho, criador da raça Dorper e presidente da ABC Dorper, salienta que a ovinocultura brasileira começou há 8 anos um ciclo de expansão. “Entre os fatores que impulsionaram esse desenvolvimento, cito o crescimento de renda das classes C e D, favorecendo o consumo dessas famílias. A região Sudeste começou a se especializar no abate de cordeiros jovens, o que agradou o paladar dos consumidores. Com isso, a carne de cordeiro passou a fazer parte dos menus dos restaurantes”, diz Castilho.

Ele cita que o carré de cordeiro era, há 10 anos, o único prato nos restaurantes e que hoje são oferecidos 3 tipos de cortes: carré, palheta, e pernil -, além do lombo e picanha. Castilho diz que atualmente a falta do produto – devido a seca na Nova Zelândia e Austrália – fez os preços dispararem. “O atual cenário é de grande demanda e pouca oferta de carne de ovinos”, argumenta ele.

Melhoramento genético

A Dorper, diz Castilho, é a principal raça produtora de genética do país – competindo com a Santa Inês e, depois,com o cruzamento com ela, originando o cordeiro de meio sangue. “Este é o melhor e mais adaptado animal produzido no país porque tem crescimento muito rápido, tem carne muito macia, e velocidade de terminação do produto – fica pronto para o abate em até 120 dias”, explica o criador.

Ele aponta a alta qualidade, a forte demanda, e o alto giro de caixa, como fatores que rendem boa lucrativade aos produtores de Dorper. “Ela é a principal raça produtora de carne do país, o crescimento da raça é excepcional, e o número de criadores – 40 mil – já é superior aos existente na África do Sul, país de onde é originária. Agora nossa meta é não somente trabalhar na genética e produção, mas também na organização da cadeia produtiva. A Bahia é um dos grandes centros produtores, crescendo a um ritmo de 50% ao ano”, conclui Castilho.

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