Durante Programa Rotativo News desta quinta-feira, cinco prefeitos debatem sobre o destino da Região Metropolitana

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Na tarde desta quinta-feira (1/09/2011), a Rádio Sociedade, no Programa Rotativo News, administrado pelo jornalista âncora Joilton Freitas, promoveu um debate tendo como pauta a recém-criada Região Metropolitana de Feira de Santana, sancionada oficialmente no dia 7 de julho, pelo governador Jaques Wagner.

Na ocasião estavam presentes cinco dos seis gestores dos municípios que integram a RMFS: Tânia Yoshida, prefeita de Conceição do Jacuípe; Antônio Carlos Paim, prefeito de Amélia Rodrigues; Edvaldo de Sousa Santos, prefeito de Conceição da Feira; Antônio Dessa, prefeito de São Gonçalo dos Campos e o prefeito da cidade princesa Tarcízio Pimenta. O prefeito do município de Tanquinho, Jorge Flamarion também integrante da região, não se fez presente. O gestor alegou que está doente e que não poderia participar.

Com o debate busca-se discutir qual o benefício que os municípios contemplados terão com a regionalização de Feira de Santana em Metrópole. E quais medidas cada gestor está desempenhando para o pleno desenvolvimento da Região Metropolitana.

Joilton Freitas – A Região Metropolitana de Feira de Santana, criada pelo governador Jaques Wagner, junto com o Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana. O que isso vem beneficiar a região e principalmente as cidades contempladas?

Antônio Bessa – Essa região irá nos facilitar e muito na captação de recursos, tanto do setor público, quanto do setor privado. Nós esperamos que com a criação da Região Metropolitana de Feira, da qual São Gonçalo pertence, nos facilite chegar mais próximo dos governos, tanto estadual, quanto federal, para buscarmos soluções simples, para problemas difíceis como geração de emprego, que acredito ser um dos grandes problemas de todos os prefeitos aqui presentes, como também na solução de problemas simples, que deveriam ser simples, mas que com o tempo se complicaram, como transporte coletivo na região.

Tânia Yoshida – É um grande avanço que será muito bom para toda a região. Espero que realmente o conselho atue de forma efetiva. Conceição de Jacuípe já se encontra próxima de Feira de Santana de tal maneira que não temos como delimitar Feira e Conceição de Jacuípe e vise versa.Com a criação da região metropolitana as cidades vizinhas vão poder se sentir assistidas em questão de saneamento, transporte, entre outros.

Edvaldo de Sousa Santos – Sem dúvida o grande problema hoje é o desemprego, que atinge todos nós. A gente entende e percebe que essa Região Metropolitana, vai poder melhorar a captação de recursos, tanto do governo estadual, federal, quanto também de instituições privadas, porque todas as políticas de governo hoje se pensam de modo global, por isso a criação do Portal do Sertão, do Território Identidade, para que facilite a captação de recursos, e articulação dos municípios. Nesse sentido a construção de uma Região Metropolitana, trará benefícios também da questão do transporte, geração de emprego e renda, da política de geração de emprego e renda, a política de desenvolvimento como Região Metropolitana, policiamento metropolitano, de um comando de segurança. Nesse sentido, pensando na política de um comando metropolitano, teremos também uma política de fiscalização, policiamento, de segurança pública de forma global e ampla. E tem também a questão da tarifa telefônica, da podermos utilizar uma tarifa telefônica única, visto que temos uma Região Metropolitana.

Antônio Carlos Paim – Falando sobre a Região Metropolitana, eu acho que o governador praticou um ato assim, de humanidade, porque a gente espera junto dessa Região Metropolitana, tendo Feira como a Metrópole, e nós que estamos próximos a Feira, a gente poder também ter acesso a todos os benefícios, todos os investimentos que por aqui cheguem. Para isso vimos num processo enorme, trabalhando essa questão, porque as cidades menores também precisam de indústrias, a gente tem problema também em questões de abates clandestinos, das estradas, da saúde, da segurança pública. De dentro do território, nós iremos fazer essa discussão, nós temos 180 dias, nós que fazemos parte do Conselho da Região Metropolitana. E a questão do transporte é algo que teremos que ter muito cuidado, porque todas as cidades precisam de transportes alternativos.

Tarcízio Pimenta – Eu acho que foi um ponto marcante do governo, criar a Região Metropolitana. Agora eu tenho uma situação que vejo ser mais importante para a criação dessa Região Metropolitana. Se o governo não criar a estrutura técnica, para o funcionamento da Região Metropolitana, ela ficará no papel. Se não houver uma estruturação técnica administrativa para a Região funcionar, não teremos transporte resolvido, não teremos saneamento, segurança, hospital nenhum, não terá nada. Porque você só irá captar recursos, se você tiver projetos, se você não tiver não captará nada. Com irá fazer esses projetos, quem os desenvolverá.

Então, o ponto chave agora é o Estado nos dar a estrutura, para que crie essa condição e os projetos possam ser alcançados, e então poder se falar em hospital, polícia. Isso são questões menores no meu entendimento, a maior necessidade da Região Metropolitana é uma estruturação técnica administrativa.

Joilton Freitas – Os municípios precisam agir em consenso para conseguir usufruir dos benefícios trazidos pela Região Metropolitana de Feira de Santana, especialmente na captação de recursos federais, estaduais, para importantes obras. Está é uma tarefa difícil, a união desses municípios que compõem a Região Metropolitana, para conseguir recursos?

Antônio Carlos Paim – Olha! Nós temos um território, que é o Portal do Sertão, eu sou inclusive o presidente. Dentro desse portal, nós criamos o que hoje é o único consórcio na Bahia habilitado para receber dos governos os repasses. Então, a gente comanda junto com o prefeito Tarcízio, prefeito de Feira, nessa questão a estrutura administrativa é importantíssimo para que todo o caminho, e tudo aconteça.

Quando a gente tem essa estrutura administrativa, com certeza com os projetos prontos a facilidade cresce bastante, porque a junção dos municípios é diferente de um município está sozinho.

Tânia Yoshida – Concordo com o que o prefeito Tarcízio falou de certa forma, porque é muito complicado e difícil, principalmente no início quando não estamos acostumados a trabalhar com essa união, com esse grupo.

Feira de Santana é uma cidade grande, que tem toda uma estrutura. Imagine municípios com 30 mil habitantes, com menos de 30 mil habitantes, não terão estrutura nenhuma. Com isso, temos que sair hoje daqui, com a certeza que temos uma batalha muito grande pela frente, e devemos realmente começar a cobrar do governo. Não esperar que o governo até os prefeitos. Então, nós temos que partir, temos que unir-se, para conseguir as coisas, caso contrário irá ficar somente no papel.

Antônio Bessa – Concordo quando se fala que nós temos que correr atrás do governo, para criar essa estrutura, e viabilizar o funcionamento da Região Metropolitana, porque essa região levou 20 anos para ser aprovada, se nós não corrermos atrás irá levar 20 anos para entrar em funcionamento. Acho um pouco difícil a convergência dos interesses das cidades, porque aqui nós temos cinco prefeitos, cada um tentará puxar o que for melhor para sua cidade, para seu povo.

Então, na convergência dos interesses das cidades é que nós teremos que muita habilidade, para não criar um conflito entre nós, que seria até natural, pelo fato dos interesses. Agora cada cidade tem uma realidade, um problema distinto, com isso irá precisar de muita união, muita habilidade dos prefeitos, para a execução e viabilização dos projetos que são vitais para as necessidades.

Tarcízio Pimenta – Eu acho que todos aqui convergem para as mesmas ideias, se alguma divergência vir acontecer, serão divergências como disse Antônio Bessa. Existem algumas peculiaridades e particularidades de cada município, que terá de ser tratada pelo grupo, porém, entendendo também as necessidades de cada momento.

Então, porque não trabalhar um hospital metropolitano. A sede desse hospital no meu entendimento, não tem como não ser em Feira de Santana. Terá que ser em Feira de Santana, até pela própria facilidade de movimentação, pelo suporte técnico que se pode dar, pela questão da mão de obra, para trabalhar na unidade. Essas coisas podem ser efetivamente, ser bem orientadas. E um batalhão metropolitano, que não precisa ser essencialmente em Feira de Santana, pode ser nas cidades vizinhas, em São Gonçalo dos Campos. Estou dando um exemplo, porque é uma estrutura que tem uma peculiaridade, um direcionamento. Como em Salvador que tem um batalhão de choque em Lauro de Freitas.

Edvaldo de Sousa Santos – Na verdade tudo que foi colocado aqui, a gente sente que são respostas condizentes, coerentes com a realidade. Agora as peculiaridades, que são próprias de cada município, cada um irá tentar disputar, porque naturalmente político tem essa natureza de disputar para sua área, sua região. Existem coisas que são comuns, como foi bem colocado. Eu acredito plenamente na capacidade de articulação, de diálogo, de entendimento entre os prefeitos que compõem a região. Digo isso, porque temos hoje um consórcio Portal do Sertão, e nele existem interesses que são comuns e que são também particulares e, no entanto, não há nenhum problema de divergência. Então, o que por ventura surgir a gente irá para o diálogo, para o debate e para a disputa natural. Mas compreendendo a noção do todo e não de parte. Com isso, nessa perspectiva me sinto bem comtemplado com a fala de Tarcízio, Antônio Bessa, de Tânia que todos pensam dessa mesma forma. Eu não vejo dificuldade.

Com informações do Programa Rotativo News da Rádio Sociedade.

*Reportagem: Airam Costa | Edição: Carlos Augusto

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