Dilma Rousseff reage às críticas de que recebeu herança maldita de Lula. Confira as notícias da Presidência da República

Presidenta Dilma Roussef e ex-presidente Lula participam do 4º Congresso Nacional do PT começa hoje (2) e vai até domingo (4), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.O evento deve reunir 1.350 delegados que vão discutir e aprovar as alterações no Estatuto do PT.
Presidenta Dilma Roussef e ex-presidente Lula participam do 4º Congresso Nacional do PT começa hoje (2) e vai até domingo (4), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.O evento deve reunir 1.350 delegados que vão discutir e aprovar as alterações no Estatuto do PT.
Presidenta Dilma Roussef e ex-presidente Lula participam do  4º Congresso Nacional do PT começa hoje (2) e vai até domingo (4), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.O evento deve reunir 1.350 delegados que vão discutir e aprovar as alterações no Estatuto do PT.
Presidenta Dilma Roussef e ex-presidente Lula participam do 4º Congresso Nacional do PT começa hoje (2) e vai até domingo (4), no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília.O evento deve reunir 1.350 delegados que vão discutir e aprovar as alterações no Estatuto do PT.

Ao participar da abertura do 4º Congresso do PT hoje (02/09/2011), em Brasília, a presidenta Dilma Rousseff reagiu sobre que recebeu uma “herança maldita” do governo do Luiz Inácio Lula da Silva. Críticas feitas por alguns setores da imprensa ao noticiarem escândalos de corrupção que atingiram ministérios. Para a presidenta, o legado do governo Lula não é uma uma herança, pelo fato de ter participado dele. “Eu estou firmada sobre uma pedra muito sólida, que é a experiência de oito anos de um governo de que eu tive a honra de participar. Não é uma herança, porque eu estava lá [no governo]. Os erros e os acertos dela [da experiência] são meus erros e acertos”, declarou.

Segundo Dilma, as críticas tentam invalidar conquistas do governo do PT durante os dois mandatos do presidente Lula. “Nós mudamos a lógica de crescimento do país, e este país tem a força que tem porque temos esta herança, este legado”, disse. “Muitas coisas que fazemos, só foram possíveis de realizar porque temos essa experiência, dos nossos acertos e dos nossos erros. Ela é que sustenta a nossa trajetória”, completou.

A presidenta da República ainda fez questão de ressaltar que não apoia a “execração pública” de pessoas suspeitas de corrupção. “Eu acredito na Justiça, e que ela não se faz com caça a bruxas, nem com colocação de pessoas à execração pública, com retirada de direitos. Principalmente, porque essas ações espetaculares acabam com a presunção de inocência”.

Dilma Rousseff disse também que o grande aprendizado dela com Lula foi o da necessidade de “ouvir o coração”. “Um conselho que o presidente Lula me deu é que quando as coisas estiverem difíceis, quando eu tiver de decidir, e a razão não deixar o caminho claro, que eu devo seguir o meu coração. A voz do coração é aquela que diz o que nos temos que olhar, dar valor, levar em consideração, proteger e acolher os setores mais frágeis do nosso país”.

De acordo com a presidenta, a “falta de projetos” da oposição faz com que ela a critique sempre com o argumento de que não tem “traquejo político”. “A oposição no Brasil, por falta de projeto, utiliza essas formas [de criticar]. Eles esquecem o fato do qual eu tenho muito orgulho, de ter, quando era muito difícil fazer política no Brasil, porque dava cadeia ou morte, eu tenho orgulho de ter feito politica no Brasil”, ressaltou.

Em um tom muito mais descontraído do que o habitual, falando de improviso, a presidenta declarou ainda que, no PT, sentia-se em casa. O ex-presidente Lula, que discursou antes de Dilma Rousseff, dirigiu-se a ela em um tom tranquilizador, dizendo que, com os partidos aliados e com o PT, não há problema que não possa ser vencido por ela. “Com os aliados e com o PT não há vulcão, tempestade e furacão que não possam ser vencidos”.

Dilma diz que vai “contra a corrente” e assegura que falta dinheiro para a saúde

A presidenta Dilma Rousseff disse, hoje (2), que é “enganosa” a visão de que o gasto com saúde no Brasil é suficiente. A presidenta voltou a defender a necessidade de mais recursos para a área e ressaltou que os recursos devem vir acompanhados de um forte aprimoramento da gestão.

“Meu compromisso é dizer para o povo brasileiro a verdade, por mais que seja contra a corrente do pensamento dominante. Temos um trabalho muito grande de gestão a fazer na saúde, mas, também, tenho clareza de que o Brasil inexoravelmente terá que destinar mais recursos para a saúde pública. Independe do que esse ou aquele setor pensa”, disse ela, em discurso na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas (RS).

Ao dizer ser enganosa a visão de que o gasto com saúde no Brasil é suficiente, a presidenta citou dados de países vizinhos como fonte de comparação. “O Brasil, na área de saúde pública, gasta, per capita, 2,5% a menos que a saúde suplementar e privada. O Brasil gasta 42% per capita a menos do que a Argentina. Gasta 24% per capita a menos que o Chile”.

A presidenta destacou a singularidade do sistema público de saúde brasileiro, que tem como princípios ser universal, gratuito e de qualidade, e o comparou aos Estados Unidos: “Vimos o presidente [dos Estados Unidos, Barak] Obama lutar para aprovar algo que reconhecemos desde 1988. Estamos na frente? Estamos sim, porque, aqui no Brasil, não se ousa nem pensar que [a saúde] não seja universal e gratuita”.

Dilma diz que país rompeu conflitos ao aliar desenvolvimento e distribuição de renda

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (2) que nos últimos anos o país rompeu falsos conflitos e o primeiro deles é o que opunha desenvolvimento e distribuição de renda.

“Soubemos nesses últimos anos romper com falsos conflitos, provamos que para nosso país crescer ele tinha que apostar em sua maior riqueza que são os 190 milhões de brasileiros”, disse em discurso na 34ª Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), em Esteio (RS).

Ao falar sobre a crise econômica que atinge os Estados Unidos e países da Europa, a presidenta disse que o Brasil irá enfrentar a crise econômica consumindo e diminuindo impostos. “Nosso mercado interno cresceu, nossa agricultura e nossa indústria cresceu. Continuamos com programas como o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], enfrentaremos essa crise consumindo, investindo, ampliando e criando empresas, diminuindo impostos.”

A presidenta destacou ainda a importância de se produzir de maneira sustentável, preservando o meio ambiente. “O mundo só vai nos respeitar plenamente se mostrarmos que somos capazes de produzir sem prejudicar o meio ambientes e mais, se soubermos recuperar áreas ambientalmente degradas e utilizar técnicas que compatibilizem o meio ambiente e o aumento da produtividade.”

Dilma anuncia programa de incentivo à popularização da leitura

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (1) um programa para fomentar a produção e comercialização de livros baratos e estimular a leitura, durante a abertura da 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro hoje. O programa está sendo formulado pelo Ministério da Cultura e a Biblioteca Nacional.

“Temos que trazer para o primeiro plano a necessidade de educação e cultura para o nosso país”, disse a presidenta. Ela lembrou que o governo tem procurado ampliar o acesso da população à educação de qualidade, em todos os níveis e citou ações que estão em curso, como o Plano Nacional do Livro e Leitura e o Vale Cultura.

Ela disse também que é preciso outro grande incentivo, que é o acesso ao livro, seja o livro clássico, seja o livro digital, com o qual a presidente disse estar se acostumando. E destacou a necessidade de a produção de livros ter preços adequados. Dilma acredita que essa iniciativa vai criar um “mercado imenso” de novos leitores no Brasil.

A presidenta disse que a Bienal do Livro ajuda a fortalecer a educação e a cultura no Brasil e para mostrar a importância do livro e da leitura citou o escritor Mário Quintana. “O livro traz a vantagem de a gente estar só e, ao mesmo tempo, acompanhado”.

A presidenta também falou de programas sociais e de infraestrutura. “Acredito que um país precisa de estradas, portos, pontes, aeroportos, escolas, hospitais, bibliotecas. É preciso que haja o fim de dicotomias. Uma delas, desfeita pelo governo federal, afirmava que não era possível crescer e em paralelo, distribuir renda. Nós tiramos da pobreza milhares de brasileiros”. Segundo ela, até maio passado, 39,5 milhões de pessoas haviam saído da situação de pobreza.

Dilma: CPMF foi errada, porque recursos não foram aplicados em saúde

Em meio às discussões sobre uma fonte de financiamento para a saúde, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (1º) que a área precisa de mais recursos. A presidenta falou que não é a favor da volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), tal como ela vigorava, sem ter os recursos efetivamente aplicados na saúde. Dilma, no entanto, não deixou claro se aprovaria um novo imposto para a área, caso fosse destinada a finalidade correta.

“Acho errada a CPMF, porque foram lá, aprovaram e destinaram o recurso para saúde? Não. O povo brasileiro tem essa bronca da CPMF porque disseram que era para saúde e não foi. Agora, ninguém vai fazer a mágica de dizer que a saúde vai melhorar se não tiver mais investimentos e tem que dizer de onde sai [o investimento]”, destacou. “Não sou a favor daquela CPMF porque ela foi desviada”, acrescentou.

A presidenta falou sobre o assunto em entrevista a rádios de Minas Gerais ao responder à pergunta do jornalista da Rádio Itatiaia que citou entrevista do líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), em que ele diz acreditar que Dilma aceitaria a criação de um novo imposto para financiar a saúde.

Dilma reiterou que a aprovação da Emenda 29 não irá resolver todas as demandas da população por saúde de qualidade. “O Brasil tem um sistema de saúde que é universal, gratuito e tem que ser de qualidade. Nenhum país do mundo resolve essa equação sem investir muito em saúde. Quem falar que resolve isso sem dinheiro é demagogo. O que é demagogo? Mente para o povo, não dá todas as informações”. A Emenda 29 prevê mais recursos para a saúde, fixando percentuais mínimos a serem investidos anualmente pela União, pelos estados e municípios, e está em análise no Congresso Nacional.

Após a entrevista, em Belo Horizonte, a presidenta seguiu para a cidade de Jeceaba para participar da inauguração do complexo siderúrgico da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB). A empresa privada trabalha com a criação de tubos e conexões especiais para o setor de óleo e gás.

Dilma: conjuntura internacional determinará rumos da taxa de juros

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (1º) que o comportamento da taxa básica de juros (Selic) no Brasil dependerá da conjuntura internacional. Ontem (31) o Banco Central (BC) decidiu reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano. Embora tenha defendido a queda dos juros na última terça-feira (30) e dito que a elevação do superávit primário pelo governo federal criava condições para que isso ocorresse, a presidenta destacou que o BC tem autonomia.

“Desde o governo do ex-presidente Lula, e até anteriormente a ele, optou-se por uma relação entre o governo e o Banco Central de autonomia. Acredito que a situação internacional mudou o sentido do que estava acontecendo, porque vimos três aumentos de taxas de juros no início do nosso governo. Acredito que, dependendo do que ocorrer na conjuntura internacional, teremos um aumento ou diminuição [dos juros], não dá para, de forma muito antecipada, prever isso”, disse em entrevista a rádios de Minas Gerais.

Na avaliação da presidenta, a crise econômica terá duração longa, de mais de dois anos, e as consequências ditarão o ritmo de algumas decisões econômicas daqui para frente. “Ninguém sabe como vai se comportar, se houver quebra de banco é um cenário, se a crise continuar com as economias internacionais com processo de estagnação, na melhor hipótese, e de depressão, na pior hipótese, temos outra configuração.”

A presidenta voltou a dizer que o Brasil deve usar a crise econômica como uma oportunidade para fortalecer as indústrias e o mercado interno. “O governo mantém o investimento, programas sociais, estimula a economia, mas tem que dar um exemplo de austeridade, por isso aumentamos nosso superávit em R$ 10 bilhões, porque achamos que se abre uma oportunidade com essa crise”, destacou. “Para isso temos que nos fortalecer economicamente, melhorar a gestão pública e tirar disso todas as oportunidades para que o Brasil transforme os efeitos dessa crise em seu favor”, acrescentou.

A entrevista ocorreu na Base Aérea de Belo Horizonte, de onde a presidenta segue para a cidade mineira de Jeceaba para participar da inauguração do complexo siderúrgico da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB). A empresa privada trabalha com a criação de tubos e conexões para o setor de óleo e gás.

Redação do Jornal Grande Bahia
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