Corrupção enterrou as chances da CPMF

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Tirei parte do dia de ontem para escrever o artigo do Estadão. O tema era a corrupção. Num dos parágrafos, afirmei que a corrupção contribuiu para a resistência contra uma nova CPMF.

Quando estava concluindo o artigo, leio que o Tribunal de Contas constatou que a corrupção na saúde representa um terço dos desvios de verbas públicas no Brasil.

Segundo os dados do TCU, R$2,3 bilhões se perderam na Saúde, nos últimos nove anos. Se isso é verdade, o total da corrupção computado pelo TCU está em torno de R$10 bilhões.

Há outras avaliações que elevam para R$40 bilhões. O governo poderá sempre argumentar que o problema não é tão sério quanto se imagina. Ao invés de R$40, são apenas R$10 bilhões.

Minha tese, no artigo, é de que não dá mais para ignorar essa agenda. Mesmo se os desvios forem de R$10 bilhões, isto representa mais de R$1 bilhão por ano.

É um preço alto. O Brasil já financia a máquina do estado. Ainda tem de pagar um pedágio para que ela se coloque em movimento?

O governador Sérgio Cabral disse que foi uma “covardia” com o povo brasileiro a extinção da CPMF. Quem extingiu o imposto foram os próprios governos, que utilizaram, irracionalmente, os recursos e desviaram uma parte deles.

A covardia com o povo brasileiro está na dramatica precariedade dos hospitais públicos. Tive a oportunidade de visitá-los e mostrar como estão funcionando. A covardia está na corrupção que enriqueceu alguns figurões da saúde e empresas desonestas.

Uma delas, chamada Toesa, fez coisas do supreendentes no Rio. A justiça suspendeu seu direito de fornecer ao Estado.

Esta semana, a Toesa reapareceu na cena. Uma de suas ambulâncias atropelou e matou uma visitante no Hospital Rocha Faria.

A ambulância estava a serviço da Prefeitura do Rio. Proíbida de trabalhar com o estado, por comprovado superfaturamente, a Toesa se deslocou para os braços do prefeito.

Diante disso tudo, ainda se dizem chocados com a derrota da CPMF. Quanto mais politicos como Cabral defenderem a CPMF mais resistência haverá na sociedade.

É possível enganar um Estado quando se tem imprensa favorável e a justiça eleitoral aos seus pés. Não dá para enganar o país inteiro.

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