Atentados de 11 de Setembro marcam mudanças em conflitos, explica cientista político

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O dia 11 de setembro marcou uma mudança de paradigma em relação aos conflitos, na avaliação do cientista político e professor de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Heni Ozi Cukier.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, Cukier destacou que antes as guerras terminavam com uma vitória militar ou com a rendição de um dos lados. Atualmente, os conflitos só podem ser finalizados se houver um acordo político, o que é bastante complexo.

“É isso que a gente está vendo no Iraque, no Afeganistão. Os americanos são capazes de obter vitórias militares, mas não vitórias completas”, disse Cukier, que trabalhou no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e é mestre em Resolução de Conflitos Internacionais e Segurança pela American University, em Washington, nos Estados Unidos. “O mundo deve estar preparado para uma era muito insegura. A vigilância vai ter que ser constante e talvez eterna.”

Cukier lembrou que na 1ª e na 2ª guerras mundiais os inimigos eram estados. Agora, são grupos subnacionais, como os terroristas. “As ameças não são objetivas, não se sabe quem é o inimigo e como ele pode atacar. Hoje tem inimigos que não estados. São grupos que estão abaixo do Estado. Isso traz instabilidade”, acrescentou.

O especialista disse ainda que a globalização unificou o mundo com tecnologia, comércio e comunicação, mas essa força também oferece mecanismos para que grupos de terroristas, organizações não governamentais e multinacionais desafiem o Estado. “O Estado perde muita força.”

*Com informações: Agência Brasil

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