Assistentes sociais afirmam que atuação no espaço escolar também beneficia a professores e demais servidores

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Assistente social dos quadros da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Ana Alice Barreto, foi uma das convidadas da audiência pública e em seu pronunciamento chamou a atenção para o fato de que o Serviço Social, na área da educação, atua não apenas com os estudantes, mas também com professores e demais servidores. Na UEFS, são dois assistentes sociais para comunidade de oito mil pessoas.

Ana Alice disse que o assistente social é acionado pela Reitoria para ajudar na solução dos mais diversos problemas relacionados à comunidade acadêmica. Em sua avaliação, é o profissional que está mais próximo da família. “Sem ela (a família) a gente não ajuda. Tem que estar próximo. Fazemos visita, chamamos o pai e a mãe para o diálogo”. Na rede pública de ensino, afirma, a contribuição seria fundamental. “O Serviço Social é o coração de qualquer instituição de ensino. Certamente teríamos mais estudantes portadores de necessidades especiais, inclusive com transtornos mentais, inseridos e bem cuidados na rede de ensino”.

Na UEFS, diz ela, os profissionais de assistência social trabalham em demandas diversas, inclusive com políticas inclusivas. Relatou o caso de um cadeirante que formou-se em Enfermagem na instituição. Era um aluno que morava na Residência Universitária. Tivemos que defender várias modificações para que ele tivesse acesso à educação de nível superior”.

Drogas e violência

Representante do Núcleo de Estudos de Serviço Social na Educação, Jonas da Silva Almeida disse que a inclusão do assistente social nas escolas de Feira de Santana é um tema que tem motivado encontros e estudos. Relacionou algumas escolas particulares da cidade e também na UEFS, que já adotaram a contratação desses profissionais. Fez um relato sobre a vulnerabilidade dos estudantes, funcionários e professores, no panorama atual.

“É a inclusão que proporciona a interdisciplinaridade na educação”, afirmou. “Sem o Serviço Social, a equipe está incompleta e direitos fundamentais são comprometidos junto à comunidade escolar”, defendeu. Em sua opinião, problemas como a violência e as drogas nas escolas podem ser combatidos através da atuação do assistente social. “Nas escolas há um grande índice de problemas sociais. O profissional é preparado para trabalhar nessas questões”.

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