Veracel apoia a cafeicultura do extremo sul da Bahia; Empresa cede área à produtores para implantar Estação de Pesquisa

Vista da unidade industrial da Veracel Celulose em Eunápolis.
Vista da unidade industrial da Veracel Celulose em Eunápolis.

Os produtores de café conilon de Itabela e de toda a região do Extremo Sul baiano receberam com entusiasmo o anúncio oficial feito pelo secretário estadual de Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, da implantação de uma estação de pesquisa do café conilon. Ela será instalada em área cedida pela empresa de celulose Veracel ao Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela.

Salles deu a boa nova para centenas de agricultores, representantes de diversos sindicatos, lideranças rurais e políticos da região, além de pessoas de outros Estados, que prestigiaram a abertura da 7ª Festa do Café Conilon e da 7ª Feira de Agronegócio, neste final de semana em Itabela, no Extremo Sul da Bahia.

O evento contou com a participação de aproximadamente 60 empresas do segmento ligado à cafeicultura, que ali montaram seus estandes. Realizada de 19 a 21 deste mês na Avenida Guaratinga, a grandiosa festa atraiu milhares de participantes e contou, pelo terceiro ano consecutivo, com a presença do Secretário da Agricultura.

A iniciativa foi oficializada na abertura da festa do café com a assinatura do termo de comodato por Sérgio da Silveira Borenstain, diretor da Veracel, Leonir Sassai, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela, Romário Gava Ferrão pesquisador da Incaper, empresa de pesquisa agropecuária do Estado de Espírito Santo, representando seu presidente Evair Mello, e o secretário Eduardo Salles. A secretaria estadual da Agricultura apoiará o empreendimento através da participação da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).

Estação de pesquisa

“Conseguimos realizar o maior desejo dos produtores de café conilon do Extremo Sul”, informa o secretário Eduardo Salles. Ele destaca que a Veracel, ao ceder a área para a instalação da Estação de Pesquisa, continua apoiando a cafeicultura do Extremo Sul baiano, região onde a empresa tem suas instalações, plantio de eucalipto e indústria. “Esta é, sem dúvida, uma importante contrapartida social da Veracel para toda a região”, avalia o secretário da Agricultura.

“Trata-se de um contrato de comodato, em que cedemos uma área de terra de nossa propriedade para o Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela, junto com a Incaper, viabilizar a implantação dessa unidade científica. Com isso, será possível a realização de experimentos para aumentar a qualidade e produtividade do café conilon da região”, informa Sérgio Borenstain, diretor da Veracel.

“Com a Estação Experimental teremos mais segurança para investir no aumento da área plantada, gerando crescimento da produção e incremento da produtividade por hectare do café conilon”, festeja Leonir Sassai, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela.

“No ano passado havíamos tentado essa implantação em área que seria cedida pela Ceplac, mas constatamos que o solo não era igual ao dos plantios de café existentes na região, além do fato da necessidade de deslocar famílias que residiam no local. Persistimos, e fomos procurar a Veracel, que acolheu com entusiasmo nosso pleito”, salienta o secretário da Agricultura.

A exemplo da inauguração, há meses, da indústria Sara Lee em Salvador, Salles informa que outras grandes torrefadoras estão por vir à Bahia. “Isso sinaliza que os produtores de café conilon deverão aumentar a produção para atender a demanda futura, o que vai requerer a união e o esforço concentrado de todos”, argumenta o secretário.

Reunião com produtores de mamão

Em sua visita a Itabela, o secretário Eduardo Salles participou de uma reunião, na sexta-feira (19), com mais de 100 participantes, entre produtores de mamão, representantes de sindicatos e autoridades locais. Na semana anterior ele já havia se reunido, em Medeiros Neto, com os líderes dos produtores de mamão, que expuseram o grave problema que a cultura vive. Em função disso foi marcada a reunião em Itabela.

Ulisses Brambini, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Mamão (Brapex), agradeceu o convite para vir participar da festa do café. “Uma boa ocasião para falarmos da crise que vivemos há 14 meses, onde estamos vendendo o mamão abaixo do custo de produção, prejudicando os produtores do Extremo Sul da Bahia e Extremo Norte do Espírito Santo. Fizemos uma pesquisa e, após realizarmos uma nova reunião com os produtores, iremos levar nossas propostas ao secretário Salles para tentarmos superar esse momento difícil”, argumentou o presidente da Brapex.

Na reunião foi feita a exposição dos dados da pesquisa, para identificar os principais problemas da cultura e propor ações, inclusive de marketing, para divulgar a qualidade do mamão da região e torná-lo mais conhecido nacional e internacionalmente.

Após a apresentação, Eduardo Salles ponderou que, na sua visão, não seria somente uma, mas necessárias várias ações conjuntas, como uma estratégia de marketing para estimular o aumento do consumo do mamão, a redução dos custos de produção, melhorar a qualidade do produto com a obtenção de certificação, prospectar novos mercados – como o dos países asiáticos – para a exportação, e apostar também na agroindustrialização.

O secretário afirmou que o café também tinha problemas e que na presidência da associação dos produtores conseguiu reverter a situação. “Passamos de 9 milhões para 18 milhões de sacas de café consumidas no Brasil num período de 15 anos. Fizemos pesquisas na área de saúde e mostramos que o café faz bem às pessoas. O mesmo poderia ser feito, destacando a quantidade de vitamina C e outros atrativos do mamão”, diz Salles, salientando que na promoção vitoriosa do café foi gasto a metade dos recursos propostos para a atual campanha do mamão.

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