Vaquejada em Serrinha é considerada a maior e melhor festa de peão do Brasil

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Acontece em Serrinha, cidade da região Sisaleira do Estado Bahia, a festa de vaquejada que atrai peões e pessoas de várias localidades do Brasil. Sempre no período de setembro, o empresário Vardinho Serra, junto com seus irmãos Carlinhos Serra, Augusta Serra e demais familiares, organizam o evento que dura aproximadamente três ou quatro dias.

Como forma de preceder e anunciar a festa de vaquejada é organizado a escolha da Rainha, das princesas e do peão, pessoas que irão representar por meio de sua beleza a cidade e a festa. Garotas e garotos, naturais da localidade concorrem ao título. Como passo criterioso os jurados que julgarão os candidatos e por fim escolherão os melhores, são pessoas de outras localidades, que representam mídias, empresas, juízes e delegados regionais.

A vaquejada surgiu com o fazendeiro Valdete Carneiro, hoje falecido, junto com Ernesto Ferreira, que a iniciaram como uma brincadeira. Com o tempo a ideia tornou-se algo profissional, e interesses foram surgindo. Excluído do grupo, o comerciante de gado, Vardinho Serra, resolveu fundar o então Parque Maria do Carmo e continuar realizando a vaqueja e festas. O que acontecia no mesmo período que o Parque Fernando Carneiro.

Passados alguns anos Vardinho compra o Parque Fernando Carneiro, e decide loteá-lo, levando em conta que havia o Parque Maria do Carmo, no auge, e outro parque de vaquejada na cidade. Segundo ele o sucesso da vaquejada, deve-se a sua honestidade, credibilidade e as modificações realizadas na estrutura do evento, como alterações nas premiações, que hoje chegam a aproximadamente R$ 200 mil, e na modificação das atrações musicais, que antes era o melhor sanfoneiro, e hoje o parque contrata bandas renomadas de todo o Brasil. De acordo com Vardinho, muitas atrações nacionais já passaram pelo parque. E a única atração que eles não conseguiram contratar, por questões pequenas, foi o cantor Roberto Carlos, que ele acredita logo conseguir.

Proprietário do Parque Maria do Carmo fala sobre a história da vaquejada e do sucesso da empresa

Em entrevista ao Jornal Grande Bahia, em exclusividade ao jornalista Airam Costa, Vardinho Serra conta um pouco da história da vaquejada, comentando que a tradicional festa começou como uma brincadeira. Na ocasião, o empresário afirma que foi quem ajudou a não acabar com a vaquejada, que seria extinta, caso não tivesse quem ajudasse a reviver a história. Convidado por um amigo, ele então resolveu levar a frente o projeto.

Vardinho conta que a honestidade foi o que o ajudou a crescer e ganhar credibilidade. Hoje o Parque Maria do Carmo, oferece premiações que chagam a aproximadamente R$ 200 mil. Para o proprietário, o sucesso do Parque é tão grande que futuramente atrações internacionais estarão participando das festas na cidade de Serrinha, durante a Vaquejada do Parque Maria do Carmo.

Confira a entrevista

Jornal Grande Bahia – Vaquejada em Serrinha há muito tempo acontecendo, grandes festas sendo realizadas em vários dias. O que você pode contar sobre a história da Vaquejada em Serrinha? Como foi que surgiu, é uma ideia de família, surgiu com seus pais, foi passado para os filhos, ou foram os filhos quem tiveram essa iniciativa?

Vardinho Serra – A Vaquejada em Serrinha na realidade nasceu de uma brincadeira. O autor dessa vaquejada, quem fez e fundou a primeira vez, foi o falecido Valdete Carneiro, junto com Ernesto Ferreira. Um homem do campo, fazendeiro, e então, fez a vaquejada. Hoje é que se tornou profissional, mas antigamente era brincadeira.

Era a época do vaqueiro correndo com o chapéu de couro. Não era na caatinga, mas trouxeram a vaquejada para a zona urbana. E o vaqueiro corria com chapéu de couro, com jaleque, e era um modelo diferente, era um tronco. E a premiação na época do vaqueiro, era um bode, um carneiro, um porco, um bezerro. E o senhor Valdete Carneiro realizou por 15 anos. Depois a vaquejada em Serrinha passou por várias pessoas. Na realidade a Vaquejada em Serrinha iria acabar. E chegou uma época que ficou sem fazer a vaquejada. Então, o amigo Gerinaldo me convidou para fazer. A vaquejada em Serrinha não podia acabar.

As dificuldades da vaquejada sempre era gado. E na realidade eu sempre fui comerciante de gado, tinha também um rebanho. Então, eu aceitei. Fizemos o Parque Fernando Carneiro. Mas na época surgiram os herdeiros, que começaram a vender partes do parque. Então, o ex-prefeito na época, o Josevaldo Lima comprou. E quando venceu o contrato que eu tinha de oito em oito anos, quando venceu, não renovou mais o contrato.

Com isso eu achei que não era justo, por eu não ter deixado cair a vaquejada, quererem me tirar. Daí começou uma briga entre o Parque Fernando Carneiro, e o que eu fundei na vaquejada em Serrinha, o Parque Maria do Carmo. E no mesmo ano que me tiraram do parque, eu fiz uma vaquejada em minha fazenda. E lançamos o Parque Maria do Carmo.

Na pretensão, eu resolvi fazer o parque dentro da cidade, com o nome da minha mãe, o Parque Maria do Carmo. Deus me ajudou que eu comprei um terreno no ano seguinte, no mesmo bairro, na mesma rua, onde hoje é o Parque Maria do Carmo.

Em três ou quatro anos, aconteceu das festas de vaquejada serem todas nos mesmos dias, tanto no Parque Fernando Carneiro, quanto no Parque Maria do Carmo. Depois no quinto ano eu comprei o Parque Fernando Carneiro. E como já havia dois parques eu preferi acabar com o Parque Fernando Carneiro, que eu fiz até um loteamento. Daí foi crescendo. Como aconteceu o crescimento. Eu tirei aquela premiação de um carneiro, um bode, um cavalo, um bezerro, e passei a dar um carro zero. Comecei a premiar com um Fusquinha zero, e comecei a crescer o restante da premiação, e hoje chegou aonde chegamos. Estamos em R$ 200 mil.

Em termos de bandas, na época, nós colocávamos no que chamávamos de Inferninho, quem era o melhor sanfoneiro da região. Então, a atração antigamente era o sanfoneiro, que eles traziam na época. Depois que eu assumi, comecei a trazer a melhor banda de Feira de Santana. Daí foi crescendo, e chegou à proporção que temos. Hoje todas as bandas nacionais já passaram por aqui. E eu tenho fé em Deus que futuramente as melhores bandas internacionais, irão estar aqui cantando em Serrinha, na Bahia e no Parque Maria do Carmo.

JGB – A Vaquejada em Serrinha está no mercado há muito tempo. Hoje ela é considerada a maior e melhor festa de vaquejada do Brasil. Quais os fatores que o senhor atribui a esse sucesso da vaquejada de Serrinha?

Vardinho Serra – Tudo. Você ser honesto. Porque graças a Deus tudo que colocamos, pelo fato de no inicio ter sido um sofrimento para fazer, quando colocava-se uma premiação e as vezes não dava para cobrir e ter-se-ia que honrar o que está em cartaz. A credibilidade muito grande, não é só na vaquejada. Em qualquer comércio, empresa, se você for um cara honesto, você cresce.

Serrinha é uma cidade muito agitada, tem aquela velha história de ter mulheres bonitas. E você trazendo as melhores bandas, então, hoje qual é o vaqueiro do Brasil, que não quer corre aqui na vaquejada em Serrinha. Tudo isso ajuda. E a gente trata o vaqueiro muito bem. Muitas vaquejadas do Brasil todo, 99% não dá acesso ao vaqueiro à área de show. Aqui a gente permite que o vaqueiro tenha liberdade de assistir aos shows.

Outra coisa, a gente trata o policiamento bem, na realidade a justiça bem, nós damos acesso livre ao parque. E tudo isso vai crescendo aos poucos e você vai ajudando. É daí que vem o crescimento.

JGB – Recentemente aconteceu a Festa da Rainha. Evento que escolhe a rainha, as princesas e também o peão da vaquejada em Serrinha. Quais são os critérios para realizar essa escolha?

Vardinho Serra – Na realidade a Festa da Rainha começou junto com a Vaquejada. Os critérios é aquela história, não sou eu é a Mira, a gente convida as 10 meninas mais bonitas da cidade. Convida mais de 30, mas sempre acaba em 10. Na realidade, na escolha a gente coloca os jurados de outras cidades, e todos de tradição, de nome. Porque é aquela história, quando disputam 10 tem que ganhar uma. E quando nove perdem, acham que existiu alguma falcatrua, o que não existe.

A gente não tem nenhum interesse. O mesário aqui na escolha há 15 anos, por exemplo, era o juiz da cidade, que era o Dr. Edvaldo Jatobá, como ele faleceu no ano passado, nós colocamos o delegado regional de 22 cidades. São pessoas que representam jornal, emissora de televisão, representantes de empresas, com a BEVER, que nos patrocina. Então, a gente coloca pessoas honestas. Agora a que ganha é aquela que se veste melhor.

As vezes existem mulheres muito bonitas, mas quando chegam no palco, tremem, se vestem mal, como o jurado não conhece ninguém, dá preferência a quem desfila mais bonito. O critério é esse, a gente coloca pessoas de responsabilidade. Agora quando desfila 10, nove tem que perder. E essas nove não se conformam. Não podem ganhar as 10. É a mesma coisa em Serrinha. Correm 1.600 duplas de vaqueiro, campeão será apenas uma.

JGB – As garotas e garotos que concorrem à escolha da rainha e do peão são apenas de Serrinha ou da região?

Vardinho Serra – Só da cidade. Só concorrem filhas e filhos da cidade.

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