Turbilhão de denúncias envolve apaniguados políticos

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Operação da Polícia Federal prende secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa – de indicação do titular da pasta, o peemedebista maranhense Pedro Novaes, amigo de José Sarney – envolvido com quadrilha que desviava recursos destinados àquele ministério por meio de emendas parlamentares.

O presidente da Câmara dos Deputados, petista Marco Maia, se diz preocupado com o “turbilhão de denúncias” no governo. Todos os brasileiros também estão perplexos com o turbilhão de denúncias. E o que é mais grave: as denúncias são verdadeiras, pois as maracutaias são comprovadas.

A verdade é que as instituições públicas federais estão tomadas por elementos inescrupulosos de indicações políticas. Este é o ônus que sofre a reputação dos órgãos públicos, cujos cargos deveriam ser exercidos apenas por funcionários concursados das carreiras técnicas. Já está passando da hora de se moralizar os serviços públicos brasileiros das garras da politicagem imoral do cabide de emprego.

Os oportunistas, filiados a políticos, sempre em busca do cabide de emprego na administração pública, têm que ser banidos e impedidos de continuarem a enxovalhar a imagem dos setores públicos. É inconcebível que senadores e deputados, ou partidos políticos, por terem dado apoio à eleição da presidente da República, se arvorem no direito de exigir recompensa de cargos públicos a seus apaniguados. Isso é uma tremenda imoralidade de troca de favores e sem amparo legal.

Recentemente, o Ministério dos Transportes e órgãos subordinados foram palco de imoralidade pública, envolvendo elementos de indicações políticas do Partido da República (PR), que atuavam como servidores naquela pasta, de forma capciosa para tirar vantagem pecuniária, o que obrigou a presidente Dilma a interromper as irregularidades com vassourada em sua cúpula diretiva e auxiliares corruptos.

Há poucos dias foram divulgadas irregularidades no Ministério da Agricultura, agora são denúncias no Ministério do Turismo. Está tudo contaminado. Em ambos os casos os envolvidos são de indicação política do PMDB e do PT.

A política representativa deveria se preocupar apenas com os trabalhos do Legislativo. Os partidos políticos não têm respaldo constitucional para exigir do chefe do Executivo a repartição dos cargos públicos. Isso é uma situação viciada e imoral que já acompanha a nossa política, que deveria ser interrompida. Hoje, assistimos à reação espumante do PR, na pessoa de seu presidente, Alfredo Nascimento, que era o titular do Ministério dos Transportes e não combateu as irregularidades daquela pasta, ao exigir respeito com o seu partido e cargo no governo, por ter dado apoio à eleição da presidente da República. Essa cobrança imoral e fisiológica, imposta ao chefe do Executivo, de ter de repartir cargos, no governo, com os partidos políticos que lhe deram sustentação à eleição tem que ter um fim. Pois os resultados negativos estão aí escancarados. Os partidos políticos brasileiros têm que crescer moralmente diante da sociedade, que não aceita essa pouca-vergonha por que passa o Congresso Nacional.

Da mesma forma que os partidos políticos não deveriam exigir cargos no governo, o chefe do Executivo não deveria convocar para seus ministérios ou secretarias políticos em desempenho de mandato, pois isso constitui desvio de função legislativa (estelionato eleitoral), não obstante seja um procedimento constitucional, que mereceria ser alterado. Por outro lado os incidentes com figuras políticas, no governo, ou de indicação, recomendam que os ministérios, secretarias etc. sejam exercidos por cidadãos de renomados conhecimentos das áreas, sem relacionamento político.

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