Presidente Dilma Rousseff sugere medidas de combate à pobreza como forma de proteger país dos impactos da crise

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (18) que a melhor forma de o Brasil se proteger dos impactos da crise econômica mundial é combater a miséria. Segundo ela, adotando medidas de combate à pobreza o país se fortalece internamente e prepara-se para o enfrentamento de turbulências internacionais.

“O Brasil já mostrou que a melhor forma de combater e de se proteger da crise é combatendo a crise mais crônica e permanente da história humana, que é a pobreza”, disse a presidenta. “É criar um mercado interno forte para enfrentar as turbulências monetárias e financeiras que podem nos atingir.”

Dilma anunciou hoje, em São Paulo, as ações do Plano Brasil sem Miséria para o Sudeste, em cerimônia que teve a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, de Minas Gerais, Antonio Anastasia, do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Renato Casagrande.

Em discurso, Dilma ressaltou a importância do programa para o desenvolvimento econômico do país e destacou a existência de uma série de programas paralelos que também são importantes para economia. Um deles é o Brasil Maior, que busca fortalecer a indústria nacional e será decisivo para a criação de empregos de qualidade, disse a presidenta..

“Não queremos salários de países pobres, só tendo economia de serviços. Precisamos da nossa indústria e vamos incentivá-la e favorecê-la”, acrescentou.

Dilma lança Brasil sem Miséria para a Região Sudeste

A presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje (18) as ações do Plano Brasil sem Miséria para a Região Sudeste. As medidas visam a retirar da situação de extrema pobreza 2,7 milhões de habitantes do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Em cerimônia realizada na capital paulista, a presidenta assinou convênios com os governadores dos quatro estados: Antonio Anastasia (MG), Geraldo Alckmin (SP), Renato Casagrande (ES) e Sérgio Cabral (RJ). Eles se comprometeram a colaborar com a iniciativa federal, lançada em julho e voltada a atender cidadãos que têm renda mensal inferior a R$ 70.

“Homens, e agora mulheres, estão determinados a combater a pobreza extrema no nosso país”, disse a presidenta, em discurso. “O país precisa ter a coragem de combater o que é preciso. Miséria ainda é o nosso principal problema e o nosso principal desafio.”

Em São Paulo, o governo estadual e o governo federal vão integrar seus programa de renda mínima. Com um único cartão, famílias que se enquadrem nos critérios poderão receber benefícios do Bolsa Família e do Renda Cidadã (programa paulista).

O Renda Cidadã paga benefícios de até R$ 80 por mês a 161 mil famílias do estado de São Paulo. Segundo o governo paulista, com a parceria, 300 mil famílias passarão a receber algum tipo de auxílio. Ao todo, cerca de 1 milhão de pessoas serão beneficiadas.

“Ultrapassamos um período de disputas para unir esforço em prol dos que mais precisam”, disse o governador Geraldo Alckmin, ressaltando que a parceria entre os governos é um “marco” para o país.

Esse tipo de complementação já existe no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. O governador fluminense, Sérgio Cabral, informou que o programa de renda mínima do estado vai beneficiar até o fim deste ano cerca de 300 mil famílias. “Os estados devem assumir o protagonismo que lhes cabe no combate à extrema pobreza”, disse ele.

O Plano Brasil sem Miséria, no Sudeste, prevê ainda a expansão da rede de ensino técnico, além da instalação de unidades básicas de saúde e centros de assistência social. Prevê também medidas de incentivo à agricultura familiar na região.

Nesta quinta-feira, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, assinou acordo com representantes da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) dos quatro estados do Sudeste para a compra de produtos de agricultores familiares.

“O Brasil sem Miséria é compromisso do governo, mas é também da sociedade”, afirmou a ministra, em discurso. “Os empresários estão atendendo ao nosso chamamento”

Campello também assinou acordo com a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) para que auxiliem no cadastro de famílias no Brasil sem Miséria. “Das 800 mil famílias que ainda devem ser incluídas no Bolsa Família, metade está no Sudeste”, explicou. “Vamos juntar forças e integrar todas essas famílias.”

*Com informações: Agência Brasil

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