Presidente Dilma Rousseff comenta sobre universidades e escolas técnicas federais, eleições na Argentina, veto a aposentaria e pesquisa

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Dilma: “estamos fazendo pela educação o que não foi feito nos últimos 100 anos”

Na solenidade onde anunciou a criação de universidades e institutos federais de educação, hoje (16), a presidenta Dilma Rousseff disse que, se o Brasil tivesse investido mais em educação, teria dado o passo necessário para o pleno desenvolvimento econômico. “Estamos fazendo em poucos anos o que não foi feito nos últimos 100 anos. Se o Brasil tivesse apostado em educação de forma maciça, inclusiva e sistemática, teríamos dado, muitos anos antes, os passos necessários para que nosso país tivesse o pleno uso dos seus potenciais econômicos e, sobretudo, para que nossa população tivesse acesso a um padrão de conhecimento e, portanto, um padrão de vida mais elevado”.

Sobre os investimentos anunciados hoje em educação superior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou que o gasto para a implantação de cada instituto federal é R$ 7 milhões, enquanto um campusuniversitário custa entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. “Fizemos questão de só fazer essa solenidade quando tivéssemos, da área econômica, o aval para a contratação dos profissionais necessários para essa expansão”, disse ele.

Na cerimônia, prefeitos de 120 municípios assinaram um compromisso com o governo federal de oferecer terrenos para a instalação de institutos federais nas cidades que administram. A essas unidades de educação profissional se somam 88 que estão em construção, com término previsto para o fim de 2012.

Dilma telefona para cumprimentar Cristina Kirchner por resultado das eleições primárias

A presidenta Dilma Rousseff telefonou hoje (16) para a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, para parabenizá-la pelos resultados das eleições primárias de anteontem (14). Pelos resultados, Cristina sai na frente na disputa eleitoral, na qual concorrerá com mais três adversários. A conversa foi confirmada pelo porta-voz do governo argentino, Alfredo Scoccimarro.

“Parabéns, Cristina. Fiquei muito feliz quando vi os resultados”, disse Dilma à chefe do governo argentino, segundo relato do porta-voz Scoccimarro. A presidenta brasileira se referiu aos mais de 50% de votos obtidos por Cristina Kirchner na disputa do último domigo (14) com nove candidatos.

De acordo com Scoccimarro, Cristina disse a Dilma que ambas vão “continuar trabalhando juntas para o crescimento dos dois países e da região”. Cristina pretende propor a Dilma que ambas definam ações comuns para proteção da economia internacional.

A ideia, segundo Cristina, é que, durante as discussões da Cúpula do G20, a Argentina e o Brasil proponham medidas para reduzir os impactos da crise financeira mundial. O G20, grupo formado pelas maiores economias do mundo, se reunirá em novembro, na França.

Em 23 de outubro, Cristina enfrentará Ricardo Alfonsín, da Unión Cívica Radical, o ex-presidente Eduardo Duhalde, do Partido Justicialista, e Hermes Binner, do Partido Socialista – os três ficaram tecnicamente empatados no segundo lugar nas eleições primárias.

Pela legislação argentina, é considerado vitorioso aquele que conquistar 45% dos votos válidos ou 40% deste total, desde que ocorra uma diferença mínima de 10% em relação ao segundo colocado na corrida presidencial. O segundo turno está marcado para 10 de dezembro.

Veto de Dilma a ganhos reais de aposentados em 2012 divide base governista no Senado

O veto da presidenta Dilma Rousseff ao dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que garantia ganhos reais aos aposentados, em 2012, foi considerado um “grave erro político” e “desnecessário” pelo senador petista Paulo Paim (RS). Já o líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR), defendeu o veto como uma das formas de enfrentar os reflexos da crise econômica mundial.

“Foi um erro político esse veto, porque o que diz ali [na LDO] é o que foi acertado entre a totalidade da base do governo e a oposição, que, simplesmente, haveria a reposição”, disse Paim à Agência Brasil. “Vetar uma matéria em negociação e que não fixa percentuais, é um equívoco político e, no meu entendimento, desnecessário.”

Ao defender o veto, o líder do governo ressaltou que o momento é de responsabilidade no gasto público. “Os cortes no Orçamento foram feitos exatamente porque é preciso, neste momento de crise internacional, ter responsabilidade fiscal. O governo não vai poder gastar mais do que vai arrecadar e é preciso ter muita responsabilidade neste momento. Portanto, o governo agiu corretamente ao fazer os cortes na LDO”, disse Jucá.

Para tentar garantir o pagamento dos ganhos reais aos aposentados, Paim pretende apresentar uma emenda ao Orçamento Geral da União, em tramitação no Congresso. “Foi um erro de quem a orientou [a vetar]. Causou um estrago desnecessário e não vai parar a discussão em torno do pagamento do ganho real aos aposentados. Vamos apresentar uma emenda ao Orçamento e essas mobilizações que estão sendo marcadas vão culminar em uma grande pressão sobre o Congresso.”

Apesar de elogiar os vetos na LDO para conter os gastos públicos, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) acha que será difícil explicá-los à opinião pública. “Os cortes realmente são necessários neste momento. Mas reconheço que vai ser difícil para o governo separar uma coisa da outra na cabeça do cidadão.”

Pesquisa mostra que saúde e segurança são os setores mais mal avaliados do governo Dilma

Em uma escala de 0 a 10, a nota média para a rede pública de saúde e para a segurança pública foi a mesma: 4,5. A escola pública e o transporte receberam as notas mais altas, respectivamente 5,9 e 5,4. As estradas brasileiras receberam nota 4,8.

Para o presidente da seção de Transportes de Cargas da CNT, Flávio Benatti, os resultados indicam que o governo da presidenta Dilma Rousseff precisa priorizar as ações na área da infraestrutura. “Se o governo não tomar para si a necessidade de investimento maciço em bens e serviços, vamos ter problemas”, disse ele ao apresentar hoje (16) os resultados da pesquisa.

De acordo com a pesquisa, em uma base de 0 a 100, o índice de expectativa do cidadão com o governo Dilma é 72,16. O índice é uma ponderação entre as variáveis emprego, renda, saúde, educação e segurança pública para o próximo semestre. Já o índice de avaliação do governo ficou em 49,17, formado pela ponderação das mesmas variáveis para os últimos seis meses. A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, de 7 a 12 de agosto.

Avaliação negativa de ministros de governo Dilma cresce

A avaliação negativa dos ministros da presidenta Dilma Rousseff cresceu. É o que revela a pesquisa de opinião da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e do Instituto Sensus, divulgada hoje (16).

Em agosto deste ano, somente 3,7% dos entrevistados consideram o desempenho de ministros e ministérios como ótimo, contra 16,6% em dezembro do ano passado. O número de pessoas que responderam ao item como “bom” caiu de 28,9% em dezembro, para 20,7% em agosto. As avaliações negativas subiram. O percentual de entrevistados que qualificam o trabalho dos ministros como “ruim” passou de 3,9% para 13%. Já a opção “péssimo”, subiu de 3,1% para 10,6%.

A pesquisa também procurou saber se a população tem conhecimento sobre as denúncias de corrupção e as demissões no Ministério dos Transportes feitas pela presidenta. Do total de entrevistados, 65,7% responderam que têm conhecimento das denúncias e 32,1% disseram que não têm acompanhado ou sequer ouviram falar, índice considerado alto pelos pesquisadores.

Dos entrevistados que têm acompanhado as denúncias, 79,2% aprovam as medidas adotadas pela presidenta e 13,6% desaprovam. No entanto, 62,9% acham que a crise nos transportes afeta a imagem de Dilma Rousseff e 25,7% acreditam que o episódio não traz danos à imagem. De acordo com a pesquisa, para 66,3% desses entrevistados, a crise ainda não foi solucionada e 11,7% acham que está resolvida.

Apesar da avaliação ruim dos ministros, a maioria dos entrevistados aprova o desempenho de Dilma Rousseff. Segundo a pesquisa, 70,2% aprovam o desempenho pessoal da presidenta, contra 21,1% que desaprovam.

“O ministério está aquém do desempenho da presidenta Dilma Rousseff”, disse Ricardo Guedes, do Instituto Sensus.

A pesquisa aponta ainda que 45,4% dos entrevistados consideram o governo Dilma pior do que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 38,1% avaliam como igual e 11,5%, como melhor.

A pesquisa CNT/Sensus ouviu 2 mil pessoas em 136 municípios, em 24 estados, no período de 7 a 12 de agosto. A margem de erro da pesquisa é 2,2 pontos percentuais.

Avaliação positiva do governo Dilma chega a 49,2%, aponta pesquisa CNT/Sensus

O governo da presidenta Dilma Rousseff é avaliado de forma positiva por 49,2% e negativa por 9,3% dos brasileiros. Os dados são da pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feita pelo Instituto Sensus, divulgada hoje (16). Segundo a pesquisa, a avaliação regular do governo da presidenta é de 37,1%.

Quanto ao desempenho da presidenta, 70,2% dos entrevistados aprovam e 21,1% desaprovam. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas, em 136 municípios, de 24 estados, de 7 a 12 de agosto deste ano.

Essa é a primeira avaliação CNT/Sensus sobre o governo Dilma e, de acordo com os pesquisadores, na comparação com a pesquisa feita em agosto de 2003, durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os índices são semelhantes. À época, 48,3% dos entrevistados avaliavam o governo como positivo e 10% como negativo. Em relação ao desempenho do ex-presidente Lula, 76,7% aprovavam e 16,2% desaprovavam.

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