Operação Voucher: foto de Colbert Martins Filho sendo identificado como preso circulam na imprensa e presidente Rousseff pede providências

Fotos de seis presos na Operação Voucher, realizada pela Polícia Federal no Ministério do Turismo, vazaram e foram publicadas na capa desta sexta-feira (12) do jornal A Gazeta, de Macapá (AM). (Foto: Iapen/Divulgação)Fotos de seis presos na Operação Voucher, realizada pela Polícia Federal no Ministério do Turismo, vazaram e foram publicadas na capa desta sexta-feira (12) do jornal A Gazeta, de Macapá (AM). (Foto: Iapen/Divulgação)
Fotos de seis presos na Operação Voucher, realizada pela Polícia Federal no Ministério do Turismo, vazaram e foram publicadas na capa desta sexta-feira (12) do jornal A Gazeta, de Macapá (AM). (Foto: Iapen/Divulgação)

Fotos de seis presos na Operação Voucher, realizada pela Polícia Federal no Ministério do Turismo, vazaram e foram publicadas na capa desta sexta-feira (12) do jornal A Gazeta, de Macapá (AM). (Foto: Iapen/Divulgação)

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, entrou em contato ontem (12/13/2011) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluzo, solicitando que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure o vazamento das fotos de seis presos durante a Operação Voucher.

Nas fotos, os suspeitos aparecem sem camisa, segurando uma placa de identificação. Além do secretario executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa e Silva, há imagens do secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins; do advogado Jorge Kengo Fukuda, um dos diretores do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

O ministro solicitou que o CNJ tome as providências necessárias durante a apuração do vazamento, uma vez que as fotos foram feitas no Instituto Penitenciário do Amapá, em Macapá, que é estadual.

A Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. A operação contou com a participação de 200 policiais federais. Foram expedidos 38 pedidos de prisão, porém duas pessoas continuam foragidas.

Dos 36 detidos em São Paulo, Brasília e no Amapá, na última terça-feira (9), 18 já haviam sido libertados na quarta-feira (10). Hoje, a Justiça concedeu habeas corpus para cinco suspeitos, incluindo o número dois do Turismo, Frederico Costa e Silva.

A investigação sobre o esquema de corrupção de verbas do Ministério do Turismo começou em abril, depois que um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Ibrasi. O valor do convênio fraudado é R$ 4,4 milhões. A PF estima que dois terços dos recursos tenham sido desviados pelo grupo.

Penitenciária do Amapá abre sindicância sobre vazamento de fotos de presos na Operação Voucher

O vazamento de imagens de detentos da Operação Voucher, da Polícia Federal, é alvo de uma sindicância no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). O comando do Iapen quer identificar os responsáveis pela divulgação de fotos de seis presos envolvidos nas investigações sobre denúncias de desvios de dinheiro do Ministério do Turismo.

A assessoria de imprensa do governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), informou que as apurações do instituto serão conduzidas de forma sigilosa e, por isso não haverá divulgação de dados. O assunto motivou uma reunião extraordinária hoje (13) de autoridades no Amapá.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu ontem (12) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluzo, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure o vazamento das fotos de seis presos durante a operação.

Nas fotos, os suspeitos aparecem sem camisa, segurando uma placa de identificação. Além do secretario executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa e Silva, há imagens do secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins; do advogado Jorge Kengo Fukuda, um dos diretores do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

A Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga as denúncias de desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. Foram expedidos 38 pedidos de prisão. Duas pessoas continuam foragidas, enquanto 36 foram presas. Nesta madrugada, 17 foram soltos, sendo que só um é mantido na prisão – Wladimir Furtado.

As investigações no Ministério do Turismo começaram há quatro meses, após uma análise feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Ibrasi. O valor do convênio fraudado é R$ 4,4 milhões.

Governo do Amapá vai apurar vazamento de fotos de presos na Operação Voucher

O Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) confirmou hoje (13) à Agência Brasil que 17 – sete mulheres e dez homens – dos 18 detidos na Operação Voucher foram liberados entre a noite de ontem e a madrugada deste sábado. O único que permanece detido é Wladimir Furtado, ex-prefeito de Ferreira Gomes (Amapá). Em média, foi cobrada de cada um dos detentos fiança de R$ 110 mil (20 salários mínimos).

Na relação dos liberados estavam o secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva Costa, o ex-secretário executivo Mário Moysés e o secretário nacional de Programas e Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins Filho.

A Operação Voucher, comandada pela Polícia Federal, investiga o esquema de corrupção no Ministério do Turismo. As apurações começaram há quatro meses a partir de um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) que identificou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e a organização não governamental Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

As investigações partiram de um convênio com sinais de fraude, envolvendo R$ 4,4 milhões. Pelas apurações preliminares, os policiais calculam que dois terços dos recursos foram desviados pelo esquema de corrupção.

No último dia 9, a Operação Voucher expediu 36 mandados de prisões preventivas e temporárias. Os envolvidos foram levados para a Penitenciária de Macapá. Ontem, algumas imagens dos detidos foram publicadas na imprensa, como a de Colbert sem camisa e com a placa de identificação.

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), por meio de comunicado, repudiou o que chamou de “vazamento de fotos”. “A respeito do vazamento de fotos dos detidos na Operação Voucher da Polícia Federal, supostamente feitas nas dependências do Instituto de Administração Penitenciária, em Macapá, o governo do estado esclarece que é política [do governo] assegurar a dignidade do preso em todas as unidades distribuídas pelo estado.”

A nota acrescenta que “o governo do Amapá irá apurar a verdade; o Iapen já instaurou sindicância para estabelecer as responsabilidades e, caso comprovadas as acusações, punir os culpados”.

Nota divulgada pelo governo do Amapá

“Nota à Imprensa

A respeito do vazamento de fotos dos detidos na Operação Voucher da Polícia Federal, supostamente feitas nas dependências do Instituto de Administração Penitenciária (IAPEN), em Macapá, o Governo do Estado do Amapá esclarece:

– É política do Governo assegurar a dignidade do preso em todas as unidades distribuídas pelo estado;

– O Governo do Amapá irá apurar a verdade; o IAPEN já instaurou sindicância para estabelecer as responsabilidades e, caso comprovadas as acusações, punir os culpados.

Macapá, 13 de agosto de 2011

Governo do Estado do Amapá”

Deputada citada por acusados da Operação Voucher nega envolvimento e coloca sigilo bancário, fiscal e telefônico à disposição

A deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) disse hoje (12), por meio de nota, que o seu sigilo bancário, fiscal e telefônico estão à disposição da sociedade. A parlamentar tomou esta decisão, depois que teve o seu nome envolvido no esquema de devio de recursos públicos do Ministério do Turismo.

Ao menos três das 36 pessoas presas por envolvimento com o esquema investigado pela Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal (PF), na terça-feira (9), mencionaram a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) como beneficiária do esquema de desvio de recursos públicos destinados à ações de qualificação profissional no Amapá.

Autora da emenda parlamentar que destinou os R$ 4 milhões com que o Ministério do Turismo firmou o convênio com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) investigado pela PF e que motivou a Operação Voucher, a deputada Fátima Pelaes nega o envolvimento.

Um dos presos que envolveu o nome da parlamentar como beneficiária do esquema ao prestar depoimento à Polícia Federal, em Brasília, foi Errolflyn de Souza Paixão, dirigente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e vice-presidente do PT no Amapá.

Paixão é um dos fundadores da Cooperativa de Negócios e Consultoria Turística (Conectur), empresa que, segundo as investigações preliminares, foi contratada pelo Ibrasi por R$ 250 mil para elaborar um diagnóstico dos profissionais de turismo no estado, serviço que, segundo as investigações, não foi executado, embora tenha recebido antecipadamente.

Mesmo garantindo estar afastado da Conectur desde 2006, por desentendimentos com Wladimir Furtado, ex-prefeito de Ferreira Gomes (AP) e sócio-fundador da cooperativa, Paixão declarou que Furtado teria lhe contado que a deputada estava prestes a apresentar a emenda parlamentar destinando recursos para a execução do convênio do Ministério do Turismo com o Ibrasi. A cópia do depoimento,  não esclarece a data quando o diálogo ocorreu, mas, segundo o depoente, na ocasião, Furtado falou em recursos públicos da ordem de R$ 2 milhões.

Paixão disse ainda ter estranhado o valor, considerado alto, já que, para ele, a cooperativa não tinha estrutura para assumir contratos de tal monta. Furtado, então, disse-lhe que parte do dinheiro seria devolvido à deputada.

Paixão declarou desconhecer a razão pela qual Fátima Pelaes indicou o Ibrasi para a execução do convênio com o ministério, mas sugeriu que a indicação da Conectur deve-se ao fato de a deputada e Furtado serem próximos.

Na nota, a deputada garante que Furtado não faz parte de seu grupo político. “Prova disso é sua esposa, Ley Furtado, foi candidata a deputada federal pelo PTC nas últimas eleições”, destaca a parlamentar, repudiando as acusações de outros dirigentes da Conectur ouvidos pela PF, e classificando como levianas as declarações de Paixão.

“Se é verdade que Wladimir lhe disse mesmo isso, porque Errolflyn [Paixão] não denunciou na época?. Se alguém fica sabendo de algo tão grave assim e não faz nada, no mínimo é conivente”, disse Fátima Pelaes. “Meu sigilo bancário, fiscal e telefônico estão à disposição”, completou a deputada.

Com R$ 109 mil de fiança, justiça manda soltar secretário executivo do Ministério do Turismo

O juiz federal Guilherme Mendonça, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), concedeu hoje (12) habeas corpus ao secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa e Silva. Para ser solto ele deve pagar fiança de 200 salários mínimos, o equivalente a R$ 109 mil.

Dos 36 detidos em São Paulo, Brasília e no Amapá, na última terça-feira (9), 18 já haviam sido libertados na quarta-feira (10). Hoje outras quatro pessoas presas preventivamente receberam habeas corpus. Entre eles estão o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins e o advogado Jorge Kengo Fukuda, um dos diretores do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

Os outros dois suspeitos que obtiveram o habeas corpus, e que deverão ser soltos nas próximas horas, são Dalmo Antônio Tavares de Queiroz, coordenador de projetos da Fundação Universa, e Gláucia de Fátima Matos, servidora do Ministério do Turismo.

A Operação Voucher, deflagrada pela Polícia Federal (PF), investiga o desvio de recursos públicos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. A operação contou com a participação de 200 policiais federais. Foram expedidos 38 pedidos de prisão, porém duas pessoas continuam foragidas.

A investigação sobre o esquema de corrupção de verbas do Ministério do Turismo começou em abril, depois que um levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou irregularidades no contrato firmado entre o ministério e o Ibrasi. O valor do convênio fraudado é de R$ 4,4 milhões. A PF estima que dois terços dos recursos tenham sido desviados pelo grupo.

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