Médico e deputado,Targino Machado critica possíveis mudanças no PLANSERV, enquanto Alan Sanches diz que projeto precisa ser melhor interpretado

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O deputado estadual Targino Machado, líder do bloco parlamentar PSC/PTN na Assembleia Legislativa da Bahia, criticou nesta tarde de segunda-feira o projeto do governo estadual que tem como objetivo realizar mudanças no Planserv, assistência à saúde dos servidores públicos estaduais. A ideia do governador Jaques Wagner é limitar procedimentos médicos e reajustar valores da tabela do plano.

Segundo Targino, o governador está passando dos limites. “Votei em Jaques Wagner, mas ele se confundiu. Ele foi eleito para governador e não para Deus. Ele está pensando que é Deus para limitar as diarréias, hipoglicemia ou hiperglicemia dos servidores, definindo e decidindo, por decreto, quantos episódios dolorosos terão os portadores de cálculos renais. Agora é o governador Jaques Wagner que vai disciplinar isso. O absurdo é tão grande que o cidadão terá limites nos exames simples”, criticou.

O parlamentar aproveitou a oportunidade para pedir que o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, intervenha nesse assunto. “Uns veneram Deus, outros odeiam e eu gostaria de saber como os funcionários públicos vão respeitar esse Deus. A classe política deveria ter por obrigação se filar ao Planserv para acabar com essa pouca vergonha do governo estadual. Só desta forma se acabaria com isso. Gostaria de pedir ao deputado Marcelo Nilo, presidente Casa, que intervenha nisso”, concluiu.

Alan Sanches diz que projeto do PLANSERV precisa ser melhor interpretado 

Em meio à polêmica em torno do projeto do governo em tramitação na Assembléia Legislativa que institui alterações no Planserv, limitando procedimentos médicos, o deputado estadual, Alan Sanches (PMDB), em discurso no plenário nesta segunda-feira (21), destacou que, embora não defenda mudanças tão radicais, é preciso haver uma melhor interpretação da real proposta. Segundo o deputado, a meta não é limitar, barrar o atendimento, mas sim implementar o sistema de co-participação e, consequentemente, burlar os excessos que contribuem para elevar a crise na saúde.

“Como médico, sou contra a qualquer limitação na saúde, mas já que o executivo estadual não tem como manter um serviço de excelência, que se busque uma alternativa para que não aconteça o mesmo que ocorre no IPS (Instituto de Previdência Social que atende ao servidor municipal), onde nada é cobrado, no entanto a rede de credenciados é praticamente zero e os servidores na prática acabam ficando descobertos”, destacou o deputado.

Para Alan Sanches, o ideal seria ampliar para de 6 para 12 o número de consultas ao ano, de 5 para 10 o acesso a emergência e de 10 para 25o número de exames. “Daí sim, quando o servidor ultrapassar esse número, paga a quantia de R$ 6. Mas, isso não significa que deixarão de ser atendidos. Também defendo que em patologias como diabetes e cardiologia não aja limitações, pois de um modo geral os pacientes precisam de uma acompanhamento mais de perto”, ponderou.

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