Greenpeace protesta contra exploração de petróleo no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos

Vista aérea do Arquipélago dos Abrolhos (Parque Nacional de Abrolhos), Sul da Bahia
Vista aérea do Arquipélago dos Abrolhos (Parque Nacional de Abrolhos), Sul da Bahia
Vista aérea do Arquipélago dos Abrolhos (Parque Nacional de Abrolhos), Sul da Bahia
Vista aérea do Arquipélago dos Abrolhos (Parque Nacional de Abrolhos), Sul da Bahia

Vestidos de baleias e com máscaras do empresário Eike Batista, ativistas do Greenpeace, ocuparam na manhã de hoje a sede do grupo EBX, do qual Eike é presidente, localizada na esquina das ruas do Passeio e Senador Dantas, no centro do Rio. Os manifestantes querem uma resposta da empresa com relação à suspensão da exploração de gás e petróleo nos arredores do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no litoral da Bahia.

De acordo com a coordenadora da campanha Clima e Energia, do Greeanpeace, Leandra Gonçalves, a ideia da fantasia é mostrar que as dez empresas nacionais e estrangeiras envolvidas na exploração de petróleo estão ameaçando a população de cerca de 10 mil baleias jubartes que se reproduzem na região.”A montagem da atividade, da ação direta não violenta, foi fazer uma alusão a quem de fato pode estar causando algum dano, alguma ameaça para esses animais”.

Ainda segundo Leandra, foram enviadas cartas às dez empresas proprietárias de blocos na região no dia 26 de julho, mas as de Eike Batista e sua sócia, a petroleira Perenco, não deram resposta. ”No dia 5 de agosto, mais de 13 mil ativistas enviaram cartas as essas empresas exigindo apoio a essa moratória e devolução dos blocos de exploração nessa área e também não houve nenhuma resposta”.

Para o diretor de segurança corporativa da EBX, André Aldgeire, a empresa está aberta ao diálogo, desde que seja de forma pacífica e legal. “Nós sempre cedemos para diálogos, mas não na pressão. Na pressão é um negócio complicado”.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9293 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).