Entrevista: Prefeito de Santo Estevão, Rogério Costa, revela que aproximação com o PT e Rui Costa partiu da orientação de Orlando Santiago

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Rogério Costa: Eu estou com Rui Costa, que é um aliado em defesa dos interesses de Santo Estevão. Que tem muito correspondido as nossas expectativas em questões políticas e trazendo recursos para o município.
Rogério Costa: Eu estou com Rui Costa, que é um aliado em defesa dos interesses de Santo Estevão. Que tem muito correspondido as nossas expectativas em questões políticas e trazendo recursos para o município.
Rogério Costa: Eu estou com Rui Costa, que é um aliado em defesa dos interesses de Santo Estevão. Que tem muito correspondido as nossas expectativas em questões políticas e trazendo recursos para o município.
Rogério Costa: Eu estou com Rui Costa, que é um aliado em defesa dos interesses de Santo Estevão. Que tem muito correspondido as nossas expectativas em questões políticas e trazendo recursos para o município.

Em entrevista exclusiva a Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia (JGB), o prefeito de Santo Estevão, Rogério Costa, revela que foi orientado por Orlando Santigo, ex-prefeito do município a buscar uma aproximação com o governo do estado, e que foi o próprio Orlando que apresentou o deputado federal petista Rui Costa para que o apoiasse:

“Mesmo porque, ele [Orlando Santiago] sinalizou que eu deveria fazer um projeto político aliado ao governo do estado, e foi esse projeto político que desenvolvi. Foi ele que orientou e disse os candidatos que deveríamos apoiar. Foi ele próprio que me levou ao deputado Rui Costa, pois naquele momento ele [Orlando] estava encerrando a carreira política, que não queria ser mais candidato em Santo Estevão, que já estava satisfeito com a sua contribuição.”

Confira a entrevista reveladora de um gestor público municipal que não tergiversa ao responder delicadas questões sobre: filiação ao PT, rompimento com Orlando Santigo, apoio a Rui Costa, Geração de emprego, redes sociais, bolsa família municipal, mudança de partido, alinhamento político com Wagner e Dilma e reeleição.

Jornal Grande Bahia – Prefeito Rogério Costa, 32 meses de gestão. O que foi possível avançar?

Rogério Costa – Nós avançamos muito. Em especial na área social. Estamos fazendo um esforço muito grande para superar os desafios. Tivemos as dificuldades que todos os municípios encontraram em 2009, com aquela crise, que se abateu. Mas obtivemos resultados positivos, mantendo o município dentro de um padrão de desenvolvimento, e buscando acima de tudo, coloca-lo em seu devido espaço, dentro da microrregião. Santo Estevão hoje tem tido muito investimentos, e acima de tudo muita determinação para construir o máximo possível nesse tempo de governo.

JGB – Com relação à geração de emprego. É uma questão que acredito ser muito importante aqui em Santo Estevão. O senhor tem conseguido atrair empresas para o município?

Rogério Costa – A gente tem feito esse esforço. Santo Estevão, neste últimos três meses, tem obtido altos índices de emprego com carteira assinada, conforme notícia o CAGED. O próprio comércio vem se desenvolvendo e diversas empresas vêm se instalando.

É uma cidade que sinaliza um desenvolvimento. A Caixa Econômica Federal está se instalando e vamos continuar buscando com o governo do estado uma parceria para implantar empresas que muitas vezes estão ficando em Feira de Santana, e pela distancia de 40 quilômetros pode muito bem ser instalado aqui em Santo Estevão, e oportunizar emprego não só para Santo Estevão, mas como para toda a microrregião.

JGB – Sua administração ingressa nas redes sociais da Internet. De que forma o senhor acredita que isso é importante para o cidadão de Santo Estevão?

Rogério Costa – Hoje é uma ferramenta instantânea, onde a gente pode se comunicar, ouvindo e informando. E administração é transparência, informação.

JGB – O senhor também está apresentando o Programa Bolsa Família Municipal. O que determinou a criação do Bolsa Família Municipal, e como irá funcionar esse programa,  quais serão os critérios objetivos?

Rogério Costa – Sou conhecedor dessas questões sociais no município, até mesmo porque eu acompanhei a implantação do Bolsa Família Federal. Nós detectamos que muitas famílias ficam de fora do Bolsa Família Federal, mesmo estando em uma situação de vulnerabilidade. Entretanto, e foi até uma promessa de campanha, nós identificamos essas famílias, criamos uma Lei, mandando para a câmara, dando as condicionalidades. E a gente visa não somente essa questão do bolsa família, de transferência de renda, mas a cima de tudo, com esses dados, pretendemos criar programas para emancipar essas famílias, melhorando a sua qualidade de vida.

JGB – Ideologicamente o senhor fez uma mudança radical. O senhor estava filiado ao partido Democratas, pelo qual foi eleito, e ingressa no PT. Como explica esta mudança?

Rogério Costa – Eu não digo mudança radical de forma ideológica. Eu acompanhava aqui o ex-gestor, o professor Orlando Santiago. Mas eu tinha minhas convicções, mesmo porque, minhas práticas são práticas sociais, que vão na direção dos movimentos sociais da grande participação, estabelecendo prioridades para o governo.

Houve um momento de uma divergência, que é própria de todos os municípios, própria da política, e somos livres para traçar caminhos. Existiu um convite feito pelo governador [Jaques Wagner]. A partir de uma consulta feita aos nossos companheiros e ao próprio município através de reuniões, eles sinalizaram de forma positiva [para mudança de partido], e eu fiquei muito satisfeito. Estou confortável dentro da questão do partido pela acolhida e pela forma que tem trabalhado em prol deste Brasil maior.

JGB – O senhor fala do ex-prefeito Orlando Santiago. Em entrevista ao nosso Jornal ele fala que o senhor teria que pagar o preço das traições. O senhor se considera traidor do grupo ao qual fez parte?

Rogério Costa – Minha consciência me deixa tranquilo, porque pertenci a este grupo durante 30 anos, trabalhando em prol desse município. E a traição seria se o município tivesse menor, agachado por uma administração que não representasse as expectativas da sociedade. Como eu vejo o município crescendo, prosperando, não vejo motivo nenhum para ser achar que isso foi uma traição. Apenas uma divergência de caminhos, que é própria dos seres humanos, o direito de escolher rumos, e compromisso com Santo Estevão.

Mesmo porque, ele [Orlando Santiago] sinalizou que eu deveria fazer um projeto político aliado ao governo do estado, e foi esse projeto político que desenvolvi. Foi ele que orientou e disse os candidatos que deveríamos apoiar. Foi ele próprio que me levou ao deputado Rui Costa, pois naquele momento ele [Orlando] estava encerrando a carreira política, que não queria ser mais candidato em Santo Estevão, que já estava satisfeito com a sua contribuição.

Depois desse projeto todo, em 2010, existiram divergências e nós seguimos caminhos diferentes. Mas sempre dentro do respeito, da cordialidade, porque nós temos um compromisso, que é engrandecer a nossa terra.

JGB – A sua administração termina ficando alinhada com a administração do governador Wagner, e da presidente Dilma. Isso já trouxe algum reflexo concreto para o povo de Santo Estevão?

Rogério Costa – Começou num momento em que fizemos projeto. Projetos importantes de ampliação e reforma do hospital, alocando recursos na área de saúde, reforma e ampliação dos nossos PSF (Posto de Saúde da Família). Na questão da estrutura das escolas municipais. Então, em termos de resultados positivos, Sato Estevão está muito bem.

Eu sinto hoje um apoio muito grande par parte da população, por ter feito essa opção de apoiar o governador e estar aliado ao partido do presidente Lula, que muito fez por esse país.

JGB – O senhor fala do nome do deputado federal Rui Costa, que é uma liderança dentro do PT em âmbito estadual e até mesmo em âmbito nacional. E quanto a deputado estadual, quem o senhor apoia?

Rogério Costa – Eu estou com Rui Costa, que é um aliado em defesa dos interesses de Santo Estevão. Que tem muito correspondido as nossas expectativas em questões políticas e trazendo recursos para esse município.

JGB – E no âmbito estadual?

Rogério Costa – No âmbito estadual estou com o deputado Euclides Fernandes (PDT). Ele foi escolhido dentro da casa do ex-gestor [Orlando Santiago], e foi uma indicação dele. E eu tive que honrar o compromisso até o final. Euclides tem correspondido e muito os interesses de Santo Estevão, por sua forma de atender, atuar, defender as questões dos menores, das pessoas menos favorecidas. Isso tem facilitado muito o nosso diálogo, porque existe uma afinidade, porque a nossa busca é a central, o foco principal é ver o povo feliz, ver as pessoas bem, e acima de tudo livres e dignas para escrever a sua história.

JGB – Esse poder executivo, do qual o senhor é o prefeito, tem uma influência política na câmara. Com essa mudança de partido, existiu alguma mudança na composição dos vereadores? De que forma o senhor busca o crescimento do PT em Santo Estevão?

Rogério Costa – A relação com a Câmara de Vereadores, na qual fui vereador por quatro mandatos, eu mantenho a mesma posição, do diálogo, do entendimento. Uma demonstração inequívoca e independência, pois o vereador é da sociedade. O vereador tem que estar sintonizado com os anseios da população.

Os projetos que lá são encaminhados, são debatidos e verificam se verdadeiramente existe interesse da comunidade, se é consistente para melhor atender o povo. A relação com os vereadores é uma relação boa. Temos vereadores que dão apoio, temos vereadores na oposição, mas acima de tudo com uma relação democrática e compreendendo a decisão de cada um.

JGB – Como o senhor analisa o próximo processo eleitoral em que o seu nome possivelmente configura no processo de disputa?

Rogério Costa – Eu analiso com muita tranquilidade. Mesmo porque são propostas que serão apresentadas, e a sociedade de forma livre, de forma soberana, irá escolher o seu representante.

A questão da reeleição é uma situação natural, onde quem está à frente, tem o direito de disputar uma reeleição, de sonhar com uma reeleição. Se nós estamos comprometidos em continuar trabalhando pela sociedade de forma mais fraterna, justa, democrática, tendo está oportunidade, é claro que você irá sonhar e abraçar.

Mas é uma situação que a gente está discutindo muito dentro do grupo, porque não pode ser uma vontade apenas do gestor. Tem que existir consonância com o apoio do grupo, e acima de tudo uma verificação junto à sociedade, se tem uma aprovação, uma aceitação, para que a gente possa alavancar esse projeto. E a gente sente essa vontade, sente que as pessoas estão confiantes, e que há essa grande possibilidade.

O próximo pleito irá transcorrer como transcorreu sempre em todos os municípios. A disputa democrática para aquele que estiver mais bem situado na vontade popular, com certeza será o escolhido. Porque não existem essas questões que se coloca, que terá rivalidade, que terá uma disputa entre duas pessoas. Isso não existe, o que existe é disputa de projeto político daquele que melhor vai assistir os interesses públicos, o interesse da comunidade.

JGB – Qual a sua mensagem final?

Rogério Costa – Agradeço ao Jornal [Grande Bahia], essa ferramenta imprescindível na consolidação da nossa democracia. Graças a Deus estamos vivendo uma imprensa livre, soberana que está vinculando todos os fatos, todos os passos do homem público. Com certeza, a sociedade informada, irá poder ter uma consciência crítica, para que possa crescer politicamente, democraticamente, e acima de tudo crescer nossa cidadania. Com isto a imprensa tem um papel determinante na construção desse processo.

Perfil do prefeito Rogério Costa

Rogério dos Santos Costa (50 anos) é casado com Milena, e pai de Rafael. Possui graduação em Administração de Empresas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e em Agronomia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Foi vereador por quatro vezes consecutivas e atualmente ocupa o cargo de prefeito da cidade de Santo Estevão. Eleito pelo Democratas migrou para o Partido dos Trabalhadores.

Prefeito Rogério Costa é entrevistado por Carlos Augusto.
Prefeito Rogério Costa é entrevistado por Carlos Augusto.
Sobre Carlos Augusto 9649 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).