Eliana Boaventura comenta a indicação de Jairo para vice-presidência do PP em Feira e o convite para que ela se lance candidata a prefeita

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Eliana Boaventura: Não podemos impor apenas uma candidatura por impor. Mas desejamos colocar candidaturas que tenham viabilidade.
Eliana Boaventura: Não podemos impor apenas uma candidatura por impor. Mas desejamos colocar candidaturas que tenham viabilidade.

A ex-deputada Eliana Boaventura fala em entrevista exclusiva ao diretor do Jornal Grande Bahia, Carlos Augusto, sobre a indicação de Jairo Carneiro para vice-presidente do partido em Feira de Santana, das ações da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, participação da mulher na vida pública, denúncias na impressa com relação ao Ministro das Cidades Mário Negromonte e sucessão municipal em Feira de Santana. A entrevista foi concedida durante a visita da ex-deputada à Casa da Agricultura em Feira de Santana, no dia 26 de agosto.

“Seria inocência alguém pensar que um deputado iria dizer o que a Veja publicou, que foi colocar duas páginas de uma denúncia anônima. Isso não existe.”

Jornal Grande Bahia – Eliana Boaventura quais novidades tem para nos contar sobre a organização do Partido Progressista?

Eliana Boaventura – Nós estamos reestruturando o partido. O Partido cresceu, vieram agora mais 42 prefeitos para o partido. Isso foi um crescimento significativo. Nós temos um ministro, três secretarias. Eu estou na Secretaria de Desenvolvimento Regional do Governo do Estado, fazendo um trabalho ao lado de Wilson Brito, e dos companheiros do Partido Progressista e aqui em Feira de Santana, nós iremos colocar Jairo Carneiro na executiva, junto conosco, para que a gente possa crescer cada vez mais aqui em Feira de Santana.

O partido está bem estruturado. Eu quero lhe dizer que também estou muito alegre, porque na realidade eu tomei posse tem 20 dias atrás, como Mulher Progressista, Presidente Regional do Estado da Bahia. A Mulher Progressista está agora sobre o nosso comando, como o presidente regional e isso é importante para Feira de Santana, é importante para a gente que faz esse movimento de mulheres. E nós estamos fazendo com que mais mulheres possam se filiar.

Em Salvador nós estamos com Maria do Carmo, com Doutora Rute, com tantas outras mulheres. Aqui em Feira de Santana iremos nos reunir semana que vem, para fazer um encontro de mulheres, colocar uma presidente municipal, para que possa me ajudar, visto que estou na presidência estadual. E todos os outros municípios em que temos prefeito e os que não temos também, vamos colocar nossas presidentes mulheres.

Então, o partido está bem estruturado, nós estamos trabalhando cada dia mais. É um trabalho enorme que eu tenho na Secretaria de Desenvolvimento Regional. Só para lhe exemplificar, segunda-feira (29/08/2011) estarei indo a Santanópolis. Nós iremos ver um laticínio que está com problemas, pertence a uma associação comunitária. Existem 60 pessoas envolvidas nesta demanda. Convoquei a ADAB para que possamos investir e manter esse laticínio funcionando e crescendo.

Nós estamos trabalhando toda essa região aqui de Feira, não só de Feira, mas da Bahia. Amanhã (sábado 27/08/2011) eu acompanharei o governador até Andaraí, e de lá irei até Itaitê, onde iremos nos reunir com algumas associações comunitárias, para que possamos marcar efetivamente a presença da Secretaria, que é uma secretaria ligada às pessoas mais carentes, principalmente com associações e cooperativas.

Nós estamos fazendo um trabalho de inclusão produtiva, que é a chave do governo, da nossa presidente Dilma, essa inclusão que nós estamos trabalhando na secretaria, fazendo cada fez mais funcionar.

JGB – A Câmara de Vereadores de Feira de Santana, da qual a senhor fez parte no ano passado ainda tem uma presença pequena de mulheres. Como analisa esse quadro?

Eliana Boaventura – Precisamos trabalhar. Eu conversava com o nosso presidente nacional, o Francisco Dorneles, uma pessoa de grande experiência, e ele me dizia num encontro de mulheres, onde eu tomei posse como presidente estadual, que “não espere que o homem abra espaço para as mulheres, peguem as armas, lutem e tomem o espaço que é de vocês também”. Então, se a gente não se organizar, se não usar toda esperteza que a mulher tem, não consegue.

Precisamos de mulheres que se disponham a vir para a vida pública. Que as vezes compõem chapas, mas não compõem com mulheres. Que queiram realmente se candidatar, não apenas porque a Lei faz com que se tenha obrigação de colocar 30% de mulheres, mas muitas mulheres não querem entrar na política, e a gente está motivando essa mulheres, para que venham, para que divida o espaço, e para que essa sociedade seja mais justa.

Nós somos maioria, e como é que participamos da vida pública com uma parcela ínfima? Não só aqui na Câmara Municipal, como na Assembleia, no Congresso, nós não passamos de 10% em qualquer lugar, em qualquer esfera. Então, nós precisamos ocupar o nosso espaço, e é isso que nós estamos fazendo. Se não for eu, que sejam outras mulheres que ocupem o espaço, e que mostrem do que somos capazes.

JGB – Na questão nacional existe uma série de questionamentos com relação ao ministro Mário Negromonte, inclusive com denuncias na Veja, especulações de que existe uma ruptura na base de apoio à pessoa dele na Câmara Federal?

Eliana Boaventura – A questão toda não passa da regionalização. Na realidade o Ministério das Cidades sempre esteve com o pessoal do Sul, o pessoal de São Paulo, então houve realmente uma insatisfação na base do próprio partido [devido à indicação de Negromonte].

Seria inocência alguém pensar que um deputado iria dizer o que a Veja publicou, que foi colocar duas páginas de uma denúncia anônima. Isso não existe. O partido retornou a se reunir, Mário Negro Monte esteve com a presidente [Dilma Rousseff], ela conversou com ele. Entendeu perfeitamente o que está acontecendo, foi apenas uma parte do partido, e por sinal pequena, mas que não admite que o Nordeste esteja com o Ministério tão importante como o Ministério das Cidades. Que continua com o nosso Deputado Federal Mário Negromonte, que irá continuar cada vez mais fortalecendo o Nordeste e fortalecendo a Bahia.

JGB – Com relação ao processo eleitoral municipal em Feira de Santana?

Eliana Boaventura – Nós estamos ainda num processo de analisar com muito cuidado [as eleições municipais de 2012]. Os 30 maiores municípios da Bahia passarão pelo executiva estadual, em uma discussão que eles querem e nós entendemos que o partido precisa ter candidatos em todos esses municípios.

Lógico que iremos conversar, iremos vê o que é melhor. Não podemos impor apenas uma candidatura por impor. Mas desejamos colocar candidaturas que tenham viabilidade. Eu conversei a semana passada com o ministro Mário Negromonte, e ele perguntou “qual era a expectativa, se eu gostaria de sair candidata?” Eu disse para deixarmos isso para um momento mais próximo, onde iremos decidir com tranquilidade o que é melhor, se é melhor composição, se é melhor sairmos candidata.

Prioritariamente nós temos 30 municípios em que devemos contar com candidatura própria, e Feira de Santana é um desses municípios. Então, nós estamos ai para conversar, para vê o que podemos realmente analisar e fazer.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9315 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).