Corrupção no Governo Federal | PSDB vai insistir na convocação de ministros e Rossi classifica como mentiras as denúncias

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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O PSDB vai insistir na convocação de alguns ministros para prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados sobre denúncias de corrupção e irregularidades. O líder do maior partido de oposição, deputado Duarte Nogueira (SP), disse que, a partir de amanhã (2), irá apresentar requerimentos às comissões técnicas da Casa para convocação de vários ministros citados pelos veículos de comunicação.

Nogueira informou que o PSDB irá apresentar requerimentos para convocação de audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira com representantes de órgãos responsáveis pelas investigações, como Procuradoria-Geral da República, Controladoria-Geral da República, Tribunal de Contas da União e Polícia Federal. “Queremos saber como andam os trabalhos de investigação nesses órgãos e em que nível se encontram as ações e atos de fiscalização e controle em todos os escândalos que surgiram no governo”.

Segundo Nogueira, a oposição está cumprindo o papel que lhe cabe de fiscalizar os atos do governo, exigir a punição dos responsáveis pelas irregularidades e cobrar o ressarcimento do dinheiro público desviado ou mal utilizado.

“Nós, da oposição, estamos dispostos a provar tudo e apoiar incondicionalmente tudo que for de interesse do país. O país não pode parar e nós não podemos fechar os olhos e passar a mão na cabeça por tudo de errado que está acontecendo. Se a presidenta Dilma Rousseff precisar do apoio da oposição, ela vai contar, desde que seja para assuntos de interesse público”, disse Duarte Nogueira.

Rossi classifica como “mentiras” denúncias de irmão do líder do governo no Senado sobre fraude na Conab

“Mentiras deslavadas”. Assim o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, classificou hoje (1º) as denúncias feitas pelo ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Oscar Jucá Neto à Veja. Em entrevista publicada pela revista esta semana, ele disse que “a Conab é pior que o Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes]”, ao fazer uma comparação com as denúncias de corrupção no setor de transportes.

Irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá, do PMDB, o mesmo partido de Rossi, Oscar Jucá disse à Veja que lhe foram oferecidas vantagens pelo ministro para ficar quieto [sobre irregularidades na Conab]. “São elucubrações e mentiras deslavadas”, reagiu o ministro. Ele também negou que as denúncias de Oscar Jucá tenham provocado uma crise no ministério. Rossi informou ainda que enviou ofício aos líderes no PMDB no Congresso para que possa ir prestar esclarecimentos à Casa.

“Pego em um flagrante irregularidade grave e tendo sido responsabilizado por isso, ele tentou transformar um caso administrativo, em que todas as providências foram tomadas, em um grande caso político”, disse o ministro, durante coletiva de imprensa. Segundo Rossi, esse foi o único episódio em que recursos públicos da Conab foram desviados para outra finalidade e que auditorias internas e externas são feitas regularmente no órgão.

De acordo com Rossi, o ex-diretor financeiro entrou no sistema da Conab e transferiu irregularmente R$ 8 milhões para a conta de uma empresa de armazéns que está em nome de “laranjas”. Pelas normas da companhia, segundo o ministro, todo pagamento acima de R$ 50 mil deve ser encaminhado para avaliação da Advocacia-Geral da União (AGU), além da diretoria colegiada da Conab e do Ministério da Agricultura, antes de ser liberado, o que não aconteceu. A irregularidade chegou ao seu conhecimento a partir de uma denúncia de um funcionário da Conab.

Durante a coletiva, o ministro apresentou documentos que, segundo ele, provam que as acusações de Jucá Neto sobre irregularidades na Conab, na venda de um terreno leiloado por R$ 8,1 milhões e sobre uma dívida com a empresa Caramuru Alimentos no valor de R$ R$ 14,9 milhões, são infundadas.

Rossi garantiu também que não houve briga alguma, por causa do episódio, entre o vice-presidente Michel Temer – um dos principais nomes do PMDB – e o líder do governo Romero Jucá. Segundo o ministro, Jucá apenas lhe falou “que tomasse as providências que achasse conveniente e que, se possível, minimizasse os danos para o irmão dele, o que é natural”. Rossi disse que então deu a Oscar Jucá a oportunidade para que pedisse demissão.

*Com informações: Agência Brasil

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