Colbert Martins Filho pode passar até 30 dias preso na cela da PF em Macapá; Provas contra membros do Ministério do Turismo são robustas

Colbert Martins Filho pode passar até 30 dias preso na cela da PF em Macapá, diz Polícia Federal.
Colbert Martins Filho pode passar até 30 dias preso na cela da PF em Macapá, diz Polícia Federal.

A coletiva fornecida pelo diretor executivo da Polícia Federal, Paulo de Tarso Teixeira, deixa claro que as prisões preventivas decretadas durante a Operação Voucher contra: Frederico Silva da Costa, secretário executivo do Ministério do Turismo; Colbert Martins da Silva Filho, secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo e Mário Moysés, ex-presidente da Empresa Brasileira do Turismo (Embratur) são resultado de provas robustas e que os presos podem ficar por 30 dias prorrogáveis pelo tempo necessário à instrução do inquérito.

Segundo Paulo Teixeira os desvios eram feitos por empresários, funcionários do ministério, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (IBRASI) e empresas de fachada. “Os recursos eram pagos a empresas que não existiam. Elas constavam no papel, mas ao checarmos os endereços, encontramos terrenos vazios ou outros estabelecimentos”, explica.  Foram apreendidos R$ 610 mil em espécie na busca realizada em São Paulo na casa do diretor-executivo do Ibrasi.

Sobre a Operação

A Operação Voucher foi deflagrada nesta manhã (09/08/2011). Em razão de irregularidades no ministério, 33 pessoas foram presas em São Paulo, Macapá e Brasília. O inquérito corre em segredo de justiça no Amapá. Os presos ficam a disposição da justiça na carceragem da PF de Macapá.

Denominada de “Voucher” a operação faz referência a documento de compensação turística. As ações da PF tiveram início em abril de 2011, a partir de denúncia do Tribunal de Contas da União (TCU), que encontrou indícios flagrantes de fraude num convênio de R$ 4,4 milhões entre o Ministério e o Instituto Brasileiro de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), empresa sem fins lucrativos. Do total, R$ 4 milhões foram repassados pelo Ministério e o restante deveria ser contrapartida da entidade.

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9297 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).