Caixa Econômica emite nota onde classifica de oportunista e inconsequente entrevista concedida ao Jornal Grande Bahia pelo deputado Arimatéia

Entrevista com o deputado José de Arimateia Coriolano de Paiva é critica pela Caixa Econômica.
Entrevista com o deputado José de Arimateia Coriolano de Paiva é critica pela Caixa Econômica.
Entrevista com o deputado José de Arimateia Coriolano de Paiva é critica pela Caixa Econômica.
Entrevista com o deputado José de Arimateia Coriolano de Paiva é critica pela Caixa Econômica.

Em uma dura nota, a Caixa Econômica classifica como “oportunista” e “inconsequente” a entrevista concedida ao Jornal Grande Bahia, com título: Deputado José de Arimatéia promete debater, na Assembleia Legislativa da Bahia, crise da R Carvalho e diz que Caixa deve passar por sindicância.

A Caixa ainda afirma que o parlamentar desconhece em absoluto o Programa Minha Casa Minha Vida e diz que a instituição tomou tempestivamente as medidas necessárias para solucionar os problemas ocasionados em função da crise da construtora R Carvalho e consequente paralisação das obras.

A entrevista

Chamar o deputado de oportunista e inconsequente é uma atitude bem distante do que se espera de um agente financeiro, de caráter público que opera com recursos federais um programa governamental.

A Caixa foi negligente quando não tomou providências, mesmo sabendo que não apenas uma obra da Construtora R Carvalho, bem como outras estavam em atraso. Tanto naquele momento como no atual, a Caixa tinha o poder de cessar o contrato com a construtora e repassa-lo para outra empresa. Mas por que não o fez? Por que a Caixa diante das inúmeras queixas não buscou apurar o que acontecia e tomar as providências necessárias.

Se um parlamentar é oportunista ao querer aprofundar investigações sobre uma crise que atinge diretamente cerca de 20 mil pessoas, então para que serve um representante do povo? Se não para debater e cobrar dos agentes públicos e setores privados para que cumpram com as suas funções.

Criticas da impressa

O banco federal opera sobre as normas coorporativas. Estas normas dizem que em momento de crise deve a instituição pública ou privada, em caso de demanda por veículos de comunicação, promover uma entrevista coletiva e enviar notas explicativas a todos os veículos cadastrados. Mas o que se viu? O representante da Caixa vai a um programa específico prestar “esclarecimento”.

O diretor da Rádio Subaé de Feira de Santana, Pimentel, comenta sobre o assunto:

“Em pleno estado de direito, um órgão público como é a Caixa Econômica Federal se recuse a  dar informações num momento tão importante quanto este em que nós estamos vivendo diante de um problema tão grave como este em que envolve a R Carvalho. O programa procurou a Superintendência da Caixa Econômica Federal local, que alegou não ter permissão para dar qualquer entrevista. No entanto, a superintendência deu entrevista para um outro meio de comunicação, como se os ouvintes deste outro meio de comunicação fossem mais importantes. Queremos entender quais são estes critérios que faz com que a Superintendência da Caixa Econômica não nos dê informação, que o ouvinte precisa e quer. Não há nenhum aspecto sensacionalista na tentativa de se conversar. Este programa representa 70% da audiência dos rádios ligados. É esta importância que os agentes públicos precisam entender e não está sendo respeitado”.

Após criticas na imprensa local, no dia 2 de agosto é que Caixa Econômica promoveu uma entrevista coletiva com o diretor executivo de habitação, Teotônio Costa Rezende, onde afirma que as obras da R Carvalho serão finalizadas por outras construtoras baianas. Algo vago e impreciso.

Dúvidas e falta de esclarecimento

Até a presente data não foi apresentado um relatório pormenorizado demonstrando: local das obras, nome do empreendimento, quantidade de unidades, quando as obras foram iniciadas, quando deveriam ser entregues, quanto tempo existe de atraso, quantas unidades foram contratadas através da Caixa no empreendimento especifico, qual estágio atual das obras, previsão de conclusão, quanto a Caixa repassou para a R Carvalho em cada empreendimento, qual volume total de recursos é necessário para que o empreendimento seja concluso?

Realmente a Caixa acerta ao usar as palavras negligente, inconsequente e que desconhece os fatos. Erra no alvo, quando deveria mirar para ela própria e dar explicações à sociedade, com precisão e competência.

Integra da nota emitida pela Caixa Econômica Federal

Na última quarta-feira, dia 03/08, o Jornal Grande Bahia publicou entrevista com o deputado José de Arimatéia em que o mesmo afirma que a paralisação das obras da Construtora R. Carvalho no estado seria responsabilidade  da Caixa Econômica Federal. Essa afirmação revela o absoluto desconhecimento do parlamentar sobre o assunto, ao confundir o modelo operacional do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV) com operações de repasse do Orçamento Geral da União (OGU). Por desconhecimento, portanto e, de forma inconsequente e, acima de tudo, oportunista, procurou induzir os leitores a acreditar que a CAIXA em função de supostos atrasos no repasse de recursos para a construtora, a deixou sem condições de cumprir com os seus compromissos.

A CAIXA afirma com veemência que, no caso das operações do PMCMV, não só a R. Carvalho, mas todas as construtoras contratadas recebem o valor das parcelas relativas às obras por elas executadas, rigorosamente em dia, não existindo qualquer valor pendente de pagamento. A CAIXA esclarece também que com relação aos empreendimentos da R. Carvalho, o banco  tomou, tempestivamente, as providências necessárias para solucionar o problema ocasionado com as paralisações das obras. A CAIXA reafirma às famílias inscritas no programa, seja por meio dos municípios, bem como aquelas que adquiriram imóveis da referida construtora e os que financiaram suas unidades que, em breve, as obras serão retomadas e os imóveis entregues a seus legítimos beneficiários.

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa da CAIXA

Regional Norte da Bahia

Feira de Santana, 8 de agosto de 2011.

Baixe

Manual elaborado pela Caixa sobre o Programa Minha Casa Minha Vida

Sobre Carlos Augusto 9459 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).