José Carlos Aleluia denuncia retenção de cotas do ICMS pelo governo, enquanto deputado Bruno Reis dispara na crítica: Jaques Wagner dá calote nos prefeitos

José Carlos Aleluia, presidente do Democratas da Bahia.
José Carlos Aleluia, presidente do Democratas da Bahia.

Nos últimos dias, mais de 20 prefeitos de todas as regiões da Bahia entraram em contato com o deputado estadual Bruno Reis (PRP) para denunciar que o governo estadual ainda não repassou a cota de ICMS aos municípios. De acordo com os prefeitos, o repasse deveria ter acontecido na última terça-feira (23). “Mais uma vez o governo estadual dá o calote. Depois de se negar a pagar a URV aos servidores, agora deixa as prefeituras à míngua”, disse o deputado.

Segundo Bruno Reis, o secretário da Fazenda, Carlos Martins, precisa explicar os motivos do atraso. “Ou o governo segurou o dinheiro para pagar a folha do estado ou o BB reteve a cota”, afirmou. “O problema é que Carlos Martins só quer saber de fazer a sua campanha em Madre de Deus e abandonou as outras 416 prefeituras da Bahia”, finalizou o deputado.

José Carlos Aleluia denuncia retenção de cotas do ICMS pelo governo

“O governador Jaques Wagner precisa explicar por que o governo não fez o repasse das cotas do ICMS para os municípios na última terça-feira. Afinal nunca antes na história da Bahia aconteceu um fato dessa natureza”, cobra o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia.

Segundo o líder oposicionista, a transferência dos recursos aos municípios sempre foi realizada às terças-feiras. “Mas, na semana passada, isso não aconteceu para prejuízo das 517 prefeituras baianas, cuja grande maioria enfrenta dificuldades com arrecadação e depende do repasse para fechar as contas”, reclama.

Aleluia critica o silêncio da UPB, entidade representativa das prefeituras, sobre o problema. “Infelizmente não podemos esperar outro comportamento de uma instituição que foi aparelhada pelo governo e seu presidente petista passeia pela Europa”.

Na avaliação do presidente democrata, a retenção do dinheiro das prefeituras só pode ter sido motivada pela necessidade de tapar alguns dos inúmeros rombos existentes nas finanças estaduais.

“Os escandalosos gastos com a reeleição causaram desequilíbrio nas contas do estado e o Ministério Público e os Tribunais de Contas do Estado e dos Municípios precisam averiguar essa situação, em que, para cobrir rombos, nem os recursos das prefeituras estão sendo respeitados”, alerta Aleluia.

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