Presidente da Câmara dos Deputados elogia decisão de Alfredo Nascimento de pedir demissão do Ministério dos Transportes

Denúncias derrubam ministro. Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR).
Denúncias derrubam ministro. Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR).
Denúncias derrubam ministro. Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR).
Denúncias derrubam ministro. Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR).

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), elogiou a decisão de Alfredo Nascimento de pedir demissão do cargo de ministro dos Transportes. Segundo ele, isso contribuir para o prosseguimento das investigações da

Controladoria-Geral da União sobre as denúncias de cobrança de propina para o PR, partido de Nascimento, no Ministério dos Transportes.

De acordo com Maia, Nascimento agora vai se preocupar apenas em esclarecer as denúncias de corrupção em sua pasta.

Segundo o deputado, a decisão da presidenta Dilma Rousseff de consultar o próprio PR para definir os quadros do ministério “é inteligente”, uma vez que o partido é aliado do governo no Congresso.

Ministério dos Transportes  |  06/07/2011 

Esclarecimentos

O Ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável.

Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos.

Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela.

Assessoria de Comunicação
Ministério dos Transportes
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Investigações sobre denúncias de corrupção do Ministério dos Transportes devem continuar, diz líder tucano

Mesmo com o pedido de demissão de Alfredo Nascimento do cargo de ministro dos Transportes, os partidos de oposição vão continuar cobrando esclarecimentos sobre as denúncias de corrupção na pasta. “A saída do ministro não esgota a gravidade do que foi informado pela imprensa sobre irregularidades, desvios de dinheiro público e superfaturamento. Fizemos uma representação no Ministério Público e hoje estamos acrescentando novas informações”, disse o líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira.

Segundo Nogueira, a posição quer ampliar a fiscalização sobre o ministério. “As investigações não cessam, não cessa a nossa fiscalização. Queremos tornar pública a extensão de toda a gravidade das denúncias. Se houver qualquer relação promíscua, as investigações vão esclarecer. A sociedade esperava o afastamento do ministro e continua esperando o aprofundamento dos fatos.”

Segundo o parlamentar, “há fortes indícios de que há um mensalão no Ministério dos Transportes e a saída do ministro não pode ser um ponto final na história”.

Secretário executivo assume comando do Ministério dos Transportes interinamente

O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos,  assumirá a vaga deixada pelo ministro dos transporte Alfredo Nascimento. A informação foi confirmada pela ministra de Comunicação, Helena Chagas. Ele assumirá de forma interina.

O nome de Passos para a pasta foi defendido hoje pelo Planalto, após a demissão de Alfredo Nascimento. Apesar de ser filiado ao PR, Passos é tido como um gestor mais técnico que político, característica defendida pela presidenta Dilma Rousseff.

Durante a tarde, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, chamou uma reunião com líderes do PR para tentar convencê-los a aceitar o nome de Passos como substituto para Nascimento. O secretário chegou a ser ministro dos Transportes, por duas vezes, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Participaram da reunião com Ideli, os senadores Magno Malta (ES), Clésio Andrade (MG) e Blairo Maggi (MT). Os senadores e a bancada do PR na Câmara não aceitaram o nome de Passos. “O nome não está definido. O PR não quer aceitar a solução proposta pelo Planalto e está esperando o governo chamar o partido para discutir o nome”, disse Malta.

Enquanto o nome era discutido pelos líderes do PR, Passos participava de uma reunião de trabalho com a presidenta Dilma Rousseff, sobre as obras de Transposição do Rio São Francisco e da Ferrovia Transnordestina, obras que integram o Plano de Acelaração do Crescimento (PAC).

O líder do PR na Câmara, deputado Linconl Portela, disse que o partido aceita que Passos assuma em caráter interino a vaga deixada por Nascimento, até que o partido chegue a uma decisão em relação a indicação. “Ele já assumiu outras vezes e acho que pode assumir de novo, até que o tempo de maturação ocorra para a escolha do nome para nova substituição”, disse Portela, após se reunir com a bancada do partido na Câmara.

O tempo do PR também é uma icógnita. “Não podemos apresentar um nome assim, de forma atabalhoada”, disse Malta. Portela também defendeu “paciência”. “Sou mineiro e, por isso, tenho paciência. Mineiro é assim, sabe esperar. Nem pensamos na possibilidade do Ministério dos Transportes ser entregue a outro partido”, disse o deputado.

Nas reuniões no Planalto, as lideranças do PR chegaram a indicar nomes mais políticos para a vaga. O ex-senador César Borges (PR-BA) foi um dos indicados, um nome que contaria com anuência do partido e com a aceitação de Dilma. No entanto, o governador da Bahia, Jaques Wagner, é seu adversário político.

Outro nome indicado é do senador Blairo Maggi, que retornou ao Planalto no final da tarde de hoje para uma reunião com a ministra Ideli e com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Nascimento deixou a pasta em meio a denúncias de um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina envolvendo a cúpula do Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) e a empresa responsável pela construção de ferrovias, a Valec.

CGU designa equipe para auditar licitações, contratos e execução de obras na área dos Transportes

A Controladoria-Geral da União (CGU) designou uma equipe para fazer rigorosa auditoria nas licitações, contratos e execução de obras a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da empresa estatal Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (Valec), envolvidas nas denúncias de irregularidades veiculadas pela imprensa nos últimos dias.

Portaria com informações sobre as auditorias será publicada amanhã (7) no Diário Oficial da União. Na mesma portaria, o chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, designou um corregedor da CGU, cujo nome ainda não foi divulgado, para acompanhar os trabalhos da comissão de sindicância instaurada pelo ex-ministro Alfredo Nascimento.

Hoje, Nascimento encaminhou  pedido de demissão, em caráter irrevogável, à presidente Dilma Rousseff. De acordo com a CGU, a exoneração de Nascimento não altera em nada a necessidade da auditoria, que deve ser concluída até o dia 31 de agosto.

A CGU informou ainda que a composição da equipe foi comunicada hoje (6), por meio de aviso ministerial de Hage, ao ministro interino dos Transportes, Paulo Sérgio Oliveira Passos.

No aviso, Hage informa que a equipe necessitará “ter acesso imediato a documentos, em meio físico e em registros eletrônicos, para o que se faz indispensável, especialmente, o ‘espelhamento’ de computadores funcionais”.

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