O Brasil é um dos países que tem um dos melhores desempenhos fiscais do mundo

O Brasil é um dos países que tem um dos melhores desempenhos fiscais do mundo.
O Brasil é um dos países que tem um dos melhores desempenhos fiscais do mundo.

Durante exposição sobre o cenário econômico mundial, apresentada na 38ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Salão Nobre do Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou números que demostram que o Brasil está numa situação bem mais favorável na comparação com os demais países. Segundo Mantega, “o Brasil é um dos países que tem um dos melhores desempenhos fiscais do mundo”.

“Isso dá solidez para a economia brasileira continuar crescendo sem desequilíbrios”, pontuou o ministro.

Guido Mantega destacou também que as commodities deixaram de crescer e, há alguns meses, encontram-se em trajetória descendente. O ministro explicou que o governo atuou numa outra frente importante: o controle da inflação. Segundo ele, o governo não economizou esforços para que as taxas fossem mantidas dentro da meta estabelecida e que os índices que estão sendo divulgados nas últimas semanas mostram o comportamento dentro do previsto. Ele atribui os resultados às medidas tomadas pela equipe econômica.

Então, Guido Mantega enfatizou que o governo vem conseguindo compatibilizar o controle da inflação com crescimento da economia do país. O ministro contou que no passado recente isso não era possível. “A inflação esta sob controle e o governo continuará vigilante”, frisou. “O importante é salientar que o combate a inflação, embora implacável, não chegou ao ponto de derrubar a economia brasileira. Estamos conseguindo uma compatibilização”, explicou Mantega.

O ministro disse também que, apesar dos resultados positivos acerca do crescimento econômico, existem alguns desafios e problemas pela frente que devem ser enfrentados pelo governo e pelo setor privado. O mais importante deles é reduzir a pobreza. Em seguida, são necessários avanços no setor educacional. Conforme mencionou, o governo vai anunciar medidas na área de Ciência e Tecnologia (C&T), como oferta de bolsas de estudo para graduação.

Além disso, o país passa por grandes investimentos e, neste ponto, representam também desafios no setor de infraestrutura como as grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), Minha Casa Minha Vida 2, Copa do Mundo e Olimpíadas Rio 2016.

“Um desafio muito importante é a agenda tributária. Temos um modelo no país que atrapalha a produção. Nós elegemos essa agenda como sendo prioritária. Temos que continuar simplificando. Desoneração na folha e a questão do Simples são pontos importantes”, afirmou.

Guido Mantega reconheceu também problemas na área comercial. Segundo ele, o cenário internacional acirrou a competição e tal situação leva a uma concorrência muitas vezes desleal. “Não vamos deixar a guerra cambial nos derrotar. Estamos intensificando a defesa comercial de nosso país, não deixando espaço para outros países”, disse.

Neste caso específico, o ministro contou que o governo já detectou triangulação de exportações para o Brasil. Isso se dá, segundo ele, da seguinte maneira: países que estão sendo denunciados por prática de dumping em organismos internacionais tentam colocar produtos no mercado interno brasileiro utilizando outras nações. Ele citou como exemplo a entrada de mercadoria a partir dos Estados Unidos.

O ministro iniciou a palestra mostrando o cenário dos Estados Unidos que tem apresentado uma taxa elevada de desemprego. Além disso, conforme assinalou, aquele país atravessa problemas de desequilíbrio financeiro e orçamentário. Isso também vem se verificando nos países da Europa e, deste modo, a estagnação das economias mundiais pode atrapalhar o crescimento brasileiro.

No entanto, segundo o ministro, o fator principal para que o país passe ao largo desta crise está no fato de contar com um mercado consumidor interno bastante dinâmico e com demanda. “O Brasil é um dos países mais bem preparados para enfrentar esse problema que se coloca no horizonte internacional. Seja pela solidez das contas públicas, seja por termos um forte mercado interno”, afirmou.

“Os países emergentes, uma parte deles acostumou a crescer em cima dos mercados alheios, e veja como exemplo a China. O Brasil tem uma grande vantagem que construiu ao longo destes anos: um grande mercado interno. Temos que garantir que o mercado seja desfrutado pela indústria brasileira.”

O ministro mostrou números da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que ilustra o crescimento da demanda: a taxa atingiu 10,4% em maio deste ano em relação a 12 meses anteriores. Com isso, conforme assinalou, mesmo que o governo desacelere há “um crescimento muito forte que estimula a demanda”. “E continuaremos assim”, ponderou.

Um dos fatores para isso, segundo Mantega, foi a elevação de famílias de baixa renda à classe C e, mais adiante, daquelas famílias da classe C para as classes A e B. O ministro reconheceu que o crescimento da economia não atingirá o desempenho daquele verificado no ano passado, o que classificou de recuperação dos efeitos da crise econômica mundial que atingiu os mercados no final de 2008. Ele previu que o PIB deve fechar 2011 com taxa de 4,5%.

Mantega explicou também que outro ponto importante na economia brasileira é a geração de empregos. Segundo ele, o países vem aumentando a oferta de postos de trabalho e isso tem sido fundamental para que o cidadão mantenha o poder de comprar. Na exposição, Mantega tocou num outro tema que vem ganhando espaço na mídia nas últimas semanas: “Não há bolha de crédito na habitação.”

Ele citou como exemplo o preço médio da habitação em São Paulo, que está abaixo de outros países. Após a palestra, o ministro da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos (SAE), Moreira Franco, continuou com a reunião do CDES.

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