Governador Jaques Wagner e prefeito Tarcízio Pimenta lamentam morte de João Falcão; Empresário atuou com destaque em Feira de Santana

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia; João Falcão, Emiliano José, Deputado Federal e Sérgio Jones, jornalista. Morte de João Falcão encerra a história de um ícone do pensamento marxista na Bahia.
Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia; João Falcão, Emiliano José, Deputado Federal e Sérgio Jones, jornalista. Morte de João Falcão encerra a história de um ícone do pensamento marxista na Bahia. Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br

O prefeito de Feira de Santana Tarcízio Pimenta lamenta a morte do jornalista João Falcão, ocorrida na noite desta quarta-feira (27/07/2011), e se solidariza com a família, que tem participação de destaque no desenvolvimento econômico e político de Feira de Santana. O sepultamento será na tarde desta quinta-feira (28), no cemitério Campo Santo, em Salvador.

Fundador do Jornal da Bahia em 1958, João Falcão faleceu aos 92 anos, no Hospital Português, devido a uma embolia pulmonar. Era formado em direito e atuou na vida política brasileira entre os anos 30 a 60, com militância durante duas décadas no Partido Comunista do Brasil. Além de jornalista, era empresário dos ramos imobiliário e financeiro.

A política sempre fez parte da vida de João Falcão. Foi deputado federal, bem como seu irmão Wilson Falcão. Outro irmão, Newton Falcão, foi prefeito e seu filho Wilson Falcão, vereador em Feira de Santana. Dentre os 12 irmãos está ainda o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Alfredo Falcão.

Na literatura, o jornalista que se tornou símbolo de resistência contra a censura política deixa o livro de memórias “O Partido Comunista que eu conheci”, as biografias “Giocondo Dias – a vida de um revolucionário” e “A vida de João Marinho Falcão – vitória da honra e do trabalho”. Escreveu também “O Brasil e a Segunda Guerra Mundial” e “Não deixe essa chama se apagar”, a história do Jornal da Bahia.

Governador destaca papel de João Falcão na luta pela democracia no país

A importância do jornalista João Falcão na luta pela democratização do país foi destacada pelo governador Jaques Wagner, nesta quinta-feira (28), em visita ao sul da Bahia. “É com pesar que recebo a notícia do falecimento do escritor, jornalista e militante político. É um exemplo a ser seguido pela densidade dos trabalhos que produziu ao longo da sua vida e como defensor de uma imprensa livre e democrática”, afirmou o governador, que enviou uma coroa de flores e uma mensagem à família.

João da Costa Falcão faleceu na noite de quarta-feira (27), aos 92 anos, em Salvador. Fundador do Jornal da Bahia, ele nasceu em Feira de Santana e militou, nos anos 1940 e 1950, no Partido Comunista. Bacharel em direito, Falcão optou pelo jornalismo. Em 1945, fundou o matutino comunista O Momento e, em 1958, o Jornal da Bahia. É, também, autor do livro ‘Giocondo Dias – A Vida de um Revolucionário’.

Graça Pimenta apresenta Moção de Pesar pela morte de João Falcão

A deputada estadual Graça Pimenta elaborou moção de pesar pela morte do jornalista feirense João Falcão, ocorrida na quarta-feira (27), em Salvador. No documento, a parlamentar ressaltou a versatilidade do feirense, que atuou na política, comunicação social, literatura e no setor de negócios.

“João Falcão foi um homem polivalente. Ele construiu uma história digna quando não teve medo de ousar diante da vida. Sem dúvida alguma, este respeitável cidadão deixou um grande legado para toda a sociedade” reconhece Graça Pimenta.

Nascido em 24 de novembro de 1919, filho de João Marinho Falcão e Adnil da Costa Falcão, o feirense João Falcão se formou em 1942 na Faculdade Livre de Direito, em Salvador. No período do curso ele se filiou ao Partido Comunista do Brasil (PCB). Com sua positiva inquietação diante da vida, João Falcão quis ser mais do que um cidadão formado em Direito e um militante político contra a ditadura do Estado Novo.

Em 1945, o empreendedor fundou o jornal “O Momento” e candidatou-se como deputado federal, porém ficou apenas como suplente. No ano de 1947 João Falcão casou-se com Hyldeyh Ferreira, com quem teve sete filhos, 21 netos e 11 bisnetos, e em 1950 tornou-se empresário do ramo de imobiliárias na capital baiana.

Com um grande reconhecimento do povo, no ano de 1954, João Falcão foi eleito deputado federal. Em 1958 ele fundou o Jornal da Bahia, do qual foi diretor até 1983. Mesmo atuando no periódico, João Falcão fundou, no ano de 1960, o Banco Baiano da Produção S.A., que até 1970 tinha agências em quase todas as capitais do norte ao sul do país.

Diante de suas memórias políticas efervescentes, aos 69 anos o jornalista consagrou-se também como escritor ao publicar o livro “O Partido Comunista Que eu Conheci”. Depois o autor lançou mais seis livros, sendo o mais recente lançado em 2009 e intitulado como “Valeu a Pena – Desafios de Minha Vida”.

Como homem importante da sociedade baiana, João Falcão recebeu a comenda de Grão Mestre da Ordem do Mérito da Bahia e a comenda da Ordem Municipal do Mérito de Feira de Santana, na classe de Grande Comendador. O nobre homem também foi componente da Academia de Letras da Bahia, onde ocupava a Cadeira 35.

Convite do lançamento do livro 'Valeu a pena', de autoria de João Falcão.
Convite do lançamento do livro ‘Valeu a pena’, de autoria de João Falcão.
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