Giro Econômico | Gol anuncia compra da Webjet, 1 milhão de motos vendidas, maior seguradora do país é formada e programa Minha Casa, Minha Vida

Jornal Grande Bahia, compromisso em informar.
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Gol anuncia compra da Webjet

A companhia aérea Gol anunciou hoje (08/07/2011) a compra da Webjet. Segundo fato relevante divulgado pela Gol, serão pagos R$ 96 milhões para concluir o negócio. A empresa ressalvou, entretanto, que a conclusão da operação está condicionada a uma auditoria técnica e legal nos ativos da Webjet, além da aprovação da aquisição pelas autoridades competentes.

A Gol é a segunda maior companhia brasileira de transporte aéreo. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa reponde por 35,39% mercado doméstico. A Webjet tem uma participação de 5,16%. O primeiro lugar é ocupado pela TAM, com uma fatia de mercado de 44,43%.

Mais de 1 milhão de motos foram vendidas no primeiro semestre

As vendas de motocicletas no Brasil cresceram 15% em junho, na comparação com junho de 2010, com a venda de 160.720 unidades. No acumulado do ano, crescimento de 18% (1.033.408 unidades). Na comparação com maio, porém, houve retração de 17,7%. Os dados foram divulgados hoje (8) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Saíram das linhas de montagem, no mês passado, 163.177 motocicletas, 20% a menos que em maio, mas 14,5% a mais que em junho de 2010. No acumulado do semestre, o setor registra crescimento de 24,6%, com a fabricação de 1.078.683 motos. De acordo com o diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes, a redução do ritmo de fabricação em junho ocorreu devido às férias coletivas dadas pela maioria das montadoras. “Normalmente, nesse período, as montadoras aproveitam também para fazer a manutenção das máquinas”.

Com relação às exportações, os dados mostram que, nos seis primeiros meses do ano, foram embarcadas 32,5 mil unidades, ante 31,4 mil no mesmo período do ano passado. Na comparação com maio, as vendas externas recuaram 11%, com 5.989 unidades vendidas. Com relação a junho do ano passado, o aumento foi pequeno, 0,6%. “As exportações dependem de programação, negociação e taxa de câmbio. Os resultados estão dentro do previsto.”

O presidente da Abraciclo, Roberto Akayama, ressaltou que os resultados do setor são decorrentes do cenário econômico de real valorizado, inflação e juros em alta, demanda aquecida e nível de emprego elevado. “Devido à política econômica do governo anterior, nos últimos quatro anos, 30 milhões de pessoas tiveram seu primeiro contato com o financiamento. No setor de motocicletas não foi diferente”.

Ele lembrou que, em 2007, 56% das vendas foram financiadas. Em 2008, o volume de financiamentos caiu por causa da crise econômica global. “Em 2010, começou uma recuperação e, em 2011, as vendas com financiamento podem ter o mesmo nível de 2008. Atualmente, 52% das vendas são financiadas”, disse Akayama.

A Abraciclo estima que são as vendas em 2011 cresçam cerca de 10%, ficando em torno de 2 milhões de motocicletas, ante 1,8 milhão comercializados em 2010. A produção, por sua vez, deve aumentar para enquanto a produção deve ter um crescimento de 12,5%, atingindo 2.06 milhões de unidades (em 2010, foram montadas 1,83 milhão de motocicletas). Já as exportações devem ter queda de 13,3%, com previsão de 60 mil unidades exportadas, contra 69 mil em 2010.

Banco do Brasil e Mapfre da Espanha formam a maior seguradora do país

A BB Seguros e Participações S/A, subsidiária do Banco do Brasil, iniciou operação conjunta na última quinta-feira (7) com o Grupo Mapfre, maior seguradora da Espanha. As duas empresas operam agora como Grupo Segurador BB&Mapfre, e a parceria já nasce como a maior empresa do ramo no país, com participação de 15,6% do mercado.

A união das duas empresas, com duração mínima de 20 anos, foi oficializada na última quarta-feira (6) assim que a Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Administrativo de Direito Econômico (Cade) homologaram a parceria, que vai atuar na comercialização de seguro pessoal, habitacional, agrícola e de veículos.

“Essa é uma associação muito diferente, que vai ampliar a geração de empregos, com a contratação de mais de mil profissionais até o fim de 2011. Trata-se de união complementar, que vai gerar novas oportunidades de negócios e soluções cada vez mais personalizadas para os clientes”, de acordo com Roberto Barroso, presidente da holding Vida e Rural do Grupo.

Marcos Eduardo Ferreira, presidente da holding Auto, Seguros Gerais e Affinities, acrescenta que a estratégia de negócios da BB&Mapfre está alinhada com os marcos objetivos do novo grupo segurador. “O portfolio de soluções é um dos mais abrangentes do mercado; possuímos unidades especializadas de negócios; a presença territorial é abrangente e diversificada; e trabalharemos com distribuição multicanal”, afirmou.

Neste domingo (10) será iniciada uma campanha de divulgação ao grande público sobre a nova geração brasileira de seguros, com destaque para temas como proteção, qualidade dos serviços e rapidez no atendimento.

Programa Minha Casa, Minha Vida tem novo teto para compra de imóveis por famílias pobres

O Ministério das Cidades publicou na edição de hoje (8) do Diário Oficial da União portaria com os novos valores máximos para a compra de imóveis por famílias de baixa renda por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Os maiores valores são para as regiões metropolitanas do estado de São Paulo, os municípios paulistas Jundiaí, São José dos Campos, Jacareí e o Distrito Federal. Nesses locais, um apartamento poderá custar, no máximo, R$ 65 mil e uma casa R$ 63 mil.

Com a publicação da portaria, poderão ser iniciadas as contratações da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida para a primeira faixa de renda (até R$ 1,6 mil por mês na área urbana e até R$ 15 mil anuais na zona rural). O valor médio das moradias a serem compradas pela famílias de baixa renda aumentou de R$ 42 mil para R$ 55 mil.

A segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida, lançada no dia 16 de junho, prevê a construção de 2 milhões de unidades habitacionais até 2014. Serão investidos R$ 125,7 bilhões entre 2011 e 2014. Desse total, R$ 72,6 bilhões são para subsídios e R$ 53,1 bilhão serão destinados a financiamentos.

A nova fase do programa conta com melhorias nos projetos das casas e apartamentos, que terão que ter piso de cerâmica em todos os ambientes. Antes, apenas os banheiros, cozinha e área de serviço tinham cerâmica. Também haverá um limite mínimo para o tamanho de portas e janelas, a fim de assegurar melhoria nas condições de iluminação e ventilação. A área das moradias ficou em 39,6 metros quadrados (m²) para as casas e 45,5m² para os apartamentos.

Câmara da Indústria da Construção considera defasados novos tetos para financiamentos do Minha Casa, Minha Vida

Os novos tetos para o Programa Minha Casa, Minha Vida são baixos e desestimulam a participação da iniciativa privada, avalia a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). Em nota, a entidade informou que os valores indicados na portaria publicada hoje (8) no Diário Oficial da União podem levar as empresas a optar por outros tipos de empreendimentos e desistirem de investir no programa habitacional.

Segundo a Cbic, os tetos para a compra de imóveis por famílias de baixa renda (renda de até R$ 1,6 mil) deveriam de ter subido 30,7%. Esse percentual, segundo a entidade, havia sido sugerido pela Câmara dos Deputados e corresponde ao reajuste dos materiais de construção e da mão de obra, ao aumento dos recursos destinados a trabalhos sociais com as famílias beneficiadas e às mudanças na área e nas especificações dos projetos.

Em algumas regiões, no entanto, o percentual ficou bem abaixo do sugerido. Na Bahia e em Belo Horizonte, o reajuste somou 23,9% em relação aos valores máximos dos financiamentos. Essas regiões, de acordo com a Cbic, tinham valores defasados desde a primeira fase do programa. Para os projetos contratados na transição entre a primeira e a segunda fase do programa, o reajuste aplicado pelo governo correspondeu a apenas 13%.

A entidade também advertiu para o tratamento dado a algumas cidades do interior na definição dos novos valores. Na primeira fase do programa, determinados estados tinham um valor único para todos os municípios. Agora, os tetos foram fixados separadamente para capitais, regiões metropolitanas, interior e municípios de 20 mil a 50 mil habitantes. Segundo a Cbic, as novas regras prejudicam a execução do programa em cidades de médio e grande porte no interior, que têm custos de produção próximos aos das capitais e tiveram os valores nivelados com pequenos municípios.

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