Diretor do CIS Mercês Neto afirma que Tarcízio Pimenta não entrou na disputa pela instalação da empresa O Boticário e critica prefeito de Feira de Santana

Mercês Neto sobre a vinda do O Boticário para a Bahia: Via prefeitura não. Não soube de nenhuma reunião do prefeito com o secretário. Nenhuma solicitação de reunião do prefeito com o CIS e de nenhuma reunião do prefeito com os empresários do grupo.
Mercês Neto sobre a vinda do O Boticário para a Bahia: Via prefeitura não. Não soube de nenhuma reunião do prefeito com o secretário. Nenhuma solicitação de reunião do prefeito com o CIS e de nenhuma reunião do prefeito com os empresários do grupo.

Em entrevista ao programa Rotativo News (Rádio Sociedade de Feira – 970 AM), que vai ao ar das segundas às sextas-feiras, das 15 às 16 horas e tem como âncora o jornalista Joilton Freitas. O diretor geral do CIS (Centro Industrial do Subaé), José Mercês Neto, direciona criticas ao prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, e afirma que a entidade não recolhe taxas das indústrias:

“O CIS não arrecada nada das indústrias, nenhuma taxa, não tem nenhuma autorização legislação para fazer qualquer tipo de cobrança, de qualquer taxa das indústrias para manutenção do centro. A finalidade do CIS, estatutária, é tão somente: desapropriação de terreno, infraestrutura básica e venda desses lotes por valor subsidiado.”

Para o diretor Mercês Neto o CIS, a entidade gasta mais na desapropriação e na infraestrutura do que arrecada. “Então a fonte arrecadatória do CIS, é uma fonte baixa, e vive basicamente de repasses do governo do estado da Bahia, de fonte de arrecadação própria do estado e não do CIS, que é uma autarquia.”

Ele classifica as recentes denúncias feitas pelo prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, de que existe certa má vontade para com o município por parte do CIS, como “vazias e ataques gratuitos”. Ele segue explicando que não foi consultado sobre a possibilidade da vinda da empresa O Boticário para Feira de Santana, e que a empresa de forma independente escolheu Camaçari como local das suas futuras instalações.

“Falou-se muito que Feira perdeu a vinda da indústria para a Bahia. Mas até onde eu sei a gente só ganha ou só perde aquilo que a gente disputa. Eu nunca soube, como diretor do Centro Industrial do Subaé, que O Boticário manifestou interesse em vir para Feira de Santana, ou que a prefeitura de Feira de Santana entrou na briga para trazer essa indústria para o município.”

Rotativo News e Mercês Neto

Joilton Freitas questionou: “Então, você está querendo dizer que o CIS não tinha conhecimento sobre a vinda do O Boticário para Bahia, e muito menos, a prefeitura? Mercês Neto explica que: “Via prefeitura não. Não soube de nenhuma reunião do prefeito com o secretário. Nenhuma solicitação de reunião do prefeito com o CIS para tratar desse assunto, como também não soube de nenhuma reunião do prefeito com os empresários do grupo. Então, a gente só perde ou só ganha aquilo que a gente disputa. “E Feira de Santana, até onde eu tenho conhecimento não disputou essa indústria.”

Freitas também coloca o problema de disponibilidade das áreas industriais, que não existem. Mercês Neto expõe que: “Não é só esse o ataque. O ataque é principalmente de que o governo do estado não tem olhado com bons olhos para Feira de Santana, principalmente na questão industrial. O governo do estado tem dado apoio logístico muito forte para a realização da micareta. O hospital da Criança é uma realidade, aqui hoje em Feira de Santana, graças ao empenho do governo do estado, da atual gestão do governo, que é o governador Jaques Wagner. Nós temos investido em saneamento básico, que havia estagnado desde o governo de João Durval. E ano passado, antes do período eleitoral, governador sensível com a situação de Feira de Santana, porque andam dizem por ai que o governador não gosta de Feira, mandou para cá mais de 40 mil toneladas de asfalto, e até onde eu tenho conhecimento, o município não colocou uma pá desse asfalto. Então, fica complicado você trabalhar dessa forma, em que você busca parceria de mão única, que só o governo do estado ajuda e não tem a reciprocidade.”.

JGB entrevista Pimenta

O Jornal Grande Bahia, ao entrevistar na noite de ontem (08/07/2011), no Parque do Saber, o prefeito Tarcízio Pimenta, questionou se ele não tinha errado o alvo das críticas e deveria direcioná-las ao secretário estadual da indústria James Correia e ao governador Jaques Wagner, sobre a falta de apoio à expansão industrial de Feira de Santana. Na próxima semana, confiram a entrevista.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).