Deputado ACM Neto deseja que oposição ao candidato de Jaques Wagner, em Salvador, saia unida e diz estar disposto a abrir mão da disputa

Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto (ACM Neto).
Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto (ACM Neto).
Deputado ACM Neto: a oposição não tem direito de errar. Temos que buscar o consenso, a união e procurar definir um nome ainda no segundo semestre deste ano. Foto: Carlos Augusto | Guto Jads | Jornal Grande Bahia. Com. Br
Deputado ACM Neto: “a oposição não tem direito de errar. Temos que buscar o consenso, a união e procurar definir um nome ainda no segundo semestre deste ano”. (Foto: Carlos Augusto | Jornal Grande Bahia)

O deputado ACM Neto (DEM) disse ontem (22/07/2011), em café da manhã com toda a imprensa de Salvador, além de veículos do interior e a presença dos correspondentes dos portais Terra e IG, que a oposição precisa formar a chapa mais forte que puder para enfrentar as eleições na capital em 2012. “A oposição não tem direito de errar. Temos que buscar o consenso, a união e procurar definir um nome ainda no segundo semestre deste ano. A chapa tem de ser formada pelos nomes mais fortes. E essa deve ser a estratégia tanto na capital quanto nas 15 maiores cidades da Bahia pelo menos”, afirmou o democrata.

Em vários momentos da coletiva, ACM Neto disse que o ideal seria que o candidato das oposições ao grupo liderado pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, à prefeitura de Salvador, seja escolhido de forma unanime, com o apoio de todos, e citou: “Mário Kertész, Antônio Imbassahy, José Carlos Aleluia, todos estes e mais alguns, são bons nomes para a disputa da prefeitura. Mas acredito que o melhor seria desenvolvermos a unidade em torno de uma candidatura que tenha maior força junto à população, utilizando de critérios objetivos. Neste aspecto estou disposto a abrir mão da disputa, caso o meu nome não venha a preencher os requisitos estabelecidos pelas oposições. O que desejo é a unidade das oposições.”.

Neto iniciou o bate-papo com os jornalistas, que transcorreu em clima informal, fazendo um balanço da atuação da oposição em Brasília e na Bahia. Ele destacou, sobretudo, a pressão para derrubar o ex-ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, falou sobre o escândalo na pasta dos Transportes e sobre as bandeiras da oposição para o segundo semestre na Câmara: a aprovação da PEC 300, que vai garantir melhorias salariais para bombeiros e policiais de todo o país, e da Emenda 29, que vai assegurar mais recursos para a saúde.

Candidatura

Questionado insistentemente sobre uma eventual candidatura à prefeitura de Salvador pelas emissoras de TV, jornais, rádios e blogs presentes ao café da manhã, ACM Neto disse que ainda não tomou essa decisão. Ele reconheceu, no entanto, que a cidade o coloca na condição de pré-candidato, liderando as pesquisas. “Mas, apesar disso, estou aberto ao diálogo. Estamos conversando com o PMDB, o PSDB, o PR e o PPS, entre outros partidos, buscando o consenso. Temos de encontrar o melhor nome com condições de enfrentar e derrotar o PT”.

O deputado revelou que, com o Democratas, está montando um grupo de trabalho dividido em 12 áreas temáticas para discutir e elaborar projetos para a Salvador do futuro. Neto falou ainda sobre a importância do fórum “A cidade e seu futuro”, idealizado por ele em parceria com a Fundação Liberdade e Cidadania do Democratas e que vai percorrer os bairros da capital debatendo com as comunidades soluções para problemas nas áreas da educação, saúde, infraestrutura urbana, empregabilidade, qualificação profissional e turismo. O fórum começou no último dia 16, na Vasco da Gama.

Prefeito de Salvador

Neto respondeu a muitas perguntas sobre a sua relação com o prefeito João Henrique e a participação do Democratas na administração municipal. “Não sou, e a cidade reconhece isso, responsável pela administração do prefeito João Henrique. O prefeito fez escolhas políticas. Passou por vários partidos, mas nunca recebeu influência do Democratas. Nossa única responsabilidade na administração é com o turismo, pois a nossa única indicação na prefeitura foi a da Saltur (Cláudio Tinoco)”, lembrou.

Neto admitiu que aceitaria o apoio do prefeito e do PP, pois isso não significa continuidade administrativa. “Vamos fazer mudanças profundas, caso eu seja candidato e caso venha a ser eleito. Não quero ser prefeito se não for para fazer isso, para melhorar a gestão, para cortar indicações políticas”, salientou, acrescentando que tem boas relação com João Henrique, mas isso não o impede de criticar o gestor. Para o deputado, o prefeito está hoje mais próximo do PT do que da oposição.

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