Deputada Graça Pimenta aplaude a heroína Maria Quitéria por participação histórica no 2 de julho

Capa de livro publicado em 1952, sobre Maria Quitéria, heroína da independência da Bahia.
Capa de livro publicado em 1952, sobre Maria Quitéria, heroína da independência da Bahia.

A Bahia comemora 188 anos de independência no próximo sábado (02/07/2011). As lutas para expulsar as tropas portuguesas que continuavam no território baiano, mesmo após a proclamação da independência do Brasil, em 7 de setembro 1822, tiveram a participação da heroína feirense Maria Quitéria de Jesus Medeiros.

Conforme a deputada estadual Graça Pimenta (PR), a guerreira baiana é destaque na história brasileira. “Apresentei uma moção de aplauso na Assembleia Legislativa pela participação de Maria Quitéria nas lutas que geraram a independência da Bahia e a consolidação da independência do nosso país. É uma honra para Feira de Santana ter uma mulher que, nascida na sua região, lutou pela soberania de seu povo”, declara Graça Pimenta.

Diante das investidas portuguesas em manter o domínio sobre Salvador, Maria Quitéria fugiu de casa, cortou os cabelos, travestiu-se de homem e se uniu ao Batalhão dos Periquitos, instalado na cidade de Cachoeira, com o nome de Medeiros. Poucos dias depois, o pai da futura heroína descobriu o que havia acontecido com ela, porém o Major José Antônio da Silva Castro defendeu a ideia de que a jovem não deveria deixar a tropa por ter habilidades militares.

Maria Quitéria mostrou bravura nas batalhas pela independência da Bahia ao comandar grupos femininos no ataque aos portugueses e aprisionamento dos inimigos. Em 2 de julho de 1823, a heroína foi festejada pela população de Salvador ao entrar na cidade com o exercito comandado pelo General Lima e Silva. Por conta do seu feito, a jovem foi autorizada pelo governo provincial a portar espada.

Pela sua coragem combativa, Maria Quitéria recebeu as honras de 1º Cadete das mãos do General Pedro Labatut e passou a utilizar uniforme azul, com saiote e capacete com penacho. Em agosto do mesmo ano, a heroína foi condecorada por Dom Pedro I como Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro, no Rio de Janeiro, e passou a receber o soldo (vencimento de militares) de alferes (cargo militar da época).

Na ocasião, Maria Quitéria solicitou que o Imperador escrevesse uma carta ao seu pai solicitando que ele a perdoasse por ter fugido de casa e se alistado. Depois, a jovem voltou para a família, casou-se e teve uma única filha. No ano de 1835, já viúva, a heroína mudou-se para a sede de Feira de Santana para tratar de assuntos familiares junto à justiça.

Em seguida, Maria Quitéria mudou-se para Salvador na busca de resolver as questões familiares, fixou residência e faleceu em 21 de agosto de 1853. No centenário de morte da heroína, o então Ministro da Guerra determinou que, em todos os estabelecimentos, repartições e unidades do Exército, fosse inaugurada a fotografia dela. Em 1996, a brava lutadora foi reconhecida, pelo presidente da República, como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. A moção elaborada pela deputada Graça Pimenta vai ser enviada ao Comando da 6ª Região Militar do Exército Brasileiro, localizado em Salvador.

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