Belmonte: Pescadores reclamam do assoreamento do Rio Jequitinhonha

Pescadores reclamam do assoreamento do Rio Jequitinhonha, no município de Belmonte.
Pescadores reclamam do assoreamento do Rio Jequitinhonha, no município de Belmonte.

Pescadores reclamam do assoreamento do Rio Jequitinhonha, no município de Belmonte.
Pescadores reclamam do assoreamento do Rio Jequitinhonha, no município de Belmonte.

O assunto já foi debatido pela grande mídia baiana, mas o assoreamento do rio Jequitinhonha, no município de Belmonte (extremo sul da Bahia), ainda não teve uma solução. Um banco de areia formado na foz do rio em Belmonte vem impedindo a saída das embarcações dos pescadores para o mar, além de prejudicar o ecossistema local já que os peixes não sobem mais o rio para reproduzir. Ainda tem o problema de inundação, pois, segundo os pescadores, quando chove o rio invade ruas e casas por não poder correr para o mar.

Esse tema foi tratado durante a visita do deputado estadual Marcelino Galo (PT) ao município. Os profissionais da Colônia de Pescadores e Marisqueiras (Z-21) e da Associação de Pescadores de Belmonte acusam que o problema foi causado pela intervenção na vazão do rio e que a responsável é a Hidrelétrica de Itapebi, administrada pela Itapebi Geração de Energia S/A, empresa controlada pelo Grupo Neoenergia. O encontro aconteceu durante uma plenária com os pescadores no dia 12 de julho como uma das atividades da agenda do parlamentar petista no extremo sul baiano.

“Esse problema já foi debatido, mas como tudo passa muito rápido, esqueceram de resolver ou criar possibilidades para que o rio volte a ser o que era antes da hidrelétrica no município de Itapebi”, afirma o presidente da Colônia Z-21, Carlos Mota. Segundo ele, em 2006 “a situação foi resolvida com a retirada do banco de areia, que hoje se estende por quase um quilômetro. Mota também informa outro problema que os pescadores têm enfrentado na região, que é o nível alto de efluentes que a empresa Veracel despeja no rio Jequitinhonha. “O odor é insuportável, tem dia que nem saímos para pescar como medo de até contrair uma doença”, finaliza.

Para o deputado Marcelino Galo, isso é inadmissível, pois os pescadores têm dificuldades em sair para o mar, alguns até limitados a pescar apenas no Jequitinhonha, que não possui tantos peixes como antes. “Com esse banco de areia, algumas espécies não conseguem se reproduzir, como o robalo e a tilápia, peixes tradicionais da região. Ninguém pensou nos impactos que essa retenção do rio causaria, agora temos de procurar uma solução imediata, porque os maiores prejudicados, como sempre, são os pescadores, os que mais precisam do rio”, afirma.

Ainda durante a plenária em Belmonte, esteve presente André Oliveira Monteiro (Dé), que junto com Edicarlos da Silva (Preto) e Valdemar do MST, representaram a direção estadual do MST, o secretário municipal de Agricultura, Valdomiro Fernandes (Vadoca), o representante do Instituto Viver Melhor e da Associação dos Agricultores de Belmonte e região, Fábio Carvalho, além de pescadores e marisqueiras. Todos que utilizaram a palavra no evento citaram a importância de fortalecer a agricultura familiar para os pescadores, pedindo ao deputado para auxiliar nos projetos para a região.

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