Secretário da Agricultura da Bahia diz que Código Florestal é democrático e representa vontade do povo

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No domingo, (05/06/2011), Dia do Meio Ambiente, o Brasil pode comemorar a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do novo Código Florestal, que agora será votado no Senado Federal. Mas não deve sofrer alterações, segundo afirma o relator do projeto, deputado federal Aldo Rebelo. “O Senado deve manter 98% do que a Câmara aprovou”, disse ele, explicando que poucos pontos do código não foram consensuais e podem sofrer pequenas modificações. “Não haverá um substitutivo, e a base para o trabalho do Senado será o texto aprovado na Câmara”, disse ele.

Para o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, “o que foi aprovado na Câmara é uma demonstração da vontade do povo. Foi feito o que era possível fazer. O Brasil tem dimensões continentais e não é possível fazer o ideal, nunca vai haver consenso, mas tudo foi feito democraticamente. Na Bahia, tivemos condições de discutir e colocar nossas posições. Aqui existe sintonia entre meio ambiente e agricultura para o desenvolvimento sustentável”, Ele acrescentou que a Assembléia Legislativa da Bahia aprovou lei específica de adequação ambiental para o Estado, instrumento que se tornou modelo para o Brasil.

Cerca de 2 milhões de agricultores brasileiros tem suas culturas em áreas de preservação ambiental, matas ciliares e em topos de morro e, de acordo com o novo Código Florestal terão o direito de lá permanecer. “Buscamos uma medida que garantisse a proteção ambiental com a manutenção destas áreas consolidadas”, afirma o deputado. Aldo Rebelo criticou as ONGs que chamaram de anistia a desmatadores a flexibilização contida no novo código, afirmando que não é isso que o código estabelece. “Não é perdão, é o reconhecimento de que não havia legislação específica para estas atividades. A presidenta Dilma Rousseff já percebeu que anistia não é a proposta do código”, disse ele. Rebelo afirmou que “as organizações internacionais são bem vidas para trabalhar, mas elas não podem impor normas nem legislar, pois para executar esse papel o povo brasileiro elege seus representantes”.

Este foi um dos tópicos do debate realizado pelo Canal Rural, em Luis Eduardo Magalhães, parte da programação da Bahia Farm Show, (encerrada nesta sábado, (4), do qual participaram o deputado Aldo Rebelo, relator do projeto na Câmara, os secretários estaduais da Agricultura e do Meio Ambiente, Eduardo Salles e Eugênio Spengler, o deputado Oziel Oliveira e o presidente da Associação de Irrigantes e Agricultores da Bahia, Aiba. “Este é um dos pontos em que não houve consenso, mas é preciso considerar que esses milhões de brasileiros se estabeleceram há muitas décadas, à luz da legislação que vigorava na época”, disse Aldo Rebelo, destacando o impacto social que causaria a retirada desse contingente. Ele considerou que a discussão do projeto foi democrático e afirmou que 98% do que foi aprovado na Câmara deverá ser mantido no senado.

“Os Estados devem fazer suas leis, respeitando o Código Florestal, porque uma lei única não pode disciplinar o meio ambiente num Estado como a Bahia que tem vários biomas completamente diferenciados”, disse o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler. Para Eduardo Salles, o relator considerou as colocações feitas pelo governo e pela agropecuária baiana, retirando do relatório o artigo 47, que estabelecia uma moratória de cinco anos, tempo durante o qual nenhuma nova área agricultável poderia ser aberta. “Isso foi muito importante para a agropecuária da Bahia, que vive uma fase de crescimento”.

Depois de quase 20 anos, um ministro da Agricultura visita exposição de Guanambi

(Guanambi – BA) A 24ª Exposição de Guanambi, realizada no período de 1º a 5 de junho deste ano, foi inaugurada pelo ministro da agricultura, Wagner Rossi, que quebrou o jejum de quase 20 anos sem a presença de um ministro da pasta em exposição agropecuária na região. Além do ministro e secretário estadual da agricultura, o prefeito de Guanambi, Charles Fernandes, o presidente da cooperativa agropecuária de Guanambi (Coopag), Antônio Colobó, e diversas autoridades prestigiaram a exposição.

Recebido pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o ministro destacou a janela de oportunidade aberta para a produção do leite e lembrou que “temos uma agricultura familiar baseada no tripé, sustentado pelos produtores rurais, que fazem uso da tecnologia para melhorar a produção, que conta com o apoio dos governos estadual e federal, no que se refere, por exemplo, ao financiamento de crédito, que deve alcançar a margem de 123 bilhões para os produtores do Brasil”.

A Bahia tem o 3º maior rebanho leiteiro do País, mas ocupa a 23ª posição no ranking de produtividade do leite. Mudar a realidade do produtor rural tem sido uma das prioridades do governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, que vem empenhando esforços, dentro do Projeto de inclusão produtiva do leite, para aumentar a produção do leite, melhorando a renda do produtor. O Prefeito de Guanambi destacou a harmonia entre os governos estadual e federal, principalmente, no que se refere ao comprometimento com o setor produtivo. “Essa sintonia permite congregar todos aqueles que colaboram para o crescimento da pecuária e da agricultura no município”.

Sensível a essa necessidade de elevar a produção, Salles assinou na sexta-feira, (3), um convênio com a Coopag para trazer ao município de Guanambi dois tanques de resfriamento de leite, próprio para o armazenamento. “Tenho certeza que essa região será uma das maiores bacias leiteiras do Brasil. É por isso que estamos incentivando este setor”, ressaltou o secretário. Ele também destacou o potencial de irrigação do Vale do Iuiú, que tem um dos solos mais férteis do mundo e valorizou a aproximação com o Rio São Francisco.

Visita a Coopag – a comitiva da Seagri, coordenada pelo secretário Eduardo Salles, que esteve acompanhado do superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Secretaria, Raimundo Sampaio, e do diretor de pecuária, Luiz Miranda, visitou na manhã de sexta-feira, (3), a usina de processamento de leite da Coopag. O presidente da cooperativa, Antônio Colobó, mostrou todo o processo de produção do leite, que vai desde a recepção até a saída dos produtos para a comercialização.

Com dez anos de existência, a Coopag atende a 40 municípios baianos, a exemplo de Brumado, Caetité e Malhada fornecendo iogurte, manteiga e queijo. Já a rede de granelização, que é a coleta do leite resfriado em caminhões tanques isotérmicos, é feita em 12 municípios. De acordo com informações de Colobó, o volume captado de leite na plataforma equivale a 20 mil litros de leite por dia, na entressafra, podendo alcançar 50 mil litros/ dia. “Dos 500 fornecedores que a cooperativa possui, 90% são pequenos produtores rurais, que têm a principal fonte de renda na pecuária do leite”, reiterou.

A estrutura da cooperativa consiste no segmento de laticínio, na realização de exposições agropecuárias e no ponto de venda de produtos do segmento. O diretor administrativo da Coopag, Geovane Teixeira, acredita “na possibilidade de sermos umas das maiores bacias leiteiras do Estado, já que existem excelentes solos para a produção de ração animal”. Ele destacou o apoio dado pelo Governo da Bahia em fornecer dois tanques de resfriamento do leite para a Coopag, o que vai permitir a empresa concluir a granelização do leite.

Ao fazer referência ao algodão, Salles considerou o exemplo do produtor da cooperativa do município de Malhada, que começou com três hectares e, hoje, planta 170 de algodão. “Esse exemplo precisa ser seguido”, lembrou o secretário ao mencionar o objetivo da Secretaria da Agricultura em aplicar o programa do algodão, que consiste em oferecer a cada produtor dois hectares, através da subsolagem, que é a compactação do solo. “É isso que desejamos fazer em dez municípios da região, dando prioridade aos assentamentos e aos agricultores familiares com potencial de produção” completou.

Acompanhado do vice-governador da Bahia, Otto Alencar, o secretário Salles percorreu o parque de exposições Gercino Coelho, em Guanambi, e visitou os estandes da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (Ebda) e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), onde pôde observar as cadeias produtivas do algodão, da mandioca, da apicultura, entre outras.

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