SEAGRI quer estruturar cadeia da cana-de-açúcar

Município de Barra tem 3 mil hectares plantados e 1.209 alambiques

Estruturar a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no município de Barra foi uma das importantes decisões tomadas nesta quarta-feira, (15), primeiro dia do projeto Seagri Itinerante que está sendo realizado no município até amanhã, (16/06/2011). O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, acompanhado pelos diretores e superintendentes da Seagri, se reuniu com representantes das cadeias produtivas da apicultura, piscicultura, cana-de-açúcar, biocombustível, pecuária de leite e de corte, fruticultura e ovinocaprinocultura, dos municípios do Território de Identidade Velho Chico, debatendo os problemas e buscando soluções. A reunião aconteceu no auditório Padre Edilson Alckmin, ao lado do Colégio Sílvia Araújo.

“Temos produção e os agricultores estão com muita vontade”, disse o presidente da Associação dos Produtores de Cana de Barra, Nelson Lima de Meira, destacando que “com a decisão de organizar a cadeia nós vamos mudar a realidade”. A cadeia produtiva da cana-de-açúcar em Barra conta com 1.500 produtores e envolve diretamente 9 mil famílias. São 3 mil hectares plantados, produção anual de 35 toneladas por hectare e 1.209 alambiques. “Essa cadeia tem que ser organizada e estruturada”, disse o secretário, determinando ao superintendente de Desenvolvimento Agrário, Raimundo Sampaio, e ao diretor de Agricultura, Almeida Junior, que adote as providências para elaborar um plano estruturante. A cana produzida em Barra é orgânica, cultivada em área de brejo.

Uma das dificuldades dos produtores de cana é o endividamento, e para solucionar a questão o secretário informou que vai solicitar ao Banco do Nordeste do Brasil, BNB, o levantamento da dívida. A gerência do BNB em Barra anunciou que vai manter uma equipe de plantão para atender aos agricultores, solucionando de imediato as pendências dos agricultores com dívidas de até R$ 10 mil, contratadas até janeiro de 2001 e que são beneficiados com a remissão do débito concedida pela Lei 12.249.

A utilização de novas variedades de cana, mais resistentes e mais produtivas foi outra decisão do encontro. Produtores da região de Juazeiro, do projeto Agrovale, já disponibilizaram mudas de algumas variedades e, além disso, técnicos da EBDA deverão fazer intercâmbio com os profissionais de Juazeiro para atualizar as informações.

Com recursos do município de Barra e do governo do Estado, está em fase final de construção uma unidade de beneficiamento de cana-de-açúcar e derivados, (açúcar mascavo, melado, cachaça, rapadura e doces), com previsão de inauguração para o mês de julho. “Hoje produzimos 180 mil litros/ano de cachaça e 140 mil quilos de rapadura, mas quem fica com o lucro são os repassadores”, disse Nelson Lima, explicando que a comercialização é um dos problemas que precisam de solução.

Nesta quinta-feira, dia 16, o secretário e comitiva visitam o Projeto de Beneficiamento de Cana-de-Açúcar e Derivados no Brejo da Cachoeira, e depois participa da abertura do I Festival de Tilápia de Barra, município que tem papel de destaque na pesca e na piscicultura. De acordo como João Batista, presidente da Cooperativa dos Piscicultores e Pescadores de Barra, a região produz seis mil quilos/mês de tilápia, que abastece o mercado local processados em filé e em posta. A cooperativa tem entre seus 25 cooperados 13 piscicultores e 12 pescadores. O festival de tilápia vai prosseguir até o dia 22.

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